<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064</id><updated>2012-02-03T20:28:19.737Z</updated><category term='the big picture'/><category term='aborrecimento'/><category term='religião'/><category term='holderlin'/><category term='fala'/><category term='news'/><category term='mendigo'/><category term='mundo'/><category term='impossível'/><category term='gula'/><category term='compaixão'/><category term='Poe'/><category term='inteligência'/><category term='etiqueta'/><category term='veneração'/><category term='comunicação'/><category term='saramago'/><category term='destino'/><category term='clareza'/><category term='desejo'/><category term='passado saudade'/><category term='ignorância'/><category term='verdade'/><category term='meias'/><category term='inferno'/><category term='Erotismo e religião'/><category term='o que é a vida?'/><category term='misticismo'/><category term='condenação'/><category term='cómico'/><category term='ópio'/><category term='aforismos'/><category term='carência'/><category term='dor'/><category term='ética'/><category term='pensamento'/><category term='saudek'/><category term='alegria'/><category term='união'/><category term='fé'/><category term='feio'/><category term='nudez'/><category term='apego'/><category term='coração'/><category term='despojamento'/><category term='jardim'/><category term='autenticidade'/><category term='sem abrigo'/><category term='Cristo'/><category term='ciência'/><category term='dissolução'/><category term='libertação'/><category term='vontade'/><category term='morte'/><category term='bonito'/><category term='sentido da vida'/><category term='salvação'/><category term='fumar'/><category term='existência do mal'/><category term='consciência'/><category term='pai'/><category term='elis regina'/><category term='homem pássaro'/><category term='satisfação'/><category term='tecnologia'/><category term='deus'/><category term='imortalidade'/><category term='eu'/><category term='vaticano'/><category term='fotografia'/><category term='presença'/><category term='vestuário'/><category term='frases'/><category term='aparência'/><category term='tristeza'/><category term='persona'/><category term='vício'/><category term='guerra'/><category term='filosofia'/><category term='notícias'/><category term='paraíso'/><category term='existencialismo'/><category term='beleza'/><category term='viajante'/><category term='velhice'/><category term='ajuda'/><category term='êxtase'/><category term='jardineiro'/><category term='eternidade'/><category term='ciência como prenda'/><category term='Dave&apos;s true story'/><category term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><category term='realidade'/><category term='gratidão'/><category term='viagem'/><category term='pilhas'/><category term='momento'/><category term='conceito'/><category term='infinito'/><category term='inveja'/><category term='saudade'/><category term='palavra'/><category term='amor'/><category term='confiança absoluta'/><category term='fermi'/><category term='unidade'/><category term='existência'/><category term='paixão'/><category term='expressão'/><category term='razão'/><category term='sincronia'/><category term='beyond paradise'/><category term='espiritualidade'/><category term='origem da terra'/><category term='preparação para a morte'/><category term='linguagem'/><category term='alma'/><category term='porta aberta'/><category term='máscara'/><category term='prazer'/><category term='regina spektor'/><category term='bem e bal'/><category term='liberdade'/><title type='text'>Nem causado nem por acaso</title><subtitle type='html'>"Quando concebemos a substância, concebemos somente uma coisa que existe de tal modo que apenas necessita de si mesma para existir. Em que é que pode haver obscuridade na explicação desta frase: Só ter necessidade de si próprio?" Descartes, &lt;i&gt;Princípios da Filosofia,&lt;/i&gt; art.º 51
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Confia naquilo que, em ti, nem tem causa, nem é por acaso...
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
O Homem... infinito vestido de fragmento.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>147</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5296245679981815435</id><published>2012-02-03T19:55:00.004Z</published><updated>2012-02-03T20:28:19.748Z</updated><title type='text'>O menino apaixonado pelo Sol</title><content type='html'>O menino gostava de se espraiar na água do mar, de barriga para cima boiava, quentinho e regalado, maravilhado com tudo o que o rodeava. Via, na sua mente, uma imagem da sua mente, com as suas altas paredes fechadas e, lá fora, para lá dos sentidos, os biliões de biliões de moléculas de todo o tipo que o rodeavam, que o constituam, que o alimentavam, que ele respirava, que ele nunca conseguiria imaginar ou visualizar. Os sentidos constrangiam-no, a mente mentia-lhe, mas ele sabia, que apesar de nunca vir a ver com nitidez o mundo fora de si, Ele existia, muito para além das suas minúsculas capacidades de representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia apaixonado por esse mundo invisível, intocável, impossível de chegar, mesmo que pela imaginação, a não ser de forma muito superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento o menino pensava nas ondas, e nas milhares de pequenas ondas que cada onda contém, e nas outras ainda mais pequenas, e assim sucessivamente. Cada uma desempenhando o seu papel, tal como ele, minúscula parcela do universo, quase invisível à escala do planeta, num planeta quase invisível à escala do sistema solar, um sistema quase invisível à escala da Galáxia, uma Galáxia quase invisível no mar de Galáxias... e ele, menino, um gigante com triliões de células, biliões de biliões de proteínas, um mundo dentro de um mundo... Tudo isto invisível em pormenor, mas visível nos seus traços gerais... Como uma amada de quem se sabe pouco mais que o nome, mas se pressente, por trás dos lábios a paixão, por trás do corpo a beleza, por traz das vestes o abraço, a visão, a dança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também era o mundo, mais pressentido que sentido, mais intuído que visto, mas, mesmo assim, muito belo, na verdade, o tudo que contém todas as coisas belas, possíveis, reais, imaginárias e inimaginadas... Todas as músicas, todas as obras de arte, todas possibilidades, todos os estados de alma, todos os estados físicos... e assim se perdia o menino no mar, no meio de tudo, tentando a tudo chegar, mas chegando apenas à milésima parte da milésima parte da...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino tinha uma doença incurável desde o dia em que tinha nascido... naquele mundo estranho chamavam-lhe tempo e identidade. Era um nome estranho para uma doença, sobretudo porque também era a cura de muitos outros males. Mas a doença como que lhe fazia sair o sangue pelos pulsos abertos. No meio do mar sentia, cheirava e saboreava o seu próprio sangue, que saia lentamente das suas veias. O seu corpo lutava incessantemente para se manter vivo... Mas ele saberia que um dia essa luta chegaria ao fim... e que só poderia haver um vencedor... o tempo vence sempre à identidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntava-se se alguém mais veria toda aquela enorme beleza, a maravilha que era o mundo... Ele tinha feito diversos quadros, muito mal desenhados e que, de resto, ninguém via... Mas eram a sua esperança, o seu legado, para que outros pudessem olhar uma gaivota, uma árvore, uma rocha banhada pelo mar, como quem olha para o próprio Deus, ou para o corpo nu e húmido de uma mulher amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino olhou para o Sol uma vez mais, olharia para tudo enquanto tivesse olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando deixasse de ter... um sorriso aflorou-se-lhe aos lábios, tudo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquilo&lt;/span&gt; continuaria lá... o sol, as aves, o mar, as estrelas e infindáveis planetas cheios de infindáveis meninos olhando as estrelas... A sua vida tinha pouco importância, como uma gota de água de uma onda que rebenta junto à praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sozinho, no mar, apesar de sentir quase todas as coisas e pessoas como suas irmãs e irmãos... E sorria, enquanto o sangue lhe saia lentamente das veias... O mundo era maravilhoso!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5296245679981815435?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5296245679981815435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5296245679981815435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5296245679981815435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5296245679981815435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2012/02/o-menino-apaixonado-pelo-sol.html' title='O menino apaixonado pelo Sol'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1442968912746034735</id><published>2012-01-11T09:24:00.003Z</published><updated>2012-01-11T09:42:06.558Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Amo-te! Quanto? O que mataria para que vivesses...</title><content type='html'>Meu Amor, és Bela, és o Sonho que alumia as minhas noites e guia os meus dias.&lt;br /&gt;Por ti faço tudo, por ti estou disposto a morrer.&lt;br /&gt;A tua Beleza é o que dá sentido ao que de outro modo seria o caos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me dar-te a minha vida, deixa-me morrer por ti, deixa-me definir-me em função do que te faz bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fores um gato, tirar-te-ei fotografias que espalharei pela casa e vídeos que postarei no Youtube. Brincarei contigo, dar-te-ei as melhores comidas. Que me interessam a mim os coelhos, os frangos e as pombas que tiverem de morrer para que os teus olhos continuem a sorrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando estiveres doente estarei lá para ti, levar-te-ei ao veterinário, gastarei o dinheiro que for preciso, farei o que estiver ao meu alcance, para te ver viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fores uma pessoa, também te vou tirar fotografias, e espalhá-las pela casa. Cantarei os teus encantos e dir-te-ei, sem nunca me cansar, o quanto és bela, o quanto te amo, o quanto trazes canto aos meus dias e noites, como seria insuportável viver sem ti. Dir-te-ei, porque é verdade, que és como as estrelas, o céu, uma montanha bela recortada sobre a noite, a magia de todas as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai o que eu faria por ti! O que eu farei por ti! O que eu faço por ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construo estradas, alimento cidades, viajo para continentes recônditos... Dou-te o que tenho de melhor, dou-te o que o mundo tem de melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matarei gazelas, peixes de toda a espécie, até outras pessoas se te quiserem fazer mal... Dizimarei florestas, afugentarei os animais, destruirei qualquer ecossistema para te dar a ti o trigo, o arroz, a alfarroba, o chocolate, o azeite, com o qual te deliciarás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é uma escolha, é ver algo como belo e matar o resto para que a beleza que vemos sobreviva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esse objetivo, esse ponto fulcral que dá perspetiva a toda a nossa vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seríamos como objetos inanimados: vogando ao sabor das correntes, existindo apenas enquanto algo nos fizesse viver. Poderíamos sentir, talvez, mas tudo, o prazer e a dor, as cores e os sons, seriam experiências sem significado, sem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentido&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te meu Amor, tu és a minha razão de Ser, és o que dás sentido à minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti vivo, mato e deixo-me morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-me o que Amas, que Beleza te guia, dir-te-ei quem és...&lt;br /&gt;Diz-me o quanto Amas e dir-te-ei o que estás disposto(a) a destruir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1442968912746034735?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1442968912746034735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1442968912746034735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1442968912746034735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1442968912746034735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2012/01/amo-te-quanto-o-que-mataria-para-que.html' title='Amo-te! Quanto? O que mataria para que vivesses...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8098025483301321683</id><published>2012-01-08T09:46:00.001Z</published><updated>2012-01-08T09:48:00.728Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fermi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>O paradoxo de Fermi</title><content type='html'>O paradoxo de Fermi: Se há tanta vida no universo porque é que não vemos mais sinais dela, porque é que não tentam comunicar connosco?&lt;br /&gt;A pergunta parece fazer sentido mas, se olharmos mais atentamente, pelo menos a primeiro parte parece ter uma resposta trivial: o universo é gigantesco, a própria luz demora centenas ou milhares de anos a chegar de uma parte da galáxia a outra. Portanto, mesmo que eles andem por aí, estariam tão incrivelmente longe que só os veríamos se eles emitissem tanta luz ou radiação como uma pequena estrela. Ora para que é que alguém inteligente, numa galáxia desconhecida, vai estar a anunciar a sua presença? Pelo contrário, até nós deveríamos ter mais cuidado nas emissões que fazemos enquanto não soubermos o que anda por aí.&lt;br /&gt;Mas ainda há a outra parte da questão: «porque é que não tentam comunicar connosco?» É natural que, se houver civilizações extraterrestres por aí elas não queiram "falar" com os golfinhos, orangotangos, cavalos ou até aos homens das tribos que não percebem nada do espaço. O que lhes teriam para dizer que eles pudessem compreender? Que não fosse destruir a sua cultura, tudo aquilo em que acreditavam? Mas nós, seres humanos modernos, somos tão brilhantes, tão interessantes, tão inteligentes... quer dizer, é óbvio!, que eles tentariam entrar em contacto connosco.&lt;br /&gt;Senão vejamos: um gorila ou chimpanzé não é "inteligente": não tem roupas para se proteger do frio, não sabe o que é um medicamento, faz apenas aquilo que os seus instintos motivam. Agora nós: nós somos tão inteligentes que percebemos que um ser humano que escolha andar nu pela rua não merece ser tratado com a mesma atenção, carinho e respeito como se andasse vestido! Na verdade, a nossa inteligência permite-nos determinar o nível de respeito que alguém merece pelo tipo de tecidos que traz a tapar o corpo. A nossa inteligência permitiu-nos também desenvolver medicamentos, alcançar vidas longas: agora podemos trabalhar quase ininterruptamente durante muitas décadas antes de morrer. Enquanto os macacos estão restringidos a uma vida de comer, lazer e sexo, nós, somos tão inteligentes que percebemos que é o trabalho que vale a pena. Fazemos casas como colmeias onde, todos os dias, nos entusiasmamos com os mesmos programas, levantamo-nos à mesma hora, deitamo-nos à mesma hora, pensamos todos mais ou menos nas mesmas coisas, temos todos mais ou menos os mesmos objetivos. Vivemos um pouco ensonados e cansados é verdade, mas conseguimos fazer coisas ótimas, mudámos o mundo! Construímos navios e mísseis, estradas e carros, telemóveis e gps, que nos levam e mantém no trabalho todos os dias ao mesmo tempo que arrasam com o planeta. Ainda temos camas super-confortáveis para podermos dormir o melhor possível durante o pouco tempo que nos resta para descansar. Afinal, basta olhar para nós para ver como evoluímos, como somos inteligentes! Uma espécie que vale a pena conhecer! Agora já não lutamos com gritos e garras por territórios, lutamos com tanques e armas químicas por fronteiras, já não lutamos por fêmeas, agora determinamos quanto e de quem se pode gostar e por quanto tempo, a moda e o dinheiro ajudam à escolha. Tornámo-nos civilizados! Tanto que se torna de facto espantoso, absolutamente incompreensível que, havendo vida inteligente no universo, não estejam com imensa curiosidade para comunicar connosco.&lt;br /&gt;É um grande mistério!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8098025483301321683?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8098025483301321683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8098025483301321683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8098025483301321683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6187758441345858566?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6187758441345858566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6187758441345858566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6187758441345858566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6187758441345858566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/12/o-verdadeiro-crime.html' title='O verdadeiro crime'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5363826920586099952</id><published>2011-10-02T10:23:00.001+01:00</published><updated>2011-10-02T10:23:56.654+01:00</updated><title type='text'>Eu sou...</title><content type='html'>Eu sou um Aprendiz... e estou a Caminho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5363826920586099952?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5363826920586099952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5363826920586099952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5363826920586099952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5363826920586099952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/10/eu-sou.html' title='Eu sou...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8231327252370735231</id><published>2011-09-23T06:54:00.004+01:00</published><updated>2011-09-23T14:00:45.711+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infinito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O Infinito, o Telescópio e o Vitral</title><content type='html'>Vivemos rodeados de infinitos: galáxias a perder de vista, um mundo de partículas elementares tão pequeno que escapa à nossa imaginação, uma complexidade que nem a matemática nem os computadores conseguem captar em coisas tão pequenas como uma proteína. O mundo escapa vastamente à compreensão humana: o nosso próprio corpo é fonte de biliões de mistérios, cuja face mais visível são as doenças sem curas e própria morte, tão facilmente evitável se o compreendêssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém gosta de se perceber como ignorante, pois isso é uma das formas em que a nossa impotência e pequenez face ao Cosmos se revela. Mas pior do que isso tudo é a dispensabilidade do ser humano, do planeta, da própria vida na terra. Nascemos, como planeta, como sistema solar, por acaso. A nossa criação era improvável, mas a criação do homem nesse planeta era mais improvável ainda, e a criação de cada um de nós, com todas as nossas particularidades, tem uma probabilidade difícil de distinguir do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existimos por mero acaso, não fomos planeados, intencionados. E a nossa existência deve-se a factos como: a estrela X (uma das que deu origem à nossa matéria atual) explodiu desta maneira, neste momento, gerando esta dinâmica de matéria em movimento, que foi colapsar desta maneira específica. Movimentos mecânicos, perdidos no imaginavelmente longínquo passado (milhares de milhões de anos), são uma das biliões de biliões de biliões de biliões... de condições necessárias para estarmos aqui hoje, o leitor e este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tira grande parte da importância à nossa vida. Estranhamente, quanto mais magnificiente é o mundo que nos rodeia, mais insignificante nós somos. O mundo mostra-se cada vez mais vasto, mais complexo, mais bonito. Nós, por comparação, somos cada vez mais insignificantes, efémeros, dispensáveis, quase inexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a humanidade, por arrelia com tanta insignificância, quisesse dizer: «não! não somos apenas mais um pequeno passo na vida na terra, que vai ser esquecido como tantos outros! Não, se não podemos ser o mais avançado seremos ao menos o último!» E, com esse derradeiro choro, decidissem explodir o planeta, mesmo assim, por maior que fosse a explosão, seria invisível à escala da Galáxia, completamente insignificante à escala dos milhares de milhões de galáxias visíveis com os nossos telescópios e para os incontáveis planetas, abundantes de vida, que certamente existem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teria feito grande diferença. A coisa continua... A existência não é afetada negativamente pelo que fizermos. O que nós não fizermos outros, noutro sítio, farão. Mesmo que destruamos tudo, é como se simplesmente nunca tivéssemos existido, como se o planeta tivesse ficado um pouco mais pequeno ou mais para a frente ou para trás na sua órbita ou, por diferentes colisões de asteróides, tivesse ficado com uma atmosfera incompatível com a vida. Não é importante. Nada do que fazemos é importante, nada do que podemos vir a fazer é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos poeira, num Cosmos infinito e infinitamente Belo e diverso e inimaginável em toda a sua riqueza e complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta visão, para muitos de nós é aterradora. Porque, sendo nós uma espécie gregária, e competitiva, sobretudo os machos, já que é nisso que se baseia a luta pelas fêmeas entre os primatas, temos dificuldade em sobreviver psicologicamente sem a noção de importância. É claro que isto se aplica mais em termos sociais: «sou dono daquele ou daquilo, mando neste ou nisto, tenho este ou esta, sou admirado por n pessoas por ter ou fazer ou poder x ou y.» Sem esta integração numa hierarquia social perdemos a nossa noção de quem somos, do que queremos, do que amamos e admiramos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar a pertencer ao Cosmos, ao grupo das coisas existentes, é uma passagem difícil por uma variedade de razões. Em primeiro lugar parece uma despromoção. Na sociedade humana podemos ser importantes, admirados, espertos e atrevidos, podemos ganhar coisas, fazer a diferença, ser únicos, ser lembrados; podemos até ter a esperança de virmos a ser um daqueles ícones que servem de inspiração para as gerações vindouras. O nosso ego cresce com tamanhas possibilidadades. Pelo contrário, como vimos, é impossível ser mais do que praticamente invisível no grupo das coisas existentes. Nunca seremos mais do que uma mera poeira de uma poeira cósmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto há uma vantagem: já não temos de mentir, de fechar os olhos constantemente a tudo o que se passou, vai passar e passa no nosso campo visual. O nosso, quero dizer, da humanidade. Porque o campo visual da humanidade aumentou imenso, com telescópios e microscópios e através da razão, somos capazes de ver os contornos gerais do que aconteceu milhões de anos para trás, do que imaginamos que aconteça milhões de anos para a frente, e do que se passa, apesar de ser só uma imagem muito geral, a milhões de anos-luz, em muitas direções. Tudo isto tem de ser cuidadosamente ignorado para nos continuarmos a julgar importantes. Tal como fatos simples como: «poderia não ter nascido, o mais natural, de longe, era eu não ter nascido, nunca ter existido, em toda a história do universo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sermos importantes temos de andar sempre de olhos cuidadosamente fechados enquanto este infinito nos alcança de todo o lado, nos atinge de todo o lado, tentando entrar, por qualquer fresta, para o interior da nossa opaca e defensiva consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este é um daqueles casos, pelo menos é o que me parece, onde tentamos fugir do que nos faz bem. Porque toda esta luz que vem das galáxias longínquas, nos mostra um mundo muito mais belo, onde vale muito mais a pena viver, do que o mundo humano. O mundo humano, tal como o de qualquer primata, é o mundo social da posse, da hierarquia, da conquista social. Mas quando olhamos para as estrelas temos matemática, temos poesia, temos música, temos aventuras, temos dimensões que nunca mais acabam, de sensações, de arte, de ciência... São dimensões e dimensões que se vão abrindo à medida que a nossa mente vai ficando preparada para elas. Lentamente vamos ficando mais plenos de tudo. O exterior vai passando para o interior, a infinitude alcança-nos. Afinal o que é a música de Mozart e Vivaldi senão a transposição para uma linguagem que um humano pode compreender, da magia da Natureza que nos envolve. As "quatro estações" de Vivaldi, não são apenas um hino à natureza, elas transportam-nos para um mundo cheio de vida, que sempre esteve lá, mas que nós simplesmente não focámos com a nossa mente. O filme Avatar, do Cameron, tenta a mesma coisa: passar para uma linguagem humana aquilo que se sente quando se vê a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando olhamos para as estrelas podemos ouvir um chamamento: não é só a natureza do planeta que nos chama para as suas delícias, é a natureza de biliões de estrelas e planetas, que, cada um como uma obra de Arte irrepetível e cheio de prazeres ocultos para oferecer, se presenteia para que os nossos olhos um dia, as possam ver em pormenor. E não será isso o máximo a que poderemos querer ascender: não a ser "importante" mas a ver, partilhar, comungar, de tanta Beleza que Existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pela minha parte, prefiro ser insignificante num mundo imensamente Belo, do que o Rei da Porcalhota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de nós foram construindo telescópios, microscópios, reais e mentais, como Darwin, que pesquisou, de navio e pelas suas observações e com a sua mente, a história real da Terra. A gigantesca maioria de nós prefere encerrar-se em crenças que nos dão importância. Muitos físicos e biólogos, por exemplo, vêm o homem como uma espécie de criação suprema, que chegou a um conhecimento quase absoluto, que a vida inteligente deve ser raríssima no cosmos e outras presunções do género. A importância de se ser importante, tão presente no primata, não é dissipada apenas pelo cultivo da ciência. Conversamente, há muitas pessoas religiosas que são humildes, que procuram, que estão abertas ao Mistério que é existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar disso, de forma geral, o Vitral representa para mim todas as nossas teorias, aquilo que pomos à frente do mundo, entre quatro paredes bem fechadas, para nos proteger de todos esse infinito, enquanto o telescópio representa a vontade de ver mais longe, de quebrar todas as barreiras, de aceitar toda a tragédia da nossa insignificância em nome do Encontro com a Realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ambos sejam necessários, talvez o vitral e o pequeno mundo que ele encerra, seja como a nossa barcaça, o alicerce para o telescópio apontado sobre o mar imenso que se estende a perder de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vontade de infinito vai contra tudo o que temos implantado em nós como espécie gregária e sedenta de poder e segurança. Por outro lado, o homem-Artista, o homem-Filósofo, o Descobridor, o Criador, o Viajante, não podem querer menos do que isso. Para eles o "Eu" não interessa, só a Aventura do Encontro fascina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/d-mIQCa-rKo" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8231327252370735231?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8231327252370735231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8231327252370735231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8231327252370735231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8231327252370735231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/09/o-infinito-o-telescopio-e-o-vitral.html' title='O Infinito, o Telescópio e o Vitral'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/d-mIQCa-rKo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8013901952164680239</id><published>2011-09-07T01:00:00.003+01:00</published><updated>2011-09-07T01:05:29.970+01:00</updated><title type='text'>O homem evolui apesar da sua ambição</title><content type='html'>Deixa-me ir brincar, podia ir fazer um motor que ia ajudar-te mais do que 20 pessoas...&lt;br /&gt;Não sejas mandrião... vai trabalhar, vai cavar, ceifar, mondar, é para isso que te pago, senão não comes...&lt;br /&gt;Mas podia descobrir mil coisas, outros alimentos, o que são as estrelas, curas...&lt;br /&gt;Vai trabalhar malandro...&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;Já te disse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim pelos milénios fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem acaba por evoluir, mesmo assim, apesar da sua busca desenfreada pelo agora, há quem veja mais além e, ocasionalmente, consiga brincar o suficiente para aprofundar a "nossa" visão do mundo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8013901952164680239?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8013901952164680239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8013901952164680239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8013901952164680239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8013901952164680239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/09/o-homem-evolui-apesar-da-sua-ambicao.html' title='O homem evolui apesar da sua ambição'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8597615906111590175</id><published>2011-09-04T10:56:00.003+01:00</published><updated>2011-09-04T11:19:31.151+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><title type='text'>O melhor da vida é gratuíto: viver apaixonado por tudo</title><content type='html'>Há quem diga que o melhor da vida é gratuito. Parece-me que o amor, a liberdade, a honestidade, são realmente coisas desligadas da vida social e, portanto, do dinheiro (que só existe como instrumento de ação social). Por outro lado, para estarmos livres para pensar nessas coisas precisamos do básico assegurado, precisamos de saúde, de não ter dores, ou prisões (subserviência em relação a medos, desejos ou pensamentos). Em suma, precisamos de ter liberdade mental, física e emocional suficiente para escolher e desenvolver esses tais bens gratuitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora essas coisas básicas por vezes são impossíveis de obter. Por exemplo, muitas criança nascidas em famílias fanáticas que lhes impedem o acesso normal à informação e aos outros, e as inculcam, desde a nascença, com medos, preconceitos e falsos ódios e ideais, dificilmente sairá desse ciclo de violência. Do mesmo modo, quem nasce e vive com fome dificilmente terá oportunidade para pensar em mais do que em comida. É preciso uma base, um conjunto bastante grande de coisas que fazem "a casa estar arrumada", para depois ser livre e ser feliz com as tais coisas gratuitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há ainda um outro aspeto: mesmo quando já se tem a casa arrumada, há um preço enormíssimo a pagar para ter as coisas gratuitas que é: pô-las no topo da hierarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece fácil, mas não é. Sobretudo com tantas "tentações" ou armadilhas. Isto é sabores deliciosos que nos conduzem de volta a prisão, de volta a ter dono e medos e mentiras. Afinal é disso que se alimenta a sociedade, redes de dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/adriana-calcanhotto/66697/"&gt;http://letras.terra.com.br/adriana-calcanhotto/66697/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/sxJYoHzAIww" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8597615906111590175?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8597615906111590175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8597615906111590175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8597615906111590175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8597615906111590175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/09/o-melhor-da-vida-e-gratuito-viver.html' title='O melhor da vida é gratuíto: viver apaixonado por tudo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sxJYoHzAIww/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4308274197015818095</id><published>2011-08-28T12:47:00.004+01:00</published><updated>2011-08-28T13:09:31.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inveja'/><title type='text'>Inveja e grandiosidade</title><content type='html'>Socialmente a inveja é apenas mais um daqueles pequenos pecados ou imperfeições que o ser humano tem, como a cobiça, mentira, etc. Mas para mim a inveja tem um papel muito especial porque normalmente é tão subtil que nem damos por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu não gosto muito de râguebi. Gosto de olhar para as estrelas e ver o mar e pensar sobre o mundo. Para mim os jogadores de râguebi fazem pouco isso. Vivem uma vida diminuta, mesquinha, ocupada com pequenos prazeres. Pareceria então que não poderia ter inveja deles, certo? Mas é o oposto que sucede. É precisamente porque tenho inveja deles que os acho diminutos, o que é bastante contra-intuitivo, mas, pelo menos no meu caso, verdadeiro. Senão vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogador de râguebi tem imenso prazer com a sua vida. Se ele não passar a maior parte do seu tempo a olhar as estrelas ou o mar é porque, no caso dele, não aprecia isso o suficiente. Pelo contrário é bem sucedido naquilo a que realmente dá importância. Lutou pelos seus sonhos, empenhou-se e agora partilha o seu sucesso com família, amiga e adeptos. É um realizador de sonhos, é um felizardo. Como se pode menosprezar alguém assim, que brilha nos estádios, que está "no topo do mundo"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é, claro, desprezar tudo o que ele conquistou. Tal como ele poderia desprezar tudo o que nós conquistámos. E, com tanto desprezo, nós, eu, emerjo como o grande vencedor: os jogadores de râguebi não têm valor, os políticos não têm valor, os velejadores não têm valor, os ricos não têm valor, os que vencem as dificuldades do dia-a-dia não têm valor, etc, etc... Só eu, ganda Pedro, tenho algum valor. Só eu sinto as diabruras da vida, só eu a vivo no seu esplendor, só eu, verdadeiramente, valho a pena, só eu... o universo inteiro podia ter sido feito só para mim, sou tão grande e glorioso, eu, eu, eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, conscientemente, ninguém no seu estado normal pensa assim. Mas se nós deixássemos que a felicidade dos outros nos invadisse. Se nós deixássemos de sentir inveja pelos amantes abraçados e ternamente enleados, pelos famosos e ricos, que comem sempre em restaurantes luxuosos e conhecem todas as pessoas importantes, pelos jogadores de futebol e râguebi, pelos surfistas nas suas ondas prateadas de sol, pelas crianças imersas nos seus jogos sem fim, pelas andorinhas deliciadas com o voo, pelas joaninhas deliciadas com as flores, pelas abelhas, dançando de maravilha em maravilha, pétalas e cheiros e sabores de Paraíso, pelo velho olhando com melancolia o campo sereno, pelos albatrozes que regressam, depois de meses de viagem, ao seu companheiro para toda a vida, pelos leões marinhos que dançam felizes nas águas, pelo banqueiro que se ri com todas as suas notas, carros e ares de altivez... se o egoísmo não nos cegasse, viveríamos num mundo onde a maior parte dos seres é muito feliz a concretizar os seus sonhos, quaisquer que eles sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós somos cegos, invejosos. Do homem da padaria, da mulher do talho, da criança pobre, do animal - pobre animal que não é humano, vida selvagem que é comer ou ser comido, a lei cruel do mais forte! - do jogador obtuso, do cientista insensível, do político corrupto, dos trabalhadores explorados, dos ricos ladrões, dos surfistas preguiçosos, de todos os que têm o que não deviam ter e de todos os que não têm o que deviam ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inveja faz-nos viver num mundo feio e pobre. É o mundo que os nossos olhos vendados conseguem ver. Nesse mundo o Pedro é o Maior (para o Pedro). Tal como o Alberto é o Maior (para o Alberto). E todo o restante mundo anda perdido, coitadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um mundo triste e pequenino, e quanto mais triste e pequeno mais o eu que o vê brilha, na sua grandiosidade, na sua imensidão contrastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tive de escolher entre os dois mundos. Preferi perceber que é bom ser jogador de râguebi ou futebol, que é delirante, que é fascinante, como ser modelo, como ser padeiro, como ser chefe de família, como ser político, como ser escritor, como ser jornalista, como ser urso ou salmão ou leão marinho... O mundo está cheio de felicidade. De seres que se acham grandiosos, de seres que buscam, de seres que encontram, de seres que se seduzem, de seres que desistem, mas sempre, sempre, em aventuras mil, sempre ocupados com os reflexos deste Sol que ainda não nos abandonou e que um dia vamos ter de substituir pela nossa própria criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou pequeno, insignificante até, burro, reduzido, limitado, quase a morrer, parcial, uma gota de água efémera num Oceano imenso, mas inundado da felicidade que vem de todos os lados. Alimento-me dos prazeres dos outros. Enquanto cá estiver a vida vai passando por mim. Digo adeus à inveja e olá à minha pequenez e à felicidade de tudo. São dois lados da mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4308274197015818095?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4308274197015818095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4308274197015818095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4308274197015818095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4308274197015818095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/08/inveja-e-grandiosidade.html' title='Inveja e grandiosidade'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2436280183140836386</id><published>2011-08-10T08:45:00.003+01:00</published><updated>2011-08-10T09:15:46.043+01:00</updated><title type='text'>Prazer e Felicidade</title><content type='html'>Há coisas para nós tão óbvias, como a de que o prazer pouco ou nada tem a ver com a felicidade que achamos estranho como é que tantas pessoas procuram uma à espera de encontrar a outra. No entanto nem sempre foi óbvio para mim. Lembro-me de pensar nisso quando andava na faculdade, não foi tanto a partir de um livro mas de uma música que me despertou, dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos nós pagamos por tudo o que usamos&lt;br /&gt; O sistema é antigo e não poupa ninguém&lt;br /&gt; Somos todos escravos do que precisamos&lt;br /&gt; Reduz as necessidades se queres passar bem&lt;br /&gt; Que a dependência é uma besta&lt;br /&gt; Que dá cabo do desejo&lt;br /&gt; A liberdade é uma maluca&lt;br /&gt; Que sabe quanto vale um beijo"&lt;br /&gt;(Jorge Palma, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A gente vai continuar&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta assimetria entre liberdade e dependência pôs-me a pensar. Do que é que precisamos? Em geral do que nos dá prazer ou que pusemos na cabeça que queremos. Mas é muito subtil a diferença entre fazer o que se quer (por liberdade), e fazer o que se precisa (por dependência). Por exemplo, quando eu como o primeiro palmier (adoro palmiers), é normalmente porque quero, mas quando já vou no terceiro já é por dependência. A diferença é tão subtil que praticamente todas as pessoas a ignoram e muitos defenderiam que é apenas uma questão de super-ego a interferir com os desejos e impulsos mais primitivos. O conflito entre a nossa natureza e a cultura. Tudo bem, admito, isso acontece. Mas não é disso que estou a falar. É algo muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a felicidade é apenas isto: realizarmos o nosso sonho que só nos podemos saber qual é, ninguém nos pode dizer. Na verdade é muito difícil saber qual é o nosso sonho. É preciso estar em silêncio muito tempo, procurar muito bem no fundo de nós (como Bastian, no fim do livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A História Interminável&lt;/span&gt;), o que por vezes leva muito tempo. E então, se tivermos sorte, descobrimos: o nosso sonho, o que realmente queremos fazer. É um sonho que não se diz por palavras, muitas vezes enigmático, por vezes mutável ou aparentemente mutável, por vezes indecifrável, outras vezes óbvio. Dizem que é o sonho que comanda a vida, mas este é um sonho pessoal e intransmissível, que "não pertence a mais ninguém" (como diz a música: "Um lugar ao Sol"). Só depois de termos um sonho é que podemos ser felizes. Porque a felicidade é a realização desse sonho, é pôr em prática o que já somos em semente, ou implicitamente, e torná-lo explícito, real no mundo. Isso é que é, para mim, a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer leva, em geral, à dependência, porque o corpo habitua-se e quer mais, e porque ficamos tão focados no que nos dá prazer que esquecemos tudo o resto. A felicidade é um contacto, uma expansão. É como se a semente entrasse em contacto com a terra e procura-se nutrientes, água, um sítio fofinho, ela tem de conhecer tudo, interagir com tudo, e depois começa a ver o sol e aí vai. É uma caminhada da parte para o todo, do minúsculo e incompreensível, para o visível e consciente. A felicidade é um crescimento, o prazer é apenas ser parte da máquina, do mecanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em geral (apesar de haver exceções), quem procura o prazer encontra a dependência, quem procura a felicidade abre-se ao mundo, apesar de por vezes encontrar muita dor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2436280183140836386?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2436280183140836386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2436280183140836386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2436280183140836386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2436280183140836386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/08/prazer-e-felicidade.html' title='Prazer e Felicidade'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5797336347977989109</id><published>2011-07-26T13:07:00.003+01:00</published><updated>2011-07-26T13:29:36.858+01:00</updated><title type='text'>A dúvida, a crença e o trivial</title><content type='html'>É interessante pensar em tudo o que não sabemos: quem somos, de onde vimos, para onde vamos, o que devemos fazer, etc. Com base em toda essa ignorância construímos grandes castelos de crenças. Damo-nos nomes, princípios e ideais. Definimos um bom e um mal, imaginamos um Deus qualquer e depois afirmamos que sim, que temos a certeza absoluta que existe, e outras coisas que tais. Quando no fundo, a vida é bem mais simples e bela assumindo que se ignora o que se ignora, e vendo o que se escapa no meio de toda essa ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, não sabemos se os animais são conscientes, não sabemos se as pessoas chamadas "Marta" são conscientes, não sabemos se às terças, quintas e sábados estamos todos conscientes (hoje é terça) e nos restantes dias não. Ou talvez hoje seja o único dia do ano em que estamos todos conscientes e apenas nos pareça estarmos conscientes durante toda a nossa vida passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é claro que o "bom senso" reduziria todas estas especulações a menos que parvoíces: «olha, olha, está a armar-se em bom», ou «olha, aquele é maluco! deixa-o lá». Mas o que é certo é que no meio destas incertezas todas surgem certezas do tipo bem diferente das crenças do dia a dia. Por exemplo «estou consciente» não é uma crença, é uma evidência. Também é evidente que se eu achar que os animais a que nós chamamos irracionais não sentem nada então nunca vou procurar saber o que sentem. A minha vida vai ser mais pobre. Se eu achar que todas as pessoas chamadas "Marta" são desinteressantes a minha vida provavelmente vai ser mais pobre, porque há potencialmente muitas coisas que não vou aprender vindas de pessoas chamadas "Marta". E se eu achar que hoje é o único dia do ano em que estamos todos conscientes isso obrigar-me-ia a ter uma epistemologia, ética e cosmologia tão especial que nada do que faço agora faria sentido (nem se percebe bem que atos ou desejos fariam sentido numa tal visão - talvez viver tudo neste dia e tentar marcar tudo o que é interessante para o próximo dia 26 de Julho de 2012 - programando, entretanto, os maiores sacrifícios para as datas intermédias). Essa visão, podemos tentá-la, parece trazer muito sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, apesar de termos poucas certezas, há uma certeza que podemos ter, há hipóteses que parecem funcionar bem, trazer os resultados esperados, uma vida rica, diversificada, em crescimento, onde se vê cada vez mais longe, onde se sente mais, onde se é mais. Outras perspetivas em que é tudo mais pequeno, afunilado, monótono, em processo de morte. Nós podemos escolher. É como escolher entre o amor ou o ódio. É claro que podemos dizer: Deus blá blá blá, é bom amar, é imperativo amar, etc e tal. Tudo isso carece de justificação, e, pessoalmente, não encontro nenhuma para qualquer tipo de raciocínio que nos diga o que é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é simples concluir que se amarmos (porque amar é também tentar compreender sem destruir) teremos vidas muito mais ricas e variadas, cresceremos mais, evoluiremos mais, viveremos mais coisas. Enquanto que se odiarmos (e odiar é também criar uma distância, separação, defesa) ficaremos cada vez mais sós, pobres, isolados, próximos do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é melhor: crescer ou diminuir? Ter uma visão cada vez mais vasta, diversa e articulada, experiências mais do todo, ou, pelo contrário, uma visão mais limitada, monótona e contraditória, uma experiência de uma parte cada vez menos da realidade (o que quer que isso seja)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sei o que prefiro. E o caminho que vejo ter traçado até aqui parece-me mostrar isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5797336347977989109?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5797336347977989109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5797336347977989109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5797336347977989109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5797336347977989109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/07/duvida-crenca-e-o-trivial.html' title='A dúvida, a crença e o trivial'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6215904677998162551</id><published>2011-07-26T08:39:00.000+01:00</published><updated>2011-07-26T08:40:08.564+01:00</updated><title type='text'>K-Pax</title><content type='html'>"be ready for anything"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6215904677998162551?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6215904677998162551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6215904677998162551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6215904677998162551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6215904677998162551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/07/k-pax.html' title='K-Pax'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6742098732141066125</id><published>2011-07-26T08:37:00.001+01:00</published><updated>2011-07-26T08:39:34.290+01:00</updated><title type='text'>2 trivialidades</title><content type='html'>. estar aberto a todas as possibilidades significa que tentamos "A" (porque somos humanos e temos desejos) mas tentamos sobretudo estar preparados para todo o alfabeto (porque vivemos num mundo gigantesco que nos ultrapassa).&lt;br /&gt;.. dizem que "tudo acontece por uma razão", o que parece verdade (exceto a nível atómico), mas isso não significa que a razão tenha a ver connosco. Ou seja, o facto de tudo acontecer por uma razão não significa que um de nós é o centro do mundo e tudo acontece por causa dele/dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6742098732141066125?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6742098732141066125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6742098732141066125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6742098732141066125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6742098732141066125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/07/2-trivialidades.html' title='2 trivialidades'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7502600040295037771</id><published>2011-06-06T23:59:00.005+01:00</published><updated>2011-06-07T00:13:58.951+01:00</updated><title type='text'>Quem sou eu? Focagem e recordação - a alquimia das sensações</title><content type='html'>Máquina - coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mente - sensação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;experiência - imensidão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vasta como a matéria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espalhada pelos quatro cantos do universo,&lt;br /&gt;panpsiquismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;focada e intensificada pelo olho, ouvido... que separam um pormenor do todo e permitem a imagem do detalhe. A fragmentação do todo em partes que se *vêem*...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;organizada pelo cérebro em sequências a que chamamos memória, onde um eu inventado aparece como ator, agente, com motivos, razões, numa história de vida... um ponto de vista, uma perspetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade não passa de um agregado de sensações, tentando fazer sentido de si mesmo. Tentando dar uma unidade ao insuperável caos. Insuperável porque dividido do todo, gota de água tentando preservar a sua unidade enquanto se desprende da onda e, dentro de si, convergem as luzes e formas, para um ponto qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;unidade efémera&lt;br /&gt;saboreando a vida, o cosmos, a ilusão de ser um si...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase um sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;criando experiências, ilusões, fantasias, VIDA, estados qualitativos, cuja grande maioria não será experienciado por nenhum ser em particular. Andarão à deriva, pelo ar, pelo mar, pelas estrelas e planetas, enchendo tudo de perfume, eis a nossa marca, eis o nosso legado... não tanto o que fazemos mas o que sentimos e que reverbera com tudo o resto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7502600040295037771?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7502600040295037771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7502600040295037771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7502600040295037771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7502600040295037771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/06/quem-sou-eu-focagem-e-recordacao.html' title='Quem sou eu? Focagem e recordação - a alquimia das sensações'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7873500949535444648</id><published>2011-05-18T12:23:00.001+01:00</published><updated>2011-05-18T12:24:22.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frases'/><title type='text'>ver pedacinhos do todo em cada parte</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7873500949535444648?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7873500949535444648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7873500949535444648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7873500949535444648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7873500949535444648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/05/ver-pedacinhos-do-todo-em-cada-parte.html' title='ver pedacinhos do todo em cada parte'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1950275518093549925</id><published>2011-05-18T11:58:00.005+01:00</published><updated>2011-05-18T12:47:53.326+01:00</updated><title type='text'>Quem sou eu?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/brtsergio/63684748/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 156px;" src="http://farm1.static.flickr.com/33/63684748_d84d160fc7_m.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? Pobre, rico, estulto, genial... inseguro necessariamente, porque, neste jogo de espelhos e imagens, onde tudo só o é por comparação, por relação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o pequeno só é pequeno relativamente a algo grande&lt;br /&gt;mas grande relativamente a algo ainda mais pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso planeta é grande, um grão de areia é pequeno?&lt;br /&gt;Qual o meu tamanho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o sei por comparação. Comparado com o metro, com o ano luz, com o ångström...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos mestres da comparação. E alguém poderá dizer: tens uma medida precisa, qualquer que seja a unidade de referência com que te compares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade! Mas a segurança da comparação (és realmente mais forte que X, mais alto que Y, mais amado que W, mais sábio que Z) não resolve a insegurança de múltiplas comparações (és realmente mais fraco que A, mais baixo que B, mais desprezado que C, mais confuso que D).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? Neste jogo de imagens, senão algo necessariamente inseguro, volátil. Que de um lado parece uma coisa e de outro já outra? Por vezes o seu contrário absoluto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a resposta é... só pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma incógnita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto de interrogação. Como tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o valor de uma pedra, de um rio, de uma estrela, de um caminho, de uma viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos qual o seu valor relativo, a mim, a outros. Mas, quanto ao seu absoluto valor, ignoramo-lo até se terá. Haverá um tamanho absoluto, uma distância absoluta, um tempo absoluto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez todas estas quantidades sejam relativas, só façam sentido para um observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como na teoria da relatividade somos capazes de compreender como diferentes observadores medem o tempo e o espaço de maneiras distintas, talvez seja esse o único absoluto a que podemos chegar: uma espécie de "métrica" que nos diz quais os diferentes valores para observadores possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, eu sou formiga microscópica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;desmesurado Atlas, consoante se veja do ponto de vista do planeta ou da pulga. Podemos extremar o quanto quisermos. Serei universo infinito para o átomo ou átomo invisível para a Galáxia, etc. Do ponto de vista do momento "eu", "Pedro", sou uma sucessão gigantesca, incontável, de momentos diferentes. Parece que nunca mais acaba. Mas, do ponto de vista da história da humanidade (vamos começar à 3 milhões de anos, por exemplo), toda a minha vida é uma gota de água num rio imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espartilhado entre todas estas imagens do que sou, tão diferentes, tão opostas, tão inintegráveis, tão verdadeiras, tão parciais, tão complementares, tão incompletas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resta dizer o essencial: é que eu sou um desconhecido. Desconhecido até para mim mesmo, que me sou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por dentro, &lt;/span&gt;e me deveria conhecer, mas não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nisso, pensando bem, não há nada de estranho: pois não conheço nada a fundo, tudo é misterioso, desde o tempo e o espaço, aos objetos do dia-a-dia, forjados no centro de uma estrela que morreu dando-nos à luz. Buracos negros, teorias de cordas, matéria e energia "negra", consciência e cérebro, matéria e cor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há uma coisa que sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que nada sei. Sou um perfeito desconhecido, num mundo desconhecido com um propósito desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a aventura, a mais bela que conheço, é a de tentar mergulhar nestes Mistérios, todo inteiro, de corpo e alma e mente, e vivê-los tentando desvelá-los e desvelar-me neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou aquele perfeito desconhecido que procura a Liberdade, a nudez, a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/dplanet/177233126/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://farm1.static.flickr.com/57/177233126_9fe65bd3b4_z.jpg?zz=1" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1950275518093549925?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1950275518093549925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1950275518093549925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1950275518093549925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1950275518093549925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/05/quem-sou-eu.html' title='Quem sou eu?'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/33/63684748_d84d160fc7_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1875616443509071124</id><published>2011-05-07T03:54:00.004+01:00</published><updated>2011-05-07T04:13:57.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><title type='text'>Vício e liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Vz32-8KZvqI/TcS46u_ie4I/AAAAAAAAL90/B_QPL7pXurk/s1600/traincity.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Vz32-8KZvqI/TcS46u_ie4I/AAAAAAAAL90/B_QPL7pXurk/s320/traincity.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603807155542195074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vício é tudo o que se faz por ausência de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes define-se um vício pelas consequências que traz. O desporto, trazendo saúde, não será um vício, já os jogos de computador em demasia, serão um vício porque trazem consequências más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma perspetiva válida e interessante, mas eu, que não quero separar-me do fogo interior da minha liberdade, procuro outro tipo de visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim "vício" é aquilo que me rouba a liberdade, é o que faço pensando, ao mesmo tempo "podia estar a fazer algo melhor". E não mudo. Mantenho-me na rotina, prisioneiro de pequenos prazeres e ânsias que se repetem ad infinitum... E quanto mais ando à roda à procura desses pequenos prazeres, mais me perco de mim, até que, às tantas, já nem sei que há um eu, lá dentro, a tentar ser livre, voar no fogo efémero da vida e explorar todas as suas possibilidades, tanto quanto consiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lidar com um vício é difícil. Não se pode proibi-lo simplesmente, porque senão ele fica lá, a arder, ou é simplesmente substituído por outro, como o vício da ordem e do poder sobre si próprio. Que pode dar melhores resultados, mas que quero eu saber de resultados, se só me importa a chama da liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, para lidar bem com um vício, não é bom prendê-lo, proibi-lo, torná-lo ainda mais apetecível ao prisioneiro que somos nós, privados dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, não fiquemos aquém dele! Superemo-lo! Deleitemo-nos nele! Abracemo-lo inteiros. Com um gozo nos olhos, um sorriso nos lábios e o coração cheio de esperança. Abracemo-lo sem nos esquecer do sol, que há um mar e uma terra, e estrelas por toda a parte. E que aquele vício, tão apetecível, é mais um diamante numa terra de diamantes. Aproveitemo-lo bem, até ao tutano, até ficarmos cheios. E depois procuremos outras paisagens, deixemo-nos conduzir sempre pelo nosso interior. Que não está em luta com nada, que não recusa nada, apenas não quer ser amarrado. Apenas não quer ficar limitado. Apenas quer voar até ter vontade de ficar parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre, livre para viver os vícios, livre para se livrar dos vícios, já não há vícios... pois não há nada melhor, mais apaixonante, que viver o fogo da própria liberdade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1875616443509071124?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1875616443509071124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1875616443509071124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1875616443509071124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1875616443509071124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/05/vicio-e-liberdade.html' title='Vício e liberdade'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Vz32-8KZvqI/TcS46u_ie4I/AAAAAAAAL90/B_QPL7pXurk/s72-c/traincity.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8946687838112951725</id><published>2011-05-07T03:19:00.005+01:00</published><updated>2011-05-07T03:46:50.545+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velhice'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Velho!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/10/15791177_be40c4c742.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 492px; height: 500px;" src="http://farm1.static.flickr.com/10/15791177_be40c4c742.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paralysis. Cada gesto é um esforço, tudo convida à quietude, a vida morreu, a pele está velha, cansada, sente-se os ossos, o esqueleto. Nem me lembro de quando era água viva, fluída e risonha. Vêm-me à memória esses tempos como imagens de uma criança que em tempos conheci, uma criança muito distante que não poderia voltar a ser, nem sequer imaginar-me a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças parecem vir de lugares tão distantes. A sua energia, a sua força, falam como que de um paraíso perdido. Eu, que estou, como dizem, "com os pés para a cova". Arrasto-me, lamento-me, vejo a hora chegar... a hora da partida final. E só consigo pensar: mas porque dura tanto tempo? Noutros tempos morríamos logo, na flor da vida. Hoje, tantos medicamentos, operações, cuidados, alimentação, aquecimento e tantas outras coisas, vão-nos mantendo e mantendo e mantendo, até que começamos a apodrecer pelo interior. Vamos vendo as coisas a começar a falhar. Primeiro o sistema circulatório já não é o que era, a visão piora, a força enfraquece, a agilidade desaparece... um a um os sistemas vão parando até que olhamos com alguma surpresa para aqueles que se mantém "vivos"... os resistentes no meio da debandada geral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me se não seria melhor abandonar esta vida ainda pleno de jovialidade. Mas é só a parte infantil e saudosista que o pergunta. Porque eu, verdadeiramente, a luz da consciência, está-se, verdadeiramente, nas tintas. E quer apenas, absorver, nos seus vários matizes, os cambiantes da vida. Um jovem incapaz de imaginar um velho, um velho incapaz de se imaginar jovem, eis a única pobreza, de visão, a interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se bem que o meu corpo esteja a morrer, dia a dia, em declínio fatal, a viagem não é menos bela, menos autêntica, menos atraente. Como um passeio de bicicleta em que chegámos àquele ponto em que começamos a voltar para trás, já olhamos com alguma saudade para a viagem que não se irá repetir, nunca mais, pelos milhões de anos fora. Outras aventuras se viverão no mundo, quase todas com outras personagens e contextos... mas agora, aqui, eis a oportunidade de cheirar mais esta flor, de ver mais este rio, de sentir mais este momento, pleno de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Morra a carne, apodreçam os tendões, absorva-me a dor e encha-me o peito esta vontade de ficar imóvel... Eu verei tudo, apaixonadamente como sempre, detalhadamente, quanto puder... lá estarei, no momento da doença, da desgraça, da perda do que tanto se valorizou... e quando os meus olhos, lentamente, se desfocarem do mundo visível, acho que vou chorar, de pena, por não ver as serras e os mares, as estrelas e as flores, a pele e os seus poros e pelos, os teus olhos, tão belos e cheios de perfumes e mistérios de outras dimensões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na minha mente, cada vez mais reduzida e senil, gostaria de conservar pelo menos esta verdade: que o mundo é maior e mais belo do que aquilo que sou capaz de ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o mundo é maior, muito maior, e mais belo, muito mais belo, do que aquilo que sou capaz de ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mergulharei na escuridão dos tempos, e o Pedro nunca voltará... nunca mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas virão biliões de biliões de outros Pedros, tal como eu vim... e brilharão, como eu, à luz do sol e tremerão ao frio da chuva, e viverão mil aventuras e terá valido a pena porque sim! porque sim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8946687838112951725?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8946687838112951725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8946687838112951725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8946687838112951725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8946687838112951725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/05/velho.html' title='Velho!'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/10/15791177_be40c4c742_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-9062921643280942060</id><published>2011-04-20T02:34:00.004+01:00</published><updated>2011-04-20T02:50:11.853+01:00</updated><title type='text'>A sede do reconhecimento (eu) e a aventura de viver (tudo)</title><content type='html'>Casacos, blusões e botas. Estamos preparados, para ser, para enganar, com a imagem esconder e até esquecer, o quê? Já esqueci!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luta da música, são sorrisos vendidos, trocados, abraços dados sem se saber quem os dá, no baile de máscaras podemos ser aquela imagem que queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cool, muito cool!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus óculos, as minhas botas de marca, as minhas calças de marca. Sempre a frase apropriada, sempre com estilo, sempre a saber o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, sou eu, estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECE-ME!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECONHECE-ME!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOVE ME, LOVE ME!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACCEPT ME, ACCEPT ME!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We scream and dance and shine...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barafustamos para ter o que alcançamos - somos reconhecidos como a imagem que desenhámos na parede, com cores vivas e garridas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar dos abraços e dos sorrisos, falta algo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que estamos, onde é que estamos, onde é que estou...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido, na imensidão, redescubro-me nas ondas de um mar sem fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguendo-me às altas montanhas, procurando respostas nas árvores e nos rios... nada encontro. Não estou em lado nenhum, vejo-me refletido em toda a parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um mistério, incógnito, até para mim próprio. E o mundo é também um mistério que desconheço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros são mistérios também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sozinho e, parece-me, estamos todos sozinhos. Mas há quem se perca na máscara. Há quem se esqueça que há algo mais profundo que superfície do fato e dos óculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses vivem a vida de fantoches, guiados por mãos ancestrais e impessoais, da tradição, dos genes, da peer pressure... são bonecos comandos à distância... agem mas não sabem porque agem, porque desejam, porque temem, porque creem, porque odeiam, porque procuram, porque querem, porque prosseguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivem a vida como um sonho do qual ainda não despertaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, eu também não despertei, sei apenas que tenho os olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei apenas que nada sei,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que quero saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E procuro, debaixo das pedras, por entre os rios, em cima das montanhas e por baixo dos mares, para lá do sol, nas minúcias dos átomos, na beleza das nuvens, no prazer do sexo, nos mistérios do amor e da vida, procuro... mais do que a mim, mais do que o sonho, mais do que a Beleza. Procuro a Realidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, não a encontrando, vou viajando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajando na Realidade, um horizonte sempre novo, muitas aventuras constantes, e, por vezes, amigos que partilham connosco a viagem, as tempestades e os oásis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou triste por estar vivo. Afinal, só se vive uma vez e o facto de cada momento ser único, irrepetível, é o que dá a esta confusão letal (porque a vida é letal em cada momento que aniquila o anterior) a riqueza de encontrar o todo, implícito, em cada parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinha-se por trás das sombras e das linhas, aspectos de algo que nunca se mostra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-9062921643280942060?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/9062921643280942060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=9062921643280942060' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/9062921643280942060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/9062921643280942060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/04/sede-do-reconhecimento-eu-e-aventura-de.html' title='A sede do reconhecimento (eu) e a aventura de viver (tudo)'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6262379852943649940</id><published>2011-04-18T06:01:00.003+01:00</published><updated>2011-04-18T06:09:58.000+01:00</updated><title type='text'>Só se vive uma vez</title><content type='html'>Só se vive uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum momento volta atrás para refazer o que se fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o caminho leva inexoravelmente à morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os próximos mil milhões de anos vou estar muito tempo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aquele que está prestes a morrer, mas ainda tem sentidos e alguma razão ao seu dispor, aproveito as últimas imagens deste universo imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois virão outros olhos e outras mãos, outras aventuras tão ensimesmadas em si mesmas que me lembrarão tanto a mim como eu lembro os que vieram antes de mim... e os milhões de anos irão passando. Os continentes, gigantes, farão e dissolverão novas Pangeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por enquanto, aqui e agora, é a minha vez, a vez desta formiguinha dançar e pular ouvir a música num mundo imenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6262379852943649940?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6262379852943649940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6262379852943649940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6262379852943649940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6262379852943649940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/04/so-se-vive-uma-vez.html' title='Só se vive uma vez'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-507878105257025000</id><published>2011-03-10T11:47:00.004Z</published><updated>2011-03-10T12:57:35.509Z</updated><title type='text'>O macaco que aprendeu a gostar de tudo</title><content type='html'>Aquilo porque nos sentimos atraídos no momento é uma ínfima parte do que gostamos. Eu posso gostar das altas montanhas dos Himalaias mas não gostava de lá ir agora. Na verdade a esmagadora maioria das coisas de que gosto raramente me atraem. Por exemplo, gosto de imensos sítios mas só uma ínfima quantidade me atrai neste momento, gosto de imensa música mas apenas uma pequena quantidade me apetece ouvir agora, gosto de imensa comida, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos pensar que gostamos de tudo o que alguma vez desejámos ou conseguimos imaginar-nos a desejar. Mas na verdade há imensos sítios que acho imensamente belos, como por exemplo o interior do sol, a perna de um besouro, a espuma de uma onda do mar, a linha de uma folha de árvore, que não me são úteis, que não consigo alcançar ou agarrar. Como poderia um ser humano sentir-se atraído pelo centro do sol? Talvez se possa dizer que aquilo que me atrai nas fissões nucleares dentro do sol é o que provocam: a vida na terra, a minha própria vida. Mas há muitas outras coisas, como as tempestades de Jupiter, ou os anéis de Saturno, que costumo imaginar e que acho de uma beleza estonteante mas que não parecem contribuir nada para a minha sobrevivência como animal. Talvez se possa dizer que ver beleza nesses objectos contribui para a sobrevivência do homo sapiens, pois desenvolve uma curiosidade, uma atracção, que nos leva a aumentar a nossa adaptabilidade ao meio. E talvez seja por isso, afinal, que acho tantas coisas belas, muito para além dos desejos ligados aos sentidos. O homo sapiens, esse macaco curioso suportado pela linguagem, é capaz de desejar a compreensão, de achar bela a compreensão de algo: uma pessoa, uma sociedade, um formigueiro, a pata da formiga, uma célula e a sua aparentemente infinita complexidade, um buraco negro, a visão, a matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa amplitude do gosto levou-nos a abrir os braços, os ouvidos, os olhos, para uma realidade muito mais vasta. Não é que queiramos tocar o sol com a pele, queremos estar lá na imaginação, uma imaginação tão precisa que inclua os mais breves momentos, as mais pequenas quantidades de matéria, tão abrangente que inclua biliões de anos e todo o universo visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos belo, maravilhoso, todo o universo, e tornamos a nossa colmeia um pouco melhor, assim que os engenheiros convertem essas visões em computadores, iluminação, armas, estradas, membros artificiais e outros que tais. E a evolução tecnológica permite uma maior compreensão em passos sucessivos onde o homem se transforma no Deus que imaginou e que o guia através dos milénios que atravessa em direcção à imortalidade e a uma outra forma de viver onde as experiências isoladas dos seres que viveram antes dele confluam numa mente una e tão vasta que qualquer das nossas mentes, mesmo as mais inteligentes, não pareceriam mais do que uma gota num oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um macaco que gosta de viver em união com tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-507878105257025000?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/507878105257025000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=507878105257025000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/507878105257025000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/507878105257025000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/03/o-macaco-que-aprendeu-gostar-de-tudo.html' title='O macaco que aprendeu a gostar de tudo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5817083674311938843</id><published>2011-02-23T07:44:00.008Z</published><updated>2011-02-23T11:15:03.427Z</updated><title type='text'>O gentleman no campo de batalha</title><content type='html'>A tradução mais simples de "gentleman" para português é "cavalheiro". No entanto as duas palavras têm, nas respectivas línguas, significados bastante diferentes e essa diferença, aliada ao facto de não haver em português qualquer tradução correcta para a palavra "gentleman" manifesta uma cisão cultural profunda sobre o papel do homem, do masculino, na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os ingleses um gentleman é um homem que é "gentle", ou seja, gentil, suave, delicado e atento em tudo o que faz. Em português temos uma palavra para este género de homens: chamamos-lhes larilas ou maricas. Um homem sensível em Portugal é conotado com uma orientação sexual: se fala baixo, é delicado, sensível, só pode dar para o mesmo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses não parecem fazer a mesma associação. Pelo contrário, um gentleman, em Inglaterra, é considerado o expoente máximo da boa educação, da cortesia. Em geral será uma pessoa ilustre, pelo menos quanto aos modos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode explicar esta diferença? Bem uma das razões é esta: os ingleses têm uma tradição de guerra, lutas feudais e outras, foram conquistadores do mundo inteiro e a sua armada, marinha, etc, faz sentir a sua presença por todo o lado. Têm armas nucleares prontas a disparar de submarinos. São uma grande potência. Por isso, quando um homem inglês é gentil, delicado, ele mostra cortesia, pois limita o seu próprio poder perante o enorme poder que a sociedade a que pertence tem ao seu dispor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa "gentleness", essa delicadeza suave é, portanto, bem vista, pois está integrada, faz parte, de uma força brutal que ninguém põe em causa e que pode ser desencadeada a qualquer momento. A delicadeza, na cultura inglesa, não é imediatamente vista como um sinal de fraqueza, pois é ela que permite, na integração social, o enorme poder do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal o mais próximo que temos disso é a "camaradagem" no exército, futebol e assim. Aqui, um tom mais suave, um sorriso, um abraço amigo, um tom conciliador, uma linguagem simpática, já não é visto como um sinal de falta de força. Mas a camaradagem é restrita a circunstâncias sociais onde o grupo tem muito poder. Por exemplo, é bem vista entre militares, numa equipa de futebol, ou qualquer outra actividade onde os homens possam ser vistos como "companheiros de luta". Aqui não há mariquice, falta de força. Pelo contrário, como no gentleman inglês, a camaradagem, o respeito, a delicadeza, são vistas como caminhos para solidificar o grupo e darem-lhe a força de actuação que ele precisa, para que muitos actuem como um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral vê-se que a delicadeza não é mais do que a anuência à vida em grupo, mais precisamente, pôr os interesses do outro, ou dos outros, à frente dos do indivíduo. É uma qualidade do homem enquanto animal gregário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então porque não se vê o cultivo do gentleman nos autocarros portugueses, nos locais de trabalho, até nas famílias? O bom pai português não é um gentleman, o bom trabalhador não é um gentleman. Talvez nas discotecas dê jeito, ou quando se quer conquistar uma miúda no emprego. Mas depois volta a personagem do guerreiro, da força a imperar. Porque em Portugal o homem ainda é visto como um guerreiro, na sociedade do "salve-se quem puder", onde o Estado é visto como uma corja de corruptos, onde escapam poucos. Nessas raras excepções, por exemplo os juízes e médicos, onde o português confia, onde acaba a guerra e começa a confiança, a civilidade volta a imperar. Então o português torna-se doce e gentil, no consultório do médico, a falar com o Sr Dr Juíz, o português todo se derrete. E aí já não é maricas: é um sinal de boa educação. A guerra acabou, já não tem de se provar. Está a ser cuidado, tratado, atenciosamente ouvido. E "amor com amor se paga", então o português derrete-se em silêncios, perguntas por fazer, delicadezas excessivas. E sai contente desses lugares, ciente de que fez um bom papel. Para logo entrar no autocarro ou no seu próprio carro e assumir o seu papel de guerreiro numa sociedade em luta, não deixando que ninguém lhe passe à frente (ou mesmo passando à frente) e ficando logo com o melhor lugar que encontrar, porque a ele, a ele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninguém &lt;/span&gt;lhe passa a perna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se passa nas famílias. No início, quando se trata de conquistar a menina de que ainda mal se sabe o nome, é se gentil. Como se estivéssemos a ser introduzidos à família. «Que boa educação,», «o respeito! É muito gentil.» Agora, se essa delicadeza continuar pelos anos fora começa a ser vista de outra forma: passa de boa educação para simples fraqueza ou mariquice. O homem que é homem não deixa que a mulher fale mais alto que ele. Bate aos filhos quando é preciso. Impõe o respeito. Faz seguir, ou no mínimo faz ouvir bem alto, as suas opiniões e escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, a sociedade, em que vive o homem português, é, a maior parte das vezes, vista como uma guerra, um campo de batalha. Onde só vencem os mais fortes. Pobres dos ingleses que, a virem para cá com as suas delicadezas, vão comer porrada da grossa. E ainda piores estão os portugueses, sensíveis, delicados, que não se apercebem de viver num campo de batalha! Para eles vai um tiro de aviso: «devem gostar de comer no cú!» Agora sim, estão avisados! Ou enrijecem ou vai ser cá cada pancada! Que a gente diverte-se assim, neste país do salve-se quem puder, quem não aguentar a pancada está mal! Quem não quiser levar pancada que seja como nós: bruto, insensível, mas cá com uma couraça que nada o fere!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não há dúvida que somos um país ainda com traços da Idade Média, mas com muitos telemóveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a palavra &lt;a href="http://www.answers.com/topic/gentleman#Gale_Encyclopedia_of_the_Early_Modern_World_d"&gt;gentleman&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas músicas para descontrair:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/oFPb6TXyrP0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/d27gTrPPAyk" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5817083674311938843?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5817083674311938843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5817083674311938843' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5817083674311938843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5817083674311938843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/02/traducao-de-gentleman.html' title='O gentleman no campo de batalha'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/oFPb6TXyrP0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6954864309420308388</id><published>2011-02-22T03:35:00.005Z</published><updated>2011-02-22T05:51:03.984Z</updated><title type='text'>Deolinda - que parva que eu sou...</title><content type='html'>Eis uma música que alguns apelidam como o "hino" de uma nova geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim é uma música cuja genialidade se confirma pela recepção que teve. Quero dizer: não é assim muito difícil inventar a música. Mas ir cantá-la para o palco e estar à espera de uma boa receptividade já me parece roçar a loucura ou, neste caso, a genialidade. A interpretação dada e a recepção conseguida mostra bem que se trata de génio. Afinal, podemos falar da parvoíce que nos rodeia, e isso pode ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bem visto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazing!! Q.E.D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, no entanto, faz-me sentir triste e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, aqui está uma interpretação tirada da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parva_que_Sou" target="_blank"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;: "A canção Parva que sou exprime na sua letra o descontentamento  crescente de uma geração de jovens e adultos que sentem os seus sonhos  frustrados pelos problemas sociais e de emprego que Portugal atravessa. A  canção em estilo de Fado rapidamente foi classificada de música de  intervenção"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que é uma interpretação possível, mas não é a única. No mínimo há três interpretações:&lt;br /&gt;1) crítica: parva que sou porque deixo a vida passar sem aproveitar para me realizar.&lt;br /&gt;2) irónico: parva que eu sou que tenho tudo sem fazer nada por isso.&lt;br /&gt;3) panfletária: parva que sou por não contestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que é mais chocante é a frase final "Parva não sou!" Pergunto-me: porquê? Porque contesto? As três interpretações acima vibram de sentidos diferentes com esta frase!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, seja como for, eu proporia que deixássemos de ser parvos, porque há coisas bem mais interessantes: que fôssemos atrás dos nossos sonhos, da nossa música interior, porque, afinal, quem é que nos prende? Se calhar há pessoas, como o Nelson Mandela, que foram mais livres vivendo décadas no interior de uma prisão, do que eu que por vezes parece que só tenho vícios tendo tudo à mão. E o desperdício é tanto maior quanto mais nos foi oferecido e rejeitámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia propô-lo, é verdade. Mas, reconheço agora, que essa proposta, de conquistar "um lugar ao sol" seria muito menos que genial, até mesmo old fashioned!! Um moralista antiquado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que saber dar lugar aos novos! Eu já tive o meu tempo!!! :) Venha o hino dos Deolinda! É belíssimo e, por mim, guardo o hino dos Delfins no coração, afinal alguém terá de ficar como velho do Restelo!! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.aventar.eu/2011/01/30/deolinda-que-parva-que-eu-sou/"&gt;Parva que eu sou&lt;/a&gt; - Deolinda&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/5VtaP3fC8aY" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5VtaP3fC8aY"&gt;Um lugar ao sol&lt;/a&gt; - Delfins&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No fim de contas, prefiro estar ao sol sozinho do que à chuva acompanhado.&lt;br /&gt;Porque, até onde consigo ver, é mais uma consequência da mera preferência ou vontade, e não de um privilégio ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - já agora, mais um sobre denial: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hTWKbfoikeg"&gt;Smells like teen spirit&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6954864309420308388?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6954864309420308388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6954864309420308388' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6954864309420308388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6954864309420308388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/02/deolinda-que-parva-que-eu-sou.html' title='Deolinda - que parva que eu sou...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/5VtaP3fC8aY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3612236291752534694</id><published>2011-02-08T16:31:00.004Z</published><updated>2011-02-08T17:33:49.748Z</updated><title type='text'>Casamento</title><content type='html'>O Casamento...&lt;br /&gt;aqui está uma actividade que pode ser vista de uma enormidade de perspectivas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o aspecto mais interessante do casamento seja a forma como ele conjuga algo do foro do proibido e do pessoal (o sexo, a devassidão da paixão, o pecaminoso), com o foro do que é público (a família, o sagrado), e o instituem transformando, por exemplo, sexo em reprodução, paixão escaldante em laços familiares, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os pais e as mães vão, nos seus melhores vestidos, reconhecer que os seus filhos vão fornicar nessa noite. E, espera-se, fornicar da melhor maneira possível, talvez selvagem, talvez delicada, mas sempre como sintoma de um grande amor, de algo que vai durar "para sempre", ou pelo menos para toda a vida. O laço dá sentido e respeitabilidade a tudo o que antes era pecaminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noiva, não vai propriamente de lingerie sexy, apesar de quase todos os adultos na festa, imaginarem os pormenores da lingerie e do que acontecerá logo à noite. Em vez dos rendilhados das meias de ligas, o que se vê é outro tipo de rendilhados: um véu longo, um vestido da cor das nuvens e que tudo tapa, exacerbando a imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento é aquele tipo de eventos em que a respeitabilidade pretende esconder o que realmente se passa: aqueles tipos, a partir de agora, não só podem, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;devem&lt;/span&gt; dormir e f**** juntos. Não só lhes é permitido as maiores loucuras sexuais mas a isso são obrigados se querem ser um casal moderno e de "longa duração". A sexualidade é, a partir de agora, não uma fuga pecaminosa, às escondidas de todos, mas parte da comunicação e do jogo de trocas entre o casal. É algo que pode ser esperado ou mesmo exigido, falado com amigos íntimos e, até, causa para o divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento tem de ser, por isso, algo de espectacular, para não parecer que estamos a falar do modo como uma rameira e o seu chulo se assumem face ao mundo. Isso seria chato, e irrealista. Afinal a mulher que diz: vou dar o meu corpo a este homem durante o resto da minha vida, está longe de ser uma rameira, porque não o faz só pelo dinheiro. Pelo contrário, fá-lo por amor, para ter filhos, para ter "uma vida", para se sentir realizada! Porque razão haveria uma pessoa de dizer: vou dar o meu corpo àquele homem durante o resto da vida, senão fosse por boas razões como estas? Para obter coisas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boas&lt;/span&gt; e não más, como o dinheiro!!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o homem também não é um chulo, longe disso, mas mesmo muito longe disso. É certo que aquilo que o atrai é o sexo da mulher, sobretudo. E é certo que se ela se recusasse ao sexo provavelmente tudo acabaria passados uns meses. Mas mesmo assim, ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ama-a,&lt;/span&gt; quer protegê-la, fazê-la feliz, dar-lhe tudo, morrer por ela, se ela for para a cama com ele, é certo. Porque senão, torna-se talvez uma grande vaca, daquelas chatas, e ele pede o divórcio, porque não quer perder tempo com uma puritana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo sendo o casamento algo muito longínquo de uma rameira e de um chulo assumirem os seus papéis perante o mundo, mesmo assim, há-que dar-lhe um aspecto imponente, e por isso é importante o local rico, os fatos luxuosos, as roupas caras e a maquilhagem, dias, semanas, meses de preparação, convites digníssimos, pessoas digníssimas. Sim, porque este homem e esta mulher, que se vão casar, são deuses, são Princípes e Princesas e, se vão f**** a noite toda, isso é lá com eles, mas não é por isso que estamos aqui. Nós estamos aqui, não só pela comida e bebida e porque seria chato dizer que não vínhamos (não tínhamos desculpa), mas para dar grandiosidade à grandiosidade inequívoca destes jovens que se vão dar no mais belo acto de amor. Que vão ser, a partir de agora, marido e mulher, pais dedicados, membros da comunidade. Enfim, partes da sociedade de grande valor e respeito! O casamento afinal não é sobre sexo, nunca foi, é sobre mostrar como somos importantes, valiosos uns para os outros, dignos e merecedores de respeito, até porque o sabemos dar, a quem merece, note-se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento é, antes de mais, um ritual de aceitação, tu agora fazes parte do grupo dos casados, és cá dos nossos. E vais ter os nossos vícios, os nossos problemas, as nossas tentações, os nossos dramas e adversidades. Nós compreendemos-te bem, porque já cá andamos há anos, mas não te preocupes, porque tudo vai correr bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um problema com esta perspectiva, antigamente até podia funcionar bem, porque o casamento era acima de tudo um contrato, no melhor dos casos fundado na obediência e respeito, e no Amor a um Deus que estava lá a velar por nós e a quem não podíamos desiludir nem por nada. Assim, quando dávamos uma beijoca no nosso amado, estávamos também a fazer um favorzinho a Deus e a cumprir as nossas obrigações perante a família e a sociedade, que era isso que esperava de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje em dia inventou-se uma nova moda e casamo-nos, namoramos, separamo-nos, tudo isso por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amor. &lt;/span&gt;Ora, parece-me que ninguém sabe muito bem o que essa palavra significa: será paixão, uma forma intensa de amizade, respeito e carinho, preocupação, necessidade de estar com, não poder viver sem? Bem, mesmo sem saber o que é o amor, parece certo que é por ele que avaliamos tudo o que diga respeito a relações. E a única coisa certa que me parece haver em relação ao amor é que ele é uma emoção ou sentimento. Ora toda a gente sabe que emoções e sentimentos mudam. O amor muda, cresce e decresce, aparece e desaparece. Então como podemos jurar que vamos amar aquele ser para sempre? É que ele e nós mudamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que não mudam, por exemplo, podemos amar para sempre um filho, um irmão, alguém de família. Mas não é esse tipo de amor que achamos que sustenta uma relação casadoira. O amor fogoso da paixão vai e vem, e normalmente muda de objecto, ou melhor, de sujeito amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, moderno, de relação, o casamento é uma de três coisas: um sonho ou idealismo, uma aposta ou uma mentira. É uma tentativa de ocultar a imprevisibilidade e reino do coração substituindo-o com frases como "vou amar-te para sempre" e que têm o valor que todos conhecemos. A própria pessoa que a diz sente aquele sininho da consciência: «se calhar é mentira», mas tenta acreditar que é verdade, ou diz a si própria «ele precisa de ouvir isto», ou, pior ainda, acredita mesmo, porque ainda não viveu o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como podem ver sou um idealista em relação ao casamento!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para o provar, aqui vai mais uma melodia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há um caso em que o casamento me parece, não uma fuga, mentira, demonstração de riqueza, espalhafato social: é quando as pessoas se amam verdadeiramente e querem amar-se durante toda a vida e mais além e o casamento é então o símbolo desse amor, dessa enorme vontade de estar, para todo o sempre um com o outro. E é um sentimento tão feliz, tão enorme, tão sem fim, que espalha felicidade a toda a volta. Então os familiares e amigos, os verdadeiros amigos, são contagiados por este prazer sem fim de estar um com o outro, e querem partilhar dele e celebrá-lo. Então vestem-se bem e aperaltam-se todos, passam dias a pensar na sorte que aqueles dois tiveram por se terem encontrado, bendizem-lhes a felicidade, congratulam-se por eles, e, no dia do casamento, aparecem, muito alegres e contentes, dispostos a acreditar, a dar-lhes o melhor, a rir e a brincar, sobretudo a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;celebrar&lt;/span&gt; um tão alegre acontecimento e sucessão de acontecimentos e desejam então, sinceramente, quase a chorar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;as melhores felicidades, que fiquem juntos e felizes para sempre, tão bonitos que eles são!!!!&lt;/span&gt; E então é um dia lindíssimo e toda a gente dança como se voasse e ri como se fosse para sempre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, este sim,&lt;br /&gt;é um casamento feliz&lt;br /&gt;por amor&lt;br /&gt;que dura para sempre&lt;br /&gt;nem que seja&lt;br /&gt;só por um dia, por um momento!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um sorriso, uma dádiva, um olhar&lt;br /&gt;que vale por uma vida inteira!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3612236291752534694?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3612236291752534694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3612236291752534694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3612236291752534694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3612236291752534694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/02/casamento.html' title='Casamento'/><author><name>Sea of Thought</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00588159555188282540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3412960555702293907</id><published>2011-01-12T11:10:00.000Z</published><updated>2011-01-12T11:11:22.273Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clareza'/><title type='text'>verdade e clareza</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;não procuro tanto a verdade mas sim a clareza&lt;div&gt;até porque é difícil procurar algo que nem sabemos a que se parece (o que é isso "a verdade"?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é mais fácil procurar a invisibilidade (clareza) que é apenas a ausência de distorções ou bloqueios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entre o que quer que nós sejamos e o que quer que esteja para lá de nós...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3412960555702293907?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3412960555702293907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3412960555702293907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3412960555702293907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3412960555702293907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/01/verdade-e-clareza.html' title='verdade e clareza'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4873840954538155582</id><published>2011-01-04T11:33:00.005Z</published><updated>2011-01-05T02:11:48.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pilhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><title type='text'>Coisas fúteis - pilhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Bem, para um blog filosófico falar de pilhas recarregáveis pode não ser muito apropriado, mas o que é certo é que já me andava a chatear com nunca saber qual a capacidade das pilhas, novas ou usadas, que tinha cá em casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vai daí decidi comprar um aparelho super-caro, que dá por muitos nomes, mas que normalmente tem a terminação "BC-700" ou "RS-700". É um carregador de pilhas que também dá para ver a capacidade (em mAh) de cada uma. Aqui vai uma foto do bicho:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/TSMGIfAyAVI/AAAAAAAAL5g/PBYpkz5D3OM/s400/BC-700.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 400px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558293107938820434" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E cá está a prova! Pilhas cuja capacidade não tem nada a ver com a capacidade anunciada!! Agora sim, vou poder começar a organizá-las segundo o que valem e não segundo o que dizem que valem!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já agora, pilhas recarregáveis mesmo boas há poucas. As melhores são umas que se descarregam pouco, mesmo ao longo de vários meses, está aqui um artigo independente (em inglês) a algumas dessas pilhas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.stefanv.com/electronics/low_self_discharge.html"&gt;http://www.stefanv.com/electronics/low_self_discharge.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS - o "bicho" custou 34,33€ na amazon alemã (já com portes)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4873840954538155582?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4873840954538155582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4873840954538155582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4873840954538155582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4873840954538155582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2011/01/coisas-futeis-pilhas.html' title='Coisas fúteis - pilhas'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/TSMGIfAyAVI/AAAAAAAAL5g/PBYpkz5D3OM/s72-c/BC-700.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3340714842949275365</id><published>2010-12-26T03:22:00.001Z</published><updated>2010-12-26T03:23:52.033Z</updated><title type='text'>Google - explorador do corpo</title><content type='html'>Depois de termos o Google Earth, space and Ocean, vem agora o explorador que nos deixa ver o corpo. A não perder!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://bodybrowser.googlelabs.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3340714842949275365?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3340714842949275365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3340714842949275365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3340714842949275365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3340714842949275365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2010/12/google-explorador-do-corpo.html' title='Google - explorador do corpo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4135488218247986170</id><published>2010-12-24T18:00:00.002Z</published><updated>2010-12-24T18:10:18.416Z</updated><title type='text'>Dos 0 aos 10 anos em 85 segundos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ejbNVWES4LI?fs=1&amp;amp;hl=en_GB" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="artigoIntro" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Verdana !important; font-size: 11px; text-align: left; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 23px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); text-decoration: none; font: normal normal normal 13px/normal Verdana; "&gt;Um britânico fotografou a filha, quase todos os dias, durante os seus primeiros dez anos de vida. Depois, compilou as mais de 3 mil imagens num vídeo, que já foi visto mais de 4 milhões de vezes no YouTube (texto da &lt;a href="http://aeiou.visao.pt/video-dos-0-aos-10-anos-em-85-segundos=f583629"&gt;revista Visão&lt;/a&gt;).&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar como vamos mudando com a idade. Mesmo só até aos 10 anos já há diferenças, primeiro o aprender a interagir com o mundo, com o seu lado físico, emocional, relacional, intelectual. Depois a liberdade de ter tudo isto e de poder fazer quase tudo com isso. A brincadeira sem limites nem fins que não a da própria brincadeira. E depois, à volta do minuto, a necessidade de mais, de afecto, do outro, de companhia. E a criação de uma nova personalidade, tão bela é verdade, para o alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna óbvia a velha questão: se nós sobrevivermos à morte do corpo, que personalidade é que sobrevive: a liberdade da meninice, a complexidade da adolescência, a maturidade do adulto? A coragem, a cobardia, a sabedoria, a estultícia, o amor, o ódio, a compreensão, a injustiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que momento ou fase ou aspecto de nós sobrevive? Se é que algo sobrevive?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4135488218247986170?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4135488218247986170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4135488218247986170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4135488218247986170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4135488218247986170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2010/12/dos-0-aos-10-anos-em-85-segundos.html' title='Dos 0 aos 10 anos em 85 segundos'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6784424199447775970</id><published>2010-03-26T21:33:00.002Z</published><updated>2010-03-26T22:01:56.659Z</updated><title type='text'>A desagregação social</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://almacollins.zip.net/images/ver-tv.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 326px;" src="http://almacollins.zip.net/images/ver-tv.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desempenhar o papel de professor coloca-me face-a-face com uma das características mais marcantes das sociedades sociais de hoje em dia: o isolamento humano em que a maioria dos "adultos"vive. Os pais, imersos no mundo do trabalho e do consumo não têm tempo para os filhos, estes últimos crescem alimentados pelo mundo da televisão, da internet e dos jogos. Os professores, muitas vezes, ainda tentam fazer a ponte entre os dois mundos, e talvez o conseguissem se tivessem apenas vinte alunos aos quais se dedicar, mas, com mais de 100, é obviamente impossível ser mais do que uma figura de autoridade ou (no melhor dos casos) de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê todo este afastamento, onde estão os pais, onde estão as conversas profundas ao serão entre a família, onde estão as saídas, o convívio entre jovens e adultos que permitia passar o mundo dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;valores&lt;/span&gt; (pois esse não se aprende nos livros) de geração em geração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto existe porque o tempo não o permite. Estamos demasiado ocupados a ver telenovelas, a trabalhar, a comprar, a ver anúncios, futebol e a acompanhar as "notícias" sobre as quais, em geral, nada podemos fazer, mas "cozinhadas" de maneira a manter-nos agarrados ao ecrã. Mas sobre aquilo que podemos agir, os nossos filhos, a nossa família, sabemos tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa não é dos pais, pois toda a sociedade nos puxa para fora das famílias. Porque é que não se ensina a importância do diálogo familiar na tv? A importância de convidar os amigos a ir lá a casa? Porque é que não há spots publicitários a mostrar a imagem que se vê da tv para dentro da sala: 3 ou 4 pessoas embasbacadas, sozinhas, alheias a tudo à sua volta, a olhar para uma imagem de algo que não está lá? Porque não mostra a tv, já que é educativa, o mal que a tv faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é retórica, pois a resposta é óbvia: dinheiro, dinheiro, dinheiro. Traduzindo: egoísmo, sede de poder, cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de continuar a comprar e a vender, a produzir cada vez mais coisas, mesmo que não nos façam felizes, precisamos de não parar para pensar, porque senão... talvez víssemos o absurdo de toda esta corrida em direcção ao abismo, porque, se parássemos de correr para produzir, vender e comprar futilidades, provocaríamos talvez, não a crise financeira, mas um buraco económico que poria em causa as fundações sociais e económicas das sociedades ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como isso não vai acontecer, os "miúdos" crescem cada vez mais sozinhos, mais perdidos, mais longe dos valores que nos serviram de farol nos últimos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é um problema só dos portugueses. Afecta praticamente todas as nações industrializadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fim pode haver para o mundo humano do século XXI que não a guerra generalizada entre povos? Onde não há valores surge uma ambição desmesurada e uma sede de destruição que nem &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Never_at_War"&gt;a democracia pode salvar&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6784424199447775970?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6784424199447775970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6784424199447775970' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6784424199447775970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6784424199447775970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2010/03/desagregacao-social.html' title='A desagregação social'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2993813136280079410</id><published>2010-02-24T12:40:00.007Z</published><updated>2010-02-24T13:16:11.762Z</updated><title type='text'>o que a Beleza exige...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MuBDHKim5VI/SvID0OkSN8I/AAAAAAAACYw/lKgqKF5_9v8/s320/mary_max_main.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MuBDHKim5VI/SvID0OkSN8I/AAAAAAAACYw/lKgqKF5_9v8/s320/mary_max_main.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como há uma assimetria tão grande entre o belo e o feio relativamente ao que exigem de nós.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a beleza exige arte, sabedoria, tanto para ser criada, como compreendida e correspondida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tratar bem da beleza exige uma compreensão da sua origem e potencial, para que possamos contribuir para o seu crescimento, ou no mínimo, não o atrapalhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando se trata de pessoas belas a tarefa é praticamente infindável e impossível de realizar completamente. Poderemos confiar na realidade para que o nosso simples desejo de que essa beleza permaneça e se engrandeça, a leve, de alguma forma misteriosa, a bom porto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(In)felizmente penso que não.  Exige-se mais de nós do que a simples boa intenção, o simples rezar ou esperar. Exige-se que compreendamos, que interiorizemos essa beleza ao ponto de estar tão perto de nós que somos unos com ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(é claro que também exige ausência de inveja, êxtase com o bem estar do outro, querermos que alguém seja feliz mesmo longe de nós, que essa beleza "que não é só minha, que também passa sozinha" floresça longe de nós.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E só aí poderemos ter esperança de contribuir, ou pelo menos não atrapalhar, a sua evolução.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;...&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lib.store.yahoo.net/lib/misikko/article-summer-hair-two.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 441px;" src="http://lib.store.yahoo.net/lib/misikko/article-summer-hair-two.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2993813136280079410?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2993813136280079410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2993813136280079410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2993813136280079410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2993813136280079410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2010/02/o-que-beleza-exige.html' title='o que a Beleza exige...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MuBDHKim5VI/SvID0OkSN8I/AAAAAAAACYw/lKgqKF5_9v8/s72-c/mary_max_main.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8874476130333806653</id><published>2010-02-10T23:48:00.005Z</published><updated>2010-02-11T00:12:04.921Z</updated><title type='text'>Egoísmo/Altruísmo e Contemplação do Cosmos</title><content type='html'>Imaginei por momentos que a Vida era uma grande Oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos caminhos abertos, dos quais só vemos uma pequena parte. Não os mais belos, mas apenas os mais comuns. Que todos os outros seguem, que somos convidados a seguir: o sexo, as compras, o "sucesso" social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à nossa volta o Mundo transforma-se, cresce, renasce, em cada flor, em cada novo planeta, em cada instante em que o nosso Sol queima milhões de toneladas de matéria para inundar a escuridão cósmica de Luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nós vamos dançando,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dançando na Luz, dançando à volta da estrela que nos fez crescer&lt;br /&gt;sem saber nada destes mistérios&lt;br /&gt;Como se a vida fosse apenas um par de Lois ou de Levis,&lt;br /&gt;como se tudo andasse à nossa volta: do sorriso, da aprovação, que tivemos ou deixámos de ter,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e lá fora,&lt;br /&gt;o mundo continua a sua marcha&lt;br /&gt;a sua dança&lt;br /&gt;o seu crescimento...&lt;br /&gt;como o faz há milhares de milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos escolher&lt;br /&gt;viver&lt;br /&gt;de olhos fechados&lt;br /&gt;ou abertos&lt;br /&gt;para ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja realmente verdade&lt;br /&gt;que o melhor da vida é gratuito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.spacetelescope.org/images/html/heic0602a.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 100%;" src="http://www.spacetelescope.org/images/screen/heic0602a.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8874476130333806653?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8874476130333806653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8874476130333806653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8874476130333806653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8874476130333806653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2010/02/egoismoaltruismo-e-contemplacao-do.html' title='Egoísmo/Altruísmo e Contemplação do Cosmos'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-696875041167735731</id><published>2009-12-19T03:53:00.007Z</published><updated>2009-12-19T04:29:06.325Z</updated><title type='text'>Roda Viva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://flywithmeproductions.com/blog/?s=kagaya&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 325px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SyxSUgcZWMI/AAAAAAAALa0/6WOrqfAH5eQ/s400/kagaya_the-universe2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416794964079761602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;imagem: &lt;a href="http://www.kagayastudio.com/"&gt;Kagaya&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes pergunto-me se será do cobertor eléctrico ou das sete noites a dormir cerca de cinco horas, mas, a verdade, é que me sinto em grande desequilíbrio. Como numa montanha russa, ora vogando entre as estrelas ora entre os Infernos. Não é que desgoste, o meu coração anseia sem dúvida por uma vida de emoção e aventura, onde “algo” acontecesse. Simplesmente parece um bocado forçado que esse “algo” não seja efectivamente uma grande aventura (ir morar para um sítio desconhecido, tentar mudar o mundo, descobrir algo novo, etc) mas, sobretudo, a minha própria luta para lidar com um dia-a-dia que me surpreende continuamente e com o qual, devo dizer, ó vergonha das vergonhas, não sei lidar integralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou prof, tenho alunos espectaculares, mas não posso interagir com eles como ser humano. Tenho de desempenhar o papel da “máquina”. Eu instruo, eles obedecem. Ah!! Horror dos horrores, quando seres humanos criativos, originais, que partilham este universo sabendo tão pouco dos seus segredos, que deveriam reunir-se como aquela frase de Tagore dizia, como “eternas crianças”:&lt;br /&gt;&lt;blockquote  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;On the seashore of endless worlds children meet&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;On the seashore of endless worlds is the great meeting of children.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Onde está essa alegria? Onde está essa partilha das eternas crianças num universo sem fim, pujante de mistérios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “escola”, o que chamamos de escola, é esse espaço onde o conhecimento é transformado na maior seca, a sabedoria é substituída por repetição de ideias, padrões, etc, e eu, amante eterno do Saber, faço parte de tudo isso, dessa máquina destrutiva de corações e ambições que tenta reduzir todos ao mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tento, bem tento, ser outra vez essa criança original, mostrar e trazer à tona nos outros, o verdadeiro ser, que não passa de consciência, luz, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse, trazer de volta o espírito de mistério e assombro com que os bebés brincam com os seus brinquedos, e mostrar-lhes que, brincando entre as estrelas, viajantes das galáxias, nada mais somos, nada mais seremos, que crianças que brincam na sua barcaça, este planeta alimentado pelo Sol, onde crescemos inundados de mistérios sempre novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em vez disso, vou de carro, venho de carro, encapuçado dentro das minhas “vestes” de professor, e, neste mundo de aparências, ninguém me conhece e eu não conheço ninguém. Preenchemos formulários, detalhamos critérios, classificando tudo num mundo de papel do qual a escola e toda a sua burocracia se alimenta, e eu digo: «Sou a peça 58, o Sr. Professor de Filosofia» e, com isso, vendido às máquinas, feito peça de máquina, lá vou vivendo, ganhando o pão para o dia-a-dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devíamos ser pagos pelo bem que fazemos à sociedade mas... e se a sociedade humana estiver já tão corrompida, se a nossa civilização, esquecida já dos horrores das guerras, da importância dos “verdadeiros valores humanos”, toda ela dedicada à produção, ao consumo, à economia, ao mercado, à eficácia, nos pagar, não pelo que fazemos de bem por ela, mas pela nossa capacidade de mantermos a sua perniciosidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que devemos fazer então? Manter o nosso ganha-pão ou simplesmente sair fora e dizer: eu amo demasiado os homens e a vida para participar na sua destruição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é por isso que ando numa roda-viva... em permanente desequilíbrio: talvez não seja tanto a falta do dormir ou o cobertor eléctrico, mas é que tento tanto ajudar e fazer deste um mundo melhor e, apesar disso, acho que só contribuo, mais um, para a degenerescência desta sociedade que parece dirigir-se, lentamente mas inexoravelmente, para uma terceira guerra mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, é claro, não está na educação em Portugal, mas na decadência em geral das civilizações ocidentais onde, com o fim da segunda guerra mundial, os grandes lobbies do armamento nos EUA, e os lobbies que se foram criando e fortalecendo, desde a banca à indústria farmacêutica, foram lentamente (e talvez involuntariamente) criando uma sociedade onde o objectivo principal é o lucro, onde o homem é visto essencialmente nesse duplo aspecto de consumidor (um Deus que tem) e trabalhador (um escravo da máquina de medos e necessidades). Este “homem máquina” que corre continuamente atrás de uma cenoura que o deixa permanentemente insatisfeito (o consumo), não augura nada de bom para o futuro da humanidade nos próximos séculos. Os ideais que levaram à construção da ONU, essa sociedade de nações onde a liberdade e os direitos humanos se deveriam espalhar a toda a humanidade, estão hoje relegados para segundo plano: a invasão do Iraque com pretextos falsos, assim como todas as outras formas de manipulação de que, por exemplo, Chomsky fala (apesar de não concordar com o seu pessimismo e teorias maquiavélicas), mostram bem até que ponto a decadência de valores das sociedades ocidentais chegou. O mote dos nossos dias é: dá-me dinheiro, dá-me coisas, dá-me estatuto, e eu esqueço-me de tudo o resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-696875041167735731?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/696875041167735731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=696875041167735731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/696875041167735731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/696875041167735731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/12/roda-viva.html' title='Roda Viva'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SyxSUgcZWMI/AAAAAAAALa0/6WOrqfAH5eQ/s72-c/kagaya_the-universe2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4431578052170406679</id><published>2009-11-22T20:05:00.000Z</published><updated>2009-11-22T20:06:29.754Z</updated><title type='text'>My sister's keeper</title><content type='html'>Um filme de John Cassavetes que começa assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando era miúda, a minha mãe disse-me que eu era um bocadinho de céu&lt;br /&gt;que veio a este mundo porque ela e o pai me amavam muito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é a "nossa" história, dos bocadinhos de céu que vieram à terra, um pouco perdidos mas cheios de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história contada de forma muito bela. Recomendo vivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o cenário em que o amor é espelhado é o dos "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Savior_sibling"&gt;savior siblings&lt;/a&gt;" - filhos seleccionados geneticamente, vindos ao mundo  para salvar um irmão mais velho da morte.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;título original: My sister's keeper&lt;br /&gt;título português: Para a minha irmã&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4431578052170406679?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4431578052170406679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4431578052170406679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4431578052170406679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4431578052170406679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/11/my-sisters-keeper.html' title='My sister&apos;s keeper'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2070979128408591761</id><published>2009-11-12T12:13:00.003Z</published><updated>2009-11-19T10:47:16.315Z</updated><title type='text'>Deus e o Diabo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/Svv8_TEVHcI/AAAAAAAALQ8/zEzE11HpEvg/s512/Hubble_Ultra_Deep_Field_Black_point%20small.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 512px; height: 512px;" src="http://lh6.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/Svv8_TEVHcI/AAAAAAAALQ8/zEzE11HpEvg/s512/Hubble_Ultra_Deep_Field_Black_point%20small.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me importa afinal? Qual a minha vontade íntima, às vezes desconhecida até de mim próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que procuro no exterior: dança, alegria, compreensão, penetração, interlúdios com mistérios íntimos de cada parte da existência que abre as portas para o gozo do êxtase de quem vê beleza em todo o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro afinal no íntimo de mim: uma luz que revela a beleza de todas as coisas íntegras e em relação com o todo. No fundo de mim, no íntimo dos íntimos, esconde-se a chave para ver os mistérios do cosmos em toda a sua inegável imensidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então subo e desço, entre os céus e o inferno. Quando, centrado nessa luz interior, sinto o todo, estou no céu, onde quer que esteja, pois todo o lugar, visto desta maneira, é o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, procuro, fora dessa luz, qualquer outra coisa, quando lanço os braços e as pernas para procurar algo fora desse todo que é tudo, iludido talvez por um lampejo de algo que parecia real mas não era... quando saio de mim, quando saio de mim... quando me perco por essas ruas tecidas das minhas vitórias e derrotas, das coisas que tive ou não tive, das coisas que consegui e das que desisti... quando me perco em conquistas e vontades espúrias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então... eu não sou eu... eu torno-me apenas a sombra de mim, uma máscara correndo num Carnaval de máscaras, não sabendo nem para onde nem porque é que corre... à procura de um não sei quê, lutando contra um não sei quê, fugindo de um não sei quê... e aí a vida corre, sem porquê, sem sentido, inundada de mil sentidos e mil porquês fantasiosos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque, na realidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei bem o que quero,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só Uma coisa quero,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar ao Âmago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Existência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e lá ficar para a Eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2070979128408591761?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2070979128408591761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2070979128408591761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2070979128408591761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2070979128408591761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/11/deus-e-o-diabo.html' title='Deus e o Diabo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/Svv8_TEVHcI/AAAAAAAALQ8/zEzE11HpEvg/s72-c/Hubble_Ultra_Deep_Field_Black_point%20small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2869749655339902931</id><published>2009-10-26T13:07:00.006Z</published><updated>2009-10-26T14:17:36.933Z</updated><title type='text'>Amamos o quê?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh3.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/St1rLlpvhlI/AAAAAAAALF8/OaeHzKznAzE/s512/IMG_1874.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 384px; height: 512px;" src="http://lh3.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/St1rLlpvhlI/AAAAAAAALF8/OaeHzKznAzE/s512/IMG_1874.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Azulejo no Parque das Merendas - Sintra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fez as palavras, homens, gerações e gerações, tinha diante de si um conjunto de objectos que podia ostentar. «Vês, isto é uma pedra: peee-draaa, repete ou levas com ela!» Fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos muitas palavras para objectos, mas há outras coisas que não podemos ostentar: não podemos pegar no medo e dizer aos outros, "isto" é o medo. Se quiséssemos poderíamos categorizar as pedras por tamanho, peso, feitio, origem, composição, cor, etc. Mas como é que podemos catalogar sensações e emoções que todos sentem em si mas que não conseguimos observar nos outros. Eu nem sequer sei se aquilo a que chamo "amarelo" provoca em mim a mesma sensação do que em todos os outros, quanto mais em relação ao gosto da cerveja, ou ao pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a ideia de que podemos falar de coisas como o "amor" pode parecer uma quimera. Como é que se descreve o que é o amor? Terá conseguido Camões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amor é fogo que arde sem se ver;&lt;br /&gt;É ferida que dói e não se sente;&lt;br /&gt;É um contentamento descontente;&lt;br /&gt;É dor que desatina sem doer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um não querer mais que bem querer;&lt;br /&gt;É solitário andar por entre a gente;&lt;br /&gt;É nunca contentar-se de contente;&lt;br /&gt;É cuidar que se ganha em se perder;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É querer estar preso por vontade;&lt;br /&gt;É servir a quem vence, o vencedor;&lt;br /&gt;É ter com quem nos mata lealdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como causar pode seu favor&lt;br /&gt;Nos corações humanos amizade,&lt;br /&gt;se tão contrário a si é o mesmo Amor?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicar o que é o amor a quem não sabe o que ele é com explicações como "é ferida que dói e não se sente" só se for para adensar o mistério. Mas estas frases tocam o ponto de quem já o sentiu. Falam de coisas e comportamentos visíveis (feridas, fogo, prisão, vencedores, lealdade) para abordar o invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São poucas e pequenas as palavras para tão grandes temas. A verdade é que não conseguimos falar sobre as coisas que mais influenciam as nossas vidas. Talvez possamos partilhar o amor com quem nos quer bem, talvez possamos partilhar a música, a beleza do pôr-do-sol. Mão-na-mão ou enlaçados num abraço descobrimo-nos e descobrimos muitas coisas. Coisas das quais não podemos falar, nem a nós próprios, pois não há palavras inventadas para elas, e como explicar a nós próprios aquilo de que nem conseguimos falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos, em relação a temas invisíveis como o amor e a beleza, como aquele cão que quer dizer «o osso está ali, viras a esquina, andas dez metros e depois vês uma árvore à direita, o osso está enterrado atrás da árvore».  Ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quer&lt;/span&gt; dizer, mas não consegue pois a sua espécie não inventou maneiras de falar sobre objectos que não estejam presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas essas dificuldades às vezes a vontade é tanta que apetece ladrar. E certamente que já houve animais em todo o mundo que ladraram, ganiram, miaram, grasnaram e fizeram muitas outras coisas sabendo de antemão que não iriam ser entendidos. Porque ainda não tinham sido inventadas as palavras que lhes permitissem comunicar o que sabiam, "o meu amor morreu, grita o lobo, lançando uivos de dor».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha acontecido isso com Camões, que, impedido de dizer o que sabia ser o amor, inventou estas metáforas, estas imagens. Pelo menos quem lá esteve saberá do que fala. Quem viu a noiva do lobo morrer sabe porque uiva o lobo viúvo, os outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que amamos nós afinal: felicidade, verdade, liberdade, poder? Então e tu, minha Princesa, que inefável há que eu Amo em ti? O que me faz ver a Beleza nos teus cabelos, o que me faz desejar a tua face como quem deseja a Aurora, o que me faz sentir que és mais linda do que um planeta cintilando à luz de um Sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que vejo numa gota de água que a faz parecer tão bela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possuir e ser possuído por Princesas Amorosas e Românticas ou a beleza nua do orvalho que contém a resposta para "o que amamos nós?"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo isso, talvez nada disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar a uivar, por nada conseguir compreender, por ser sábio e louco, por saber que nada sei, por continuar a viver neste ponto de interrogação que é a vida, no meio das galáxias que, como grãos de areia, povoam o universo que nos deu origem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem somos, o que é o mundo, para onde vamos, de onde viemos, o que podemos esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei máquina ou fonte de causalidade, e o amor, será mero artifício para a propagação dos genes? Serão os místicos doentes mentais e toda a parafernália de teorias éticas um mero embuste do gene egoísta para assegurar a sua reprodução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa, o universo que podemos contemplar estende-se a perder de vista e tudo o que fizemos para compreender os seus limites só nos revelou os nossos. O mundo não parece ter fim, quer olhemos para o microscópico ou macroscópico somos invadidos pela sensação de que não sabemos nada, que não compreendemos nada, do que verdadeiramente se passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos então falar do Amor se não sabemos sequer como funciona o nosso dedo do pé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caeiro, que tentava não ser pessoa, disse: "quem ama nunca sabe o que ama, nem por que ama, nem o que é amar..." Eu amo, não sei bem o quê, nem porquê, mas sei o que é o amor: é, entre outras coisas "querer estar preso por vontade"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e medo misturados que, indistintos, formam a prisão da minha alma...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2869749655339902931?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2869749655339902931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2869749655339902931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2869749655339902931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2869749655339902931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/10/amamos-o-que.html' title='Amamos o quê?'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_PpN7zICLSb8/St1rLlpvhlI/AAAAAAAALF8/OaeHzKznAzE/s72-c/IMG_1874.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5072583362973783058</id><published>2009-08-02T14:12:00.002+01:00</published><updated>2009-08-02T14:19:44.238+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWQ-OWZg-I/AAAAAAAAK48/I1HXA7jhW-A/s1600-h/Andy+Craddock+-+Yuliya.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWQ-OWZg-I/AAAAAAAAK48/I1HXA7jhW-A/s400/Andy+Craddock+-+Yuliya.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365353929760146402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yuliya&lt;/span&gt; de &lt;a href="http://www.neolestat.com/neolestat_artnude.htm"&gt;Andy Craddock&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Quem não deseja possuir e ser possuído?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com que fim? Não certamente o de ir para onde não se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sim o de ir para onde se quer e não se consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes precisamos de um mestre que nos mostre o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes precisamos de um adorador que nos dê confiança ou seja o espaço para continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E precisamos sobretudo de pertencer: para termos guias, referências, objectivos, para continuar a viagem na (aparente?) noite de infinito mistério que nos rodeia, por nós flui e nos alimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «tempo livre» não faz sentido, é apenas o interlúdio entre dois actos de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5072583362973783058?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5072583362973783058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5072583362973783058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5072583362973783058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5072583362973783058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/08/yuliya-de-andy-craddock.html' title=''/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWQ-OWZg-I/AAAAAAAAK48/I1HXA7jhW-A/s72-c/Andy+Craddock+-+Yuliya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1694774733911260196</id><published>2009-08-02T09:01:00.005+01:00</published><updated>2009-08-02T13:05:56.105+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo e religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='news'/><title type='text'>Notícias</title><content type='html'>Andy Craddock vai ser processado por ter tirado fotografias eróticas numa igreja inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/cornwall/8179635.stm"&gt;BBC News&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.neolestat.com/neolestat_church.htm"&gt;Fotos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma das imagens:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnVJTRxJI6I/AAAAAAAAK4s/k5zOpiZLpPY/s1600-h/Andy+Craddock.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnVJTRxJI6I/AAAAAAAAK4s/k5zOpiZLpPY/s400/Andy+Craddock.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365275126617678754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casal foi condenado por ter deixado morrer a filha enquanto rezava pela sua cura, já que, segundo disse o marido, consultar um médico seria pôr "o médico à frente de Deus". Percebe-se. &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8180116.stm"&gt;BBC News&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais maluco: um jovem foi condenado a uma multa de 700 mil dólares por ter feito o upload de trinta músicas! &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/8177285.stm"&gt;BBC News&lt;/a&gt; Afinal quem são os piratas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maneira inteligente de lidar com a nova realidade tecnológica: &lt;a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=four-day-workweek-energy-environment-economics-utah"&gt;Should Thursday Be the New Friday? The Environmental and Economic Pluses of the 4-Day Workweek: Scientific American&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1694774733911260196?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1694774733911260196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1694774733911260196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1694774733911260196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1694774733911260196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/08/andy-craddock-vai-ser-processado.html' title='Notícias'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnVJTRxJI6I/AAAAAAAAK4s/k5zOpiZLpPY/s72-c/Andy+Craddock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7884753258636223963</id><published>2009-08-01T16:43:00.004+01:00</published><updated>2009-08-02T14:00:23.391+01:00</updated><title type='text'>Resposta à Vanessa</title><content type='html'>Bem, já queria responder a este comentário da Vanessa há uns largos meses, vinha a propósito de &lt;a href="http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/para-alm-do-bem-e-do-mal-beleza.html"&gt;algo que eu tinha dito&lt;/a&gt;: tudo tem uma razão de ser e, especulo eu, ao conhecermos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;totalmente &lt;/span&gt;essa razão de ser, compreendemos a infinita beleza dessa coisa (por exemplo, conhecer totalmente um termostato implicaria conhecer a sua estrutura atómica em detalhe e não apenas que pode ter duas posições). Por outras palavras, se fôssemos um Deus omnisciente (e víssemos assim a razão de ser de cada coisa) todo o mundo seria infinitamente belo, não haveria plantas más, insectos maus, mamíferos maus, rios maus ou humanos maus. A Vanessa &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;amp;postID=4431531491988214614"&gt;respondeu o seguinte&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;oi luar azul, que interessante esse seu mundo ideal, eu também acho que o mundo seria muito lindo dessa maneira, mas se eu transpor para o mundo humano; a parte em q a mosca vê com certa beleza a aranha que é seu predador, teria tb que ver com beleza todos os assassinos, ladrões, estupradores, traficantes de drogas e de pessoas, acho essa idéia insuportável pois esses são monstros reais. Com que beleza uma garotinha de " 9 " anos vê um padrasto que a molesta há 3 anos e a deixou grávida (aliás ela corre risco de vida mas talvez ela ache que a morte não é nada perto do q ela já passou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te conheço e vc não me conhece e parece q temos visões um pouco diferentes mas com certeza a sabedoria não pode pertencer a um único ser, pois quem sabe de tudo se dividiu e se alojou em cada um de seus seres, alguns compreendem que ao se unirem são capazes de muitas coisas outros não conseguem compreender, e revoltados querem destruir e machucar seus semelhantes.&lt;br /&gt;definitivamente NÃO somos todos iguais por dentro por isso evoluímos ou não!&lt;/blockquote&gt;Vanessa eu vou dizer-lhe algo que talvez a faça sentir-se ainda mais diferente de mim, mas é a verdade: eu SOU um animal! Se me atacarem respondo, se violassem a minha filha ou uma amiga certamente passar-me-ia pela cabeça fazer justiça pelas próprias mãos. Quando uma melga me ataca a minha vontade é de a matar e tenho de pensar várias vezes antes de a pôr seguramente na rua. Isto são exemplos que mostram bem o quão animal eu sou e não vou deixar de ser nem quero deixar de o ser até porque não acho que seja possível deixar de o ser: As minha mãos, que escrevem neste teclado, estão inundadas de sangue, presas por ossos ao seu lugar, e as palavras que se formam na minha mente foram permitidas por anos e anos de "formatação" (ensinaram-me a pensar, a amar, a ser amado, como pensar com palavras, como ler e escrever, etc). Por isso aquilo que eu digo, penso, desejo e faço, tudo depende do meu suporte físico. Sem ele não passaria, no máximo, de um "fantasma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quis dizer com o meu texto é que nós podemos imaginar como seria a visão de alguém que conhecesse verdadeiramente as coisas tal como elas são. Mas isso não quer dizer que possamos chegar, como pessoas, a essa visão. É como se alguém dissesse, há dez mil anos atrás: «quem souber o que são aqueles pontos brancos no céu saberá quão longe estão, se são buracos ou corpos, quais as suas dimensões, se têm peso ou não...» Essa pessoa saberia que esses pontos brancos eram "algo" mas não sabia exactamente o que esse algo era. No entanto poderia deduzir que alguém que conhecesse esse algo saberia, por exemplo, a distância, o tamanho, etc, daqueles pontos brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu digo é semelhante: eu, Pedro Fonseca, ou Luar Azul, não tenho qualquer maneira de ver um violador como alguém belo, mas sei, porque ele faz parte do mesmo universo, que ele há-de ser fundamentalmente igual a mim. Irá ter medos e desejos, certezas e dúvidas, aspirações e terrores profundos. Quem sabe se ele também não terá sido violado? Quem sabe se a dor que inflige não é a mera consequência de anos e anos de maus tratos? Eu não sei, e por isso apetecer-me-à matá-lo, infligir-lhe pelo menos tanta dor quanto a que ele infligiu a quem eu amo. Certamente! Mas não estarei assim a continuar o ciclo que o colocou a ele ali? Não será a minha sede de vingança a prova explícita da minha consanguinidade com os vilões que tento enjaular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto são questões complexas e eu não pretendo ter resposta para elas. Quanto a mim Ghandis, Profetas e Iluminados fazem todos parte do mesmo gang de seres humanos, que incluem banqueiros e diplomatas, cientistas e exploradores, violadores e polícias, pais e mães carinhosos que sacrificam tudo pelos seus filhos. Somos todos, como se costuma dizer «filhos de Deus», e, se levarmos a expressão à letra, seremos obrigados a concordar que mesmo o estuprador mais selvagem deve ser fruto, em última instância, da realidade Divina. É claro que não o conseguimos compreender, tal como não conseguimos compreender muitas outras coisas. Mas é precisamente essa a diferença entre a nossa visão e a de um Deus omnisciente. Nós julgamos, um Deus omnisciente ajudaria. Por exemplo, um Deus omnisciente colocaria o estuprador numa situação em que ele pudesse vir a compreender a dor que inflige e também que há outros caminho de chegar ao prazer que procura, porventura muito mais eficazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, com isto não quero dizer que não deixe de ser o ser humano que sou, é claro que exigirei justiça e até vingança e claro que ficarei enervado se alguém me passar à frente no trânsito e sentir-me-ei glorioso se, torcendo por uma parte (por exemplo, pelo meu sucesso), ela ganhar. Continuarei a ser tímido, a gostar da nudez das mulheres e a fugir da dos homens, a apreciar gatos e a fugir de tarântulas, a querer nadar com golfinhos e a querer fugir do cheiro do lixo. É que eu SOU um animal, juntamente com todos os santos e perversos deste mundo e todas as minhas acções visíveis, desde a primeira à última da minha vida, não poderão deixar de ser as de um animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia quando, com a evolução do conhecimento, o homem viva, não décadas mas séculos, quando a nossa mente, através de interfaces criados por nós, for capaz de verdadeiramente entrar na mente de outro e pudermos sentir o que outro sente, pensar o que o outro pensa, viver o que ele vive ou viveu, talvez nessa altura a justiça do homem se venha a assemelhar mais à justiça divina. Aí sim, poderíamos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;compreender&lt;/span&gt; melhor o que nos rodeia. Mas provavelmente serão precisos vários milénios até lá chegarmos. Por enquanto serão animais como eu que estarão a tomar conta do planeta e da sociedade humana, uns mais compreensivos que outros, outros fingindo compreender aquilo de que nada sabem,  outros fazendo amor com o mistério que os envolve a cada momento, nesta matriz universal que permite, ao longo do tempo e do espaço, tanta variedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWLf6naTRI/AAAAAAAAK40/ExrUDpoW_tU/s1600-h/KAGAYA027.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWLf6naTRI/AAAAAAAAK40/ExrUDpoW_tU/s400/KAGAYA027.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365347911508577554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andromeda, &lt;/span&gt;pelo artista digital Kagaya&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A meu ver a esta foto é a expressão do que poderá ser uma civilização mais avançada que a nossa: uma aliança entre seres vivos e tecnologia avançada (interfaces cérebro - computadores). Talvez um dia sejamos suficientemente avançados para que uma destas civilizações considere que estamos preparados para que eles se apresentem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7884753258636223963?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7884753258636223963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7884753258636223963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7884753258636223963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7884753258636223963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/08/resposta-vanessa.html' title='Resposta à Vanessa'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SnWLf6naTRI/AAAAAAAAK40/ExrUDpoW_tU/s72-c/KAGAYA027.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-985258994072602256</id><published>2009-03-04T12:33:00.003Z</published><updated>2009-03-04T12:44:52.909Z</updated><title type='text'>Tempo Livre (II)</title><content type='html'>É tão fácil andar encarreirado, com o destino já à vista, agora é para a esquerda, depois para a direita, depois o esforço de subir o monte, e a seguir o cuidado de descer a ravina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tirem-nos todos os objectivos e inquietações e somos mergulhados numa paisagem sem horizontes. Tantas possibilidades tornam-se num abismo, até que escolhemos uma e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficamos no carreirinho outra vez. Com margens e objectivos bem definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carreirinho é o que nos fecha os horizontes, mas dá um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sentido&lt;/span&gt; à nossa vida, uma direcção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá outra alternativa de enfrentar o abismo do tempo livre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou melhor, da Liberdade...&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se nos enviarmos inteiros para ele, de pulsões, mistérios, coração e alma toda e o abraçarmos como se fôssemos outro infinito, tão imenso como esse abismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez então,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no interior do nosso cantinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;possamos saborear a Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e chamá-la nossa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-985258994072602256?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/985258994072602256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=985258994072602256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/985258994072602256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/985258994072602256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/03/tempo-livre-ii.html' title='Tempo Livre (II)'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8547006784670637040</id><published>2009-03-04T11:57:00.002Z</published><updated>2009-03-04T12:33:09.164Z</updated><title type='text'>Tempo livre</title><content type='html'>Dei-te o meu tempo livre, teu&lt;br /&gt;para usares como quiseres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alegre ou enfadado,&lt;br /&gt;triste ou risonho,&lt;br /&gt;alerta ou despreocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-te o meu tempo, teu&lt;br /&gt;Como se dá uma flor&lt;br /&gt;ao Sol,&lt;br /&gt;como se deixa a água beijar as pedras&lt;br /&gt;do leito de um rio cristalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-te o meu Tempo&lt;br /&gt;Para fazeres dele o que&lt;br /&gt;Quiseres&lt;br /&gt;Para seres Livre&lt;br /&gt;Para voares ou para &lt;br /&gt;Chorares&lt;br /&gt;Amarrado ao que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-te o meu Tempo, teu,&lt;br /&gt;e agora vai-se acabar,&lt;br /&gt;Em breve as pedras tomarão o lugar do teu rosto,&lt;br /&gt;E tudo o que restará de ti&lt;br /&gt;Será a memória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-te o meu tempo, teu&lt;br /&gt;o presente,&lt;br /&gt;para que te transformasse&lt;br /&gt;de ausente&lt;br /&gt;num Presente&lt;br /&gt;também para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-te o meu Tempo&lt;br /&gt;Teu!&lt;br /&gt;E ofereço-me agora,&lt;br /&gt;de Braços Abertos,&lt;br /&gt;para que sejas Meu também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim possamos dançar&lt;br /&gt;para toda a Eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8547006784670637040?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8547006784670637040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8547006784670637040' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8547006784670637040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8547006784670637040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/03/tempo-livre.html' title='Tempo livre'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-433507241836172261</id><published>2009-02-15T07:21:00.003Z</published><updated>2009-02-15T07:29:33.278Z</updated><title type='text'>O Mito do Eterno Retorno</title><content type='html'>- Voltarias?&lt;br /&gt;- Não há Longe nem Distância!&lt;br /&gt;- ...?&lt;br /&gt;- O que significa que nunca te teria deixado.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Com outros ares, outros Ventos, outros mares... Tudo seria diferente, o momento seria igual...&lt;br /&gt;-  ou a Presença ou a Ausência...&lt;br /&gt;- Tudo o que há és "Tu" mais ou menos distante de mim...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.zorpia.com/UniquenessCounts/journal/1798875"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 349px; height: 524px;" src="http://www.starthrower.com/Images/star_fish_beach4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-433507241836172261?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/433507241836172261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=433507241836172261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/433507241836172261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/433507241836172261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/02/o-mito-do-eterno-retorno.html' title='O Mito do Eterno Retorno'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4659102931376850823</id><published>2009-02-13T08:09:00.002Z</published><updated>2009-02-13T09:10:45.188Z</updated><title type='text'>Amor e Sado-Masoquismo</title><content type='html'>(Desculpem esta história estar tão mal escrita, eu queria dizer algo tãaaao belo!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez... uma Voz Invisível e disse assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ama e Faz o que Quiseres... Quero que sejas Feliz, livre, pleno. Que as tuas asas voem bem alto, e que nessa visão do mundo, compreendas que toda a beleza que vês fora de ti está também dentro de ti, que és tu. Dou-te isto: o Mundo e Liberdade, agora faz tu o teu próprio mundo, sê tu o Deus livre e criador, faz da tua vida o que quiseres e fores capaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um eu, sozinho, isolado, cheio de luz e barreiras para o mundo, e respondeu assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Yeahhh!!! Fixe, porreiro, bué da bom!! (Salta, pula, dança, espezinha os canteiros, destrói as alfaces, lambuza-se de doces, o seu prazer é imenso)&lt;br /&gt;- Olha!&lt;br /&gt;- (o olhar de Peter dirige-se subitamente para toda a destruição que a sua busca de prazer gerou e pensa:) Sinto-me tão bem, valeu a pena este momento... Queria-me sentir sempre assim, leve e solto e livre como o vento...&lt;br /&gt;- Olha para dentro!&lt;br /&gt;- (Peter apercebe-se quase subliminarmente que as suas acções, se continuarem assim, não vão ser "boas", mas é um sentimento subtil e tão fugaz que quase não se sente, e Peter pensa:) Pode não ter sido muito bom, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabe tão bem!&lt;/span&gt; Vou continuar, mais um bocado (e no horizonte da sua mente, com os frágeis conhecimentos de que dispõe, Peter é incapaz de se aperceber das consequências dos seus actos que invitavelmente, trágicamente, matemáticamente, magicamente, o aguardam docemente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta e pula e dança e é tudo um prazer tão grande, vê o Sol no céu e pensa "hoje sou Feliz, sou livre, posso ser eu próprio" e tudo lhe parece cheio de magia e altivez, como um cedro brilhando ao sol num alvo dia de primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois, nesse infinito horizonte de possibilidades onde pode ser tudo o que quiser, pensar tudo o que quiser, um súbito terror se apodera de si. Se Peter o pudesse pôr por palavras direi talvez algo como: «Estou só, infinitamente só. E a minha solidão é a minha Liberdade, pois se me disserem o que tenho de fazer, o que devo ouvir, o que posso esperar, se me castigarem, se me ordenarem e punirem e rectificarem, saberei que alguém me olha, que alguém se ocupa de mim, que alguém cuida do meu futuro. Mas neste infinito mar de possibilidades ninguém me ouve, ninguém me quer, ninguém se preocupa com o que posso fazer.» Mas Peter não compreendia a sua própria dor, sentia-se simplesmente só, afastado do mundo que maltratara e incapaz de ouvir as suas doces melodias de amor, incapaz de ouvir o seu próprio grito de amor que ansiava apenas, afinal, pelo que já tinha, pela proximidade com tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a Voz Invisível, que o Amava, não conseguindo falar com ele com a voz do prazer e da beleza, mostrou-se próxima de Peter pela dor e tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Amor (disse a Voz, numa linguagem quase inaudível e certamente incompreensível para Peter), podes estar triste e sentir-te só, mas nunca deixarás de ser parte de tudo, a não ser que desistas de tudo e mates o tudo que há ou pode haver em ti. Terás sempre dois caminhos à tua frente: poderás vir ao meu Encontro, ou poderás afastar-te de mim. Em cada Encontro despertarás, para quem és, e para o que é o Mundo, e para o que Sou. E cada afastamente será uma morte. E o que dá tanto poder à tua Escolha, é ela ser tua e ninguém a poder tomar por ti, ou não teria qualquer valor, pelo menos para ti. A Escolha é o que faz de ti algo em vez de nada. Mas podes simplesmente deixar-te ir, afundar-te no Nada e afastar-te-ás assim de tudo... Para já mostro-te que não estás só...&lt;br /&gt;- Peter (contemplando o mundo à sua volta, as alfaces desfeitas, os canteiros destruídos e um mundo de beleza lá fora) sentia-se um pouco melhor e procurava lembrar-se da sensação de dança que tinha tido à pouco tempo, gostaria de voltar àquela sensação. Mas eis que lhe aparece o Sado, para minimizar a sua solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sado - Vais apanhar já as alfaces, vais compor as suas folhas senão (ameaça que lhe bate)...&lt;br /&gt;Peter - Mas eu sou Livre, sou inteiramente Livre e só faço o que quero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois entreolham-se e, nesse momento, infinitos mundos acontecem, de que aqui só poderemos dar um breve retracto: É que Peter desejava e não desejava a Liberdade e desejava e não desejava o Amor. Ou seja, ele lembrava-se de como podia ser bom ser Livre, mas sentia na pele o peso da solidão que tal Liberdade para ele implicava. Ele queria o êxtase, o enorme prazer do horizonte infinito, mas temia a terrível solidão que associava a essa liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sado, o homem do Calabouço, era para ele simultâneamente prisão e salvação, encarceramento e companhia, dor e identificação. Através do homem do Cadafalso, este Sado, Peter poderia reconhecer-se como Algo, como vítima ou pecador, como mártir ou rebelde, como triste ou incompreendido, mas, em todas estas formas, seria sempre algo no olhar de alguém. E ser algo ao olhar de alguém - romper essa infinita ambiguidade de não ser nada em específico - é bem melhor do que ser um infinito nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso e por outras razões, é que se dá este estranho paradoxo, de Peter amar e odiar o seu calabouço e o homem que se preparava para o meter e manter nele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sado - (dá-lhe uma bofetada) apanha as alfaces já!&lt;br /&gt;Peter ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a história perde-se em detalhes insignificantes, quantas vezes é que se bateu, quantas se desobedeceu, quando e de que forma se cedeu? Tudo isso é insignificante. O que é realmente importante é que, no final, a vontade de Peter nada mais era do que a continuação do seu Mestre... A mais pequena entoação de voz era respeitada, nada negado, mesmo o mais doloroso... o asceta é, neste aspecto, apenas uma das muitas versões do submisso: aquele que submete a sua vontade à de outrem, passando pela mais elevada dor ou desagrado. Nessa eliminação da vontade própria é que está verdadeiramente a "conquista" do escravo. Ou seja, é aí que ele conquista na perfeição o "papel" de escravo. Digo papel porque na realidade temos de escolher ser Escravos. Somos sempre livres de escolher tornarmo-nos e mantermo-nos escravos. Todos os escravos são livres, infinitamente livres, e é isso que pode tornar a sua escravidão tão bela (por ser a procura do amor, ou da companhia através da anulação de si próprio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, no fim desta história, Peter tinha um Amor, que era o seu Mestre, o seu Deus imaginado, desenhado a lápis de carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente para esta história, o Sado de Peter, esse Mestre, não era senão um "Emissário" da Voz do Amor (na realidade Peter também era um emissário para o Sado, mas isso é outra história e será contada noutra ocasião). E, à medida que o tempo foi passando, e que Peter se sentia cada vez mais acompanhado e menos só, o Sado foi-lhe dando rédea mais solta, para experimentar, para olhar. Uma das primeiras coisas que Peter compreendeu foi a beleza do seu próprio corpo. Primeiro admirou o do Mestre, mas por admirar e obedecer tanto ao Mestre, compreendeu que ele próprio era semelhante ao Mestre, e amou-se. Nessa altura deixou de deixar inflingir-se dor, pois parecia-lhe inadmissível inflingir sofrimento a um corpo que era tão semelhante àquele que reverenciava e temia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, lentamente, compreendeu a beleza das alfaces e dos canteiros e pela primeira vez ficou triste por os ter destruído. Nas subtis voltas de todas as coisas parecia residir um mistério maior do que o que se pode nomear, mas era como se cada coisa fosse um emissário, tivesse uma mensagem, uma música... como se cada coisa falasse connosco numa língua imemorial, que não se pode expressar por palavras, mas que mesmo assim compreendemos, à maneira de uma música, mas mais rica que uma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura os sofrimentos que o Safo lhe impunha já não faziam grande sentido. Não se sentia tão só, mas mais como uma música no meio de uma infinita melodia, infinitamente complexa e harmoniosa (infinitamente, isto é, sem fim à vista). Como pode uma nota musical sentir-se só no meio de outras notas, ainda por cima se todas cantam a mesma polifonia? Safo parecia agora a Peter mais um... Mais um Emissário, mais um Amor, mais uma flor, mais um lago, mais uma estrela, mais um rio. Podia obedecer-lhe exteriormente, mas isso agora não importava, porque a sua mente, a sua vontade, o seu coração, não lhe pertenciam, nem a Safo, nem a Peter, vogavam na noite dos tempos, dando beijos ao universo e às flores por toda a parte. Perdiam-se em mundos possíveis, ambiguidades terríveis, paradoxos e anedotas de todas as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sado deixou-o então, já não tinha piada e foi arranjar outro Peter com quem brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Peter já não era o Peter, mas um viajante da noite, na incrível agnosia em que só acredita quem vê. E depois amou, não só todas as coisas, mas o seu próprio Amor. E compreendeu que era Então o momento do Encontro... o momento porque sempre tinha Esperado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o momento da União, com tudo e Todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e compreendeu então que não estava só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nunca tinha Estado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Podia ser Livre Assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com todas as Rosas e Alfaces e Canteiros do Mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e então... saltou, pulou e Dançou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por toda a Eternidade...  ^_^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4659102931376850823?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4659102931376850823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4659102931376850823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4659102931376850823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4659102931376850823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/02/amor-e-sado-masoquismo.html' title='Amor e Sado-Masoquismo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7341409892562453383</id><published>2009-02-12T08:42:00.007Z</published><updated>2009-02-12T12:31:07.814Z</updated><title type='text'>A experiência de ser professor em Portugal</title><content type='html'>"Todos os homens desejam naturalmente saber." Eis a famosa frase com que Aristóteles inicia a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metafísica&lt;/span&gt; e que se revela como verdade desde a mais tenra infância, não só no apreço que os bebés têm pelos sentidos, mas pelo gozo da descoberta de jogos, relações humanas, funcionamento das coisas. Esse gosto pelo saber continua pela infância, os "porquês" contínuos: o que provoca o vento? O que são as estrelas? Porque estás triste? O que me faz crescer? Como é que eu nasci? De onde é que vim? Porque é que estamos aqui? etc. Questões habituais que por vezes são incómodas simplesmente porque os pais não têm resposta simples para ela, e por vezes é difícil dizer:: "não sei, também gostava de saber". Não seria isso um recuo da autoridade, uma mancha na imagem do pai / mãe que se quer grandioso e ideal máximo da criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... finalmente a criança parte para a escola ou para o jardim de infância e rapidamente descobre o significado de "educação". Educação, neste país, significa acima de tudo obedecer. Estar sentado quando nos mandam, estar calado quando nos mandam, dar a resposta que se pretende quando nos mandam. Lentamente toda a actividade inquisidora, crítica, da criança, e vista como o pior dos males para quem tem de manter calados e na ordem 20 ou 30 miúdos, é destruída por aquilo a que chamamos "conhecimento", ou seja, o empinar de preconceitos como se fossem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, é certo, não está nos professores, que fazem o melhor que podem com aquilo que têm e que lhes é pedido. O problema está na nossa cultura, nas nossas tradições que repetem à exaustão que "o menino bom", "o menino bem comportado", é aquele que obedece, que ouve o que lhe dizem, que respeita os pais e os professores. O nosso objectivo não é criar artistas rebeldes, cientistas revolucionários ou dar as condições para que surjam homens e mulheres mais felizes, livres e realizados do que o que nós próprios podemos ser ou até conceber no nosso estado actual. O nosso objectivo é criar e manter o conformismo, a "normalidade", o bom senso, o bom gosto, enfim pessoas "bem educadas", iguais a nós, ou, pelo menos, previsíveis, controladas. Nesta linha de pensamento não tem grande importância construir ginásios, pôr miúdos de quatro e cinco anos a fazer o pino e a roda, saltos em trampolim, corrida, natação, enfim, deixá-los desenvolver ao máximo. Pelo contrário, é até um pouco melindroso que uma criança de cinco anos consiga fazer na perfeição um salto mortal quando o seu professor de português mal se consegue levantar da cadeira sem se apoiar na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar às crianças a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;liberdade&lt;/span&gt; de serem elas próprias e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;capacidade &lt;/span&gt;de se expressarem pode de facto parecer assustador. Por isso o mundo actual das crianças e adolescentes divide-se em duas partes: os jogos, a internet, o convívio social, onde exploram, aprendem e se mostram, e o mundo dos "adultos": da obediência, da aprendizagem à força, da "seca" das aulas, onde raramente se aprende algo de útil mas se recebe o diploma para depois ir continuar a obedecer ao patrão, ao estado, a troco de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser duro de ouvir, mas a verdade é que estamos a ensinar às nossas crianças a prostituirem-se mentalmente. Para terem a aceitação dos pais e da sociedade têm de deixar de ser elas próprias, têm de deixar de se comportarem como querem, têm de deixar de desejar o que desejam, têm de passar a ser "outro", uma máscara, uma mentira, um papel social. E só aí, nessa mentira, a sociedade as aceita. Aí serão os directores, os pais e mães de família, os estudantes abnegados, os colegas desgarrados, etc. Mas a sua verdadeira individualidade, o seu verdadeiro nome, perde-se, algures, entre a infância e a idade adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá alternativa? Sem dúvida, é aliás mais fácil do que todo o trabalho que actualmente temos para inculcar, formatar e dinamizar os jovens e crianças. A alternativa é simples: em vez de lhes dizermos como têm que ser, comportar-se e o que desejar, vamos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ouvir &lt;/span&gt;e dar-lhes o que eles querem misturado com o que precisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, vamos dar-lhes desporto, mas não sempre o mesmo, variado, de forma a terem um amplo leque de experiências para mais tarde poderem escolher melhor o que se adequa àquele momento da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar-lhes a oportunidade de escolher o que querem aprender. Mais ou menos desporto, mais ou menos arte, mais ou menos ciência. Terá de haver alguns limites para evitar as armadilhas do hábito, da preguiça e da inconsciência. Mas tudo o que fizermos e lhes dermos deverá respeitar sempre os objectivos daquele indivíduo, daquela criança. Enquanto professores o nosso papel é servi-los (tal como o objectivo dos políticos deveria ser servir o seu povo). É dar-lhes o que eles precisam sem desrespeitar o que eles querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos também acabar com os preconceitos sobre o que as crianças são capazes de aprender. É claro que, como os estudos de Piaget mostraram, muitas das capacidades de pensamento abstracto só estão presentes a partir da adolescência, mas nunca é cedo de mais para nos maravilharmos com a gradiosidade do universo por exemplo. Saber que existem biliões de estrelas na nossa galáxia, e que existem biliões de galáxias no universo visível, que há ainda muitos mistérios (como a matéria negra ou o que acontece no interior de um buraco negro) que a ciência ainda não desvendou, dá às crianças a visão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;real&lt;/span&gt; do nosso mundo e do papel que o homem tem actualmente nele: a de um explorador de infinitos. Esse é um papel que qualquer criança compreende e no qual se sente à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de ciência, os rudimentos da astrofísica combinados com uma humildade popperiana, é tudo menos desadequado para a mentalidade das crianças. Para além da ideia geral do cosmos dada pela astronomia, e de falarmos de átomos, moleculas e partículas da física, deveríamos também falar às crianças extasiadas pelo mundo do conhecimento como por uma história da Disney, dos dinosaurios, do possível cometa que dizimou a vida na terra, deveríamos trazer ilustrações de bichos "pré-históricos" e falar da vida social dos muitos animais que habitam a terra: de como os albatrozes acasalam para toda a vida, do sacrifício que os pinguins fazem para cuidarem dos seus ovos, das brincadeiras dos leões-marinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostraríamos filmes, livros, a net, como um mundo maravilhoso, cheio de coisas belas para descobrir. Aprender a ler e a escrever seriam então a continuação desses jogos de infância, divertidos, que nos abrem as portas para mundos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo que imagino não haveria propriamente aulas com tempos rígidos, em vez disso haveria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espaços&lt;/span&gt; definidos. Por exemplo, num certo espaço haveria internet, falar-se-ia de astronomia, o tecto seria abaulado e, como um planetário, haveria desenhos de estrelas, galáxias, nebulosas e planetas distantes. Haveria também telescópios para olhar para o mundo para lá do céu que podemos ver a olho nu. Para examinar as crateras lunares, os aneis de saturno, ou os enchames de estrelas que compõem as nébulas e que são visíveis em noites claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro espaço haveria réplicas de dinosaurios e outros bichos. Haveria também internet, poderíamos fazer jogos em que faríamos de leão e gaivota, imaginaríamos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser &lt;/span&gt;um desses bichos com todas as aventuras e viagens que teríamos. Imaginaríamos também por exemplo ser um insecto ou uma flor beijada pelo sol, ou então golfinho, ou águia. Para realizarmos essa tarefa poderíamos dispor da vasta quantidade de informação disponibilizada pela net. Quanto tempo vive um golfinho, como são os seus grupos, como comunicam entre si, como criam os filhos, etc. Veríamos também imagens da beleza deste planeta, dos recifes de corais, dos estranhos animais que habitam as profundezas dos oceanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro espaço haveria o mundo humano, vestuários diferentes, diferentes normas que regulam o casamento, o comportamento, o ideal do que é levar uma boa vida. Neste espaço ouviríamos falar dos ascentas indianos que rejeitam todo o tipo de posse e andam nus por toda a parte, comendo apenas o que as pessoas lhes queiram dar. Veríamos comparações com diferentes tipos de ascetismo, como por exemplo os franciscanos. Saberíamos que em certos países as mulheres não podem destapar a cara, votar ou possuir propriedade. Ficaríamos a saber que já foi um pouco assim nos sítios onde vivemos, mas que entretanto as coisas mudaram. Poderíamos aprender coisas sobre o Corão, a Bíblia ou os textos sagrados Hindus e Budistas. Poderíamos também estudar como vivem as estrelas de cinema, como é a vida em Hollywood e Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estariam vazias salas como estas? Ou iriam algumas crianças, depois de brincarem e rirem umas com as outras, depois de jogarem na net, de saltarem à corda, de fazerem o pino, de dançarem e sorrirem, mergulhar nesta aventura do conhecimento de coração e mente aberta? Tentando aprender tudo o que conseguissem, como se a visão que o homem foi conquistando ao longo de séculos fosse o bem mais precioso que podiam alcançar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo de dar às crianças aquilo que elas querem e precisam de forma livre, respeitando o seu próprio tempo e prioridades específicas, teria também a vantagem de cada um desenvolver as capacidades e saberes que mais lhe são próprios. Quem tem jeito para a matemática iria mais para a matemática, outros dedicar-se-iam mais a construir motores, outros à história, outros à filosofia, às ciências empíricas, à dança, ao desporto. Teria certamente de haver alguns limites, mas o essencial é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o conhecimento fosse um prazer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento proposicional ou liguístico é a a vantagem central que permite aos seres humanos ter o modo de vida luxuoso que (alguns) têm. Deveríamos ver esse conhecimento como um dos bens mais preciosos, não só pelo que nos permite em termos materiais, mas pelos caminhos que abre ao espírito, à mente e ao coração. O conhecimento, o verdadeiro conhecimento, é um conjunto de janelas abertas sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chegámos ao ponto de o transformar em tortura para alunos e professores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil de imaginar, mas olhando para a realidade que nos rodeia, é fácil de perceber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) obrigamos: impôr algo, mesmo que seja a goluseima mais apetitosa, é meio caminho andado para a tornar indesejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) saturamos: damos sempre o mesmo doce, ou seja, em vez de alternarmos a expressão física (ginástica, atlétismo, desportos em grupo), com a expressão artística (música, teatro, poesia, etc), e com a expressão científica (matemática, astofísica, história, antropologia, etc), insistimos sempre no mesmo, aulas, aulas e mais aulas, até se tornar compleamente saturante, até vomitarmos conteúdos, até a própria palavra "aprender", "estudar", se tornar motivo de nojo, de vómito, ser capaz de nos tirar a boa disposição de um Domingo ensolarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) substituímos o verdadeiro conhecimento, prático, rico, ambíguo, por uma farsa:  descontextualizámos o conhecimento do mundo real que lhe deu origem, ensinando teorias como sequências de palavras ou ideias que têm de ser memorizadas, e consideramos que isso é que é o saber. Por exemplo, na biologia estudamos os nomes dos animais e a sua "taxonomia". Um bom aluno é aquele que sabe categorizar os animais, mas não aquele que conhece a forma como vivem, o que sentem, o que desejam, etc. Ou seja, substituímos a imensamente rica realidade que nos rodeia, rica em significados, em interpretações, em detalhes,  por uma fórmula arcaíca e rígida que deve ser memorizada. Esta fórmula de facto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;empobrece&lt;/span&gt; a nossa visão global da realidade, sobretudo a nossa experiência por contacto directo com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última razão é a mais paradoxal pois poderia parecer que seria útil à sociedade veicular o melhor conhecimento que tem disponível aos seus "filhos". Mas nos nossos dias é muito mais fácil veicular velhas teorias já esquecidas do que tentar acompanhar o conhecimento actual, numa mutação cada vez mais rapida. O ritmo a que novos conhecimentos e conjecturas surgem é cada vez maior, tanto nas ciências abstractas como nas empíricas. Por exemplo o fractal de Mandelbrot surgiu apenas nos anos 80, dando origem a uma explosão no estudo da topologia, só há poucos anos se soube que os buracos negros estão no centro da maior parte das galáxias, os primeiros planetas descobertos fora do sistema solar foram também descobertos apenas na última década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o enorme investimento dedicado à ciência e tecnologia nas últimas décadas provocou uma explosão de conhecimentos e aquilo que parece ser verdade hoje pode vir a revelar-se falso amanhã. É por isso mais simples dar a história da astronomia do que ensinar a astronomia actual. É muitíssimo mais fácil ensinar a história da filosofia do que acompanhar as lutas, refutações e contra-argumentações da míriade de filósofos e filosofias actuais. Mas o preço a pagar é que só ensinamos teorias ultrapassadas, feitas em contextos diferentes do nosso e que procuravam atingir objectivos que hoje já não seriam considerados tão essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como "stor" de filosofia deparo-me exactamente com esse problema. Os manuais em geral oferecem como hipótese de estudo da epistemologia autores como Kant, Descartes ou Hume. Gigantes que tiveram um papel crucial no desenvolvimento da ciência como a conhecemos hoje em dia, que ajudaram, e muito, a garantir que o Renascimento, o Iluminismo, não morreria à nascença e que, em vez disso, floresceria nas muitas ciências que conhecemos hoje. Mas o seu esforço, tão glorioso na altura, e pelo qual eu por exemplo, estou muito grato, é hoje descontextualizado. Hoje em dia não procuramos rebater os dogmas da religião, não tentamos encontrar um processo de justificação que rejeite tudo o que não seja absolutamente fundado. Se as filosofias de Descartes, Hume e Kant, ajudaram a acabar com a superstição e dogmatismo do seu tempo afirmando a necessidade de apenas acreditar no que era absolutamente evidente, a sua exposição nos nossos dias só pode incentivar a desconfiança na própria filosofia. Porque o desafio hoje é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conciliar&lt;/span&gt; os diversos saberes. Assistimos hoje ao surgimento da filosofia das emoções, do conceito de "inteligência emocional" a par de muitas outras formas de inteligência. Ou seja, o desafio dos nossos dias é unir, sintetizar os vários domínios do conhecimento, criar pontes. Ora as filosofias do século XVII e XVIII que ficaram para a história não nos permitem fazer isso. Pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter de ensinar teorias que estão em franca dessintonia com os desafios do nosso tempo, a alunos que consideram a escola e o ensino como uma forma dissimulada de tortura e de controlo que os tenta privar da sua liberdade e autenticidade é de facto a experiência do filósofo "ao contrário". Ou seja, não aquele que traz luz, mas a confusão, não aquele que é desejado pelo saber, mas o que é temido pela imposição de meros conceitos, não aquele que desperta o amor por tudo (por que é isso o amor pelo saber) mas aquele que transforma tudo numa grande "seca" (num terreno infértil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá uma solução para devolver às mentes que brilham, do insaciável ser humano, o medicamento, os nutrientes, a paz, que intimamente procura e que só o saber, a visão sem obstáculos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mundo&lt;/span&gt; (interior e exterior) pode trazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7341409892562453383?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7341409892562453383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7341409892562453383' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7341409892562453383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7341409892562453383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/02/experiencia-de-ser-professor-em.html' title='A experiência de ser professor em Portugal'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7476184146229536390</id><published>2009-02-05T09:06:00.006Z</published><updated>2009-02-05T09:24:52.137Z</updated><title type='text'>Já agora... um poema do Al Berto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que a maquinaria do mundo te sorria e que o tempo se abra para ti como o solo, a água e a luz para uma flor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sequências causais dão forma ao nosso corpo, à incrível maquinaria que nos faz despertar, pensar, adormecer outra vez... Enquanto ela funcionar também nós funcionamos, e connosco tudo o resto, plantas, animais e sistemas sociais, planetas, estrelas e galáxias, tudo continua. Pelo menos para nós. Quem sabe se o Universo para, entre cada momento, durante incontáveis biliões de anos, onde civilizações alienígenas, que nos olham de fora, estudam cada passo, como alguém que aprecia um poema. Mas para nós é indiferente. Quer passe um bilião de anos ou quase nada entre este momento e o próximo, aquilo que sinto dele, da passagem do tempo, é o que o meu cérebro mo permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou conjunto de neurónios, a persona que dá voz a este amontoado de triliões de células, que coabita com outros da mesma espécie, que escreve, que dita, que ouve, que aprende, que ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma "identidade", um caminho, um percurso feito e outro a fazer... Existo como ser social, personalidade... Persona, essa máscara tão fácil de entender, de imaginar, de esculpir. Tão diferente do mar complexo, criado por biliões de anos de tentativa e erro, que realmente sou, e cuja verdade só se mostra na doença, no desfalecimento da máscara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, um poema do Al Berto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"amo as águas no instante em que não são do rio&lt;br /&gt;nem ainda pertencem ao mar&lt;br /&gt;árduas planícies rosto incendiado pesando-me nos ombros&lt;br /&gt;hirto... tatuado no entardecer de magoada cocaína&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leio baixinho aquele poema Eu de Belaflor&lt;br /&gt;nocturna sombra do corpo embriagado&lt;br /&gt;fogos por descuido acesos no humido leito de juncos&lt;br /&gt;altíssima margem... inacessível noite de Florbela&lt;br /&gt;e o soneto dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou aquela que passa e ninguém vê&lt;br /&gt;Sou a que chamam triste sem o ser&lt;br /&gt;Sou a que chora sem saber porquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apesar de tudo conheço bem este rio&lt;br /&gt;e o cuspo diáfano do coral o sono letárgico&lt;br /&gt;os ternos lábios das grandes bocas fluviais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinto o rigor das plantas erectas as vozes esparsas&lt;br /&gt;os corpos de ouro enleados na violência das maresias&lt;br /&gt;junto à foz de meu insegura desaguar... contínuo sentado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrevo a desordem urgente das horas...medito-me&lt;br /&gt;cuidadosamente o tabaco amargo pressente-te na garganta&lt;br /&gt;e no fundo inóspito do corpo desenvolve-se&lt;br /&gt;o desejo de fugir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero o cortante sal-gema das ilhas... a ilusão&lt;br /&gt;de me prolongar na secreta noite dos peixes&lt;br /&gt;adormeço&lt;br /&gt;para que estes dias aconteçam mais lentos&lt;br /&gt;nas proximidades inalteráveis deste mar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;poema de Al Berto&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em toda esta maquinaria&lt;br /&gt;ouve-se uma respiração,&lt;br /&gt;para dentro, para fora,&lt;br /&gt;para fora, para dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se fosse uma música,&lt;br /&gt;de beleza diáfana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na qual nos entregamos,&lt;br /&gt;choramos, gritamos,&lt;br /&gt;gememos, ora de dor, ora de prazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maquinação vivemos,&lt;br /&gt;como flores crescemos,&lt;br /&gt;pela liberdade nos opomos&lt;br /&gt;e nascemos&lt;br /&gt;pelo amor crescemos&lt;br /&gt;pela beleza somos guiados&lt;br /&gt;a uma realidade mais profunda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sabor que não se deixa dizer&lt;br /&gt;que não é possível transmitir&lt;br /&gt;mas que a dança da respiração&lt;br /&gt;entre o dentro e o fora&lt;br /&gt;traz, por vezes até ao orgasmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7476184146229536390?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7476184146229536390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7476184146229536390' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7476184146229536390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7476184146229536390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2009/02/ja-agora-um-poema-do-al-berto.html' title='Já agora... um poema do Al Berto'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2100347573760901991</id><published>2008-12-19T10:31:00.003Z</published><updated>2008-12-19T10:57:11.126Z</updated><title type='text'>Grande Entrevista - lista de episódios interessantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já agora, uma vez que o site da RTP não tem uma maneira simples de mostrar a lista de "Entrevistas" disponíveis fiz aqui um apanhado das que acho que merecem mais atenção:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Nuno-Lobo-Antunes2008-10-09.rtp&amp;amp;post=341"&gt;Nuno Lobo Antunes 2008-10-09&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Paulo-de-Carvalho2008-10-02.rtp&amp;amp;post=340"&gt;Paulo de Carvalho 2008-10-02&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Salvador-Vaz-da-Silva2008-06-12.rtp&amp;amp;post=332"&gt;Salvador Vaz da Silva 2008-06-12&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Charles-Aznavour2008-02-07.rtp&amp;amp;post=345"&gt;Charles Aznavour 2008-02-07&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Carlos-do-Carmo2007-12-27.rtp&amp;amp;post=356"&gt;Carlos do Carmo 2007-12-27&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Salvador-Mendes-de-Almeida2007-12-13.rtp&amp;amp;post=362"&gt;Salvador Mendes de Almeida 2007-12-13&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Mia-Couto21-6-2007.rtp&amp;amp;post=377"&gt;Mia Couto 21-6-2007&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Antonio-Barreto29-3-2007.rtp&amp;amp;post=384"&gt;António Barreto 29-3-2007&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Ricardo-Araujo-Pereira11-1-2007.rtp&amp;amp;post=395"&gt;Ricardo Araújo Pereira 11-1-2007&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Rui-Veloso23-11-2006.rtp&amp;amp;post=401"&gt;Rui Veloso 23-11-2006&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Antonio-Lobo-Antunes26-10-2006.rtp&amp;amp;post=405"&gt;António Lobo Antunes 26-10-2006&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Bill-Gates2-2-2006.rtp&amp;amp;post=418"&gt;Bill Gates 2-2-2006&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;       &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Saliente-se que o Rui Veloso é o cantor favorito de Judite de Sousa, pelo que deve dar uma boa entrevista!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2100347573760901991?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2100347573760901991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2100347573760901991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2100347573760901991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2100347573760901991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/grande-entrevista-lista-de-episdios.html' title='Grande Entrevista - lista de episódios interessantes'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7438721740198005412</id><published>2008-12-19T09:51:00.006Z</published><updated>2008-12-19T10:18:05.488Z</updated><title type='text'>Iluminação</title><content type='html'>O que é a iluminação? Talvez estar desperto para a infinita beleza da vida. E o mais fácil é começarmos por reconhecer a beleza nos Olhos do outro. Se vivemos com alguém, a que olhamos? Para as mágoas ou para a Eterna Criança que vibra dentro das suas roupas e da sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparado com essa criança brincando às escondidas com o Esplendor, por vezes tímida, torturada pelas "boas maneiras", pela incompreensão, pela solidão, pequena e engelhada como uma velha no interior do adulto... comparado com essa criança que podemos acolher, olhar nos olhos, regar com a vida da nossa própria criança, partilhar com ela o Sol, as Estrelas e o Mar... comparado com essa criança, tudo o resto que há no outro de feitos e conquistas e vitórias, parece um fato cinzento e velho e sem interesse. A criança interior é iluminada, pela beleza de mil mistérios que ninguém sabe contar... a não ser de passagem... renascendo a cada momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando alguém a vê e brinca com ela... oh! é como se renascesse de dentro das velhas pregas dos hábitos, preconceitos e virtudes e desse uma nova vida, uma alma inteira, a esse corpo e a essa história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como lidamos com o amor... por vezes magoados, obsessivos, quase destruídos, desprezando, menosprezando, morrendo de sede...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como lidamos com o amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;determina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a maneira como o Amor lida connosco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é que também pode haver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o simples reconhecimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do esplendor que és para mim, do Amor em que me transformo para te banhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres: há quem as tente dominar, há quem tente passar sem elas, há quem as tente transformar em "coisas" compreensíveis, mais simples, capazes de se encaixar numa visão racional, limitada, do mundo, há quem tente torná-las dependentes, sôfregas... há quem seja sôfrego por elas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há quem compreenda, que a "nossa história", a história dos opostos, a história dessa sofreguidão impossível de colmatar sem morrer, está escrita nas estrelas, que é pela viagem ou dança em torno dos opostos que aprendemos o que significa ser realizado (the meaning of success)...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Woman,&lt;/span&gt; de John Lennon, é um exemplo de um momento iluminado na aproximação ao amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um hino à mulher de Lennon (Yoko) é também dedicado a todas as mulheres, e tem como nome "Woman", ou seja, um Universal, o papel do nosso oposto, do nosso reverso... neste Uni-verso, a unidade expressa em infinitos versos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="left: 341.867px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-07923827205696663 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 341.867px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-07923827205696663 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 341.867px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-07923827205696663 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 341.867px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-07923827205696663 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PaLfDnShEn0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woman I can hardly express&lt;br /&gt;My mixed emotions at my thoughtlessness&lt;br /&gt;After all I'm forever in your debt&lt;br /&gt;And woman I will try to express&lt;br /&gt;My inner feelings and thankfulness&lt;br /&gt;For showing me the meaning of success&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ooh, well, well&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Ooh, well, well&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woman I know you understand&lt;br /&gt;The little child inside of the man&lt;br /&gt;Please remember my life is in your hands&lt;br /&gt;And woman hold me close to your heart&lt;br /&gt;However distant don't keep us apart&lt;br /&gt;After all it is written in the stars&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ooh, well, well&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Ooh, well, well&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Well&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woman please let me explain&lt;br /&gt;I never meant to cause you sorrow or pain&lt;br /&gt;So let me tell you again and again and again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I love you, yeah, yeah&lt;br /&gt;Now and forever&lt;br /&gt;I love you, yeah, yeah&lt;br /&gt;Now and forever&lt;br /&gt;I love you, yeah, yeah&lt;br /&gt;Now and forever&lt;br /&gt;I love you, yeah, yeah &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7438721740198005412?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7438721740198005412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7438721740198005412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7438721740198005412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7438721740198005412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/iluminao.html' title='Iluminação'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1794482825999064869</id><published>2008-12-19T08:40:00.003Z</published><updated>2008-12-19T09:50:14.729Z</updated><title type='text'>Ricardo Araújo e Judite de Sousa trocando palavras e olhares</title><content type='html'>Bem, estou muito grato à RTP por colocar online grande parte da sua programação de qualidade. Neste caso a "Grande Entrevista a Ricardo Araújo Pereira" ter-me-ia passado totalmente ao lado. Já foi no dia 14 de Janeiro de 2007, mas continua a estar no site da RTP (secção &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?pagURL=arquivo&amp;amp;tvprog=1436&amp;amp;idpod=3818&amp;amp;formato=wmv&amp;amp;pag=arquivo&amp;amp;pagina=0&amp;amp;data_inicio=2007-01-01&amp;amp;data_fim=2007-01-16&amp;amp;prog=1436&amp;amp;quantos=10&amp;amp;escolha="&gt;multimédia&lt;/a&gt;). Também se pode vir &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/"&gt;aqui&lt;/a&gt; e fazer uma pesquisa (por exemplo "Ricardo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, até estava a gostar, uma coisa muito mais "íntima" do que os programas cómicos permitem, mas eis que, já depois de ter cortado uma reflexão sobre os limites da comédia (algum dia saberemos porque razão o Ricardo acha que a comédia deveria ter apenas os limites da liberdade de expressão?), chegamos ao que me parece ser o ponto alto do programa: «o que é o humor?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem o Ricardo começa por descrever três teorias sobre o humor: rimo-nos por sentirmos superioridade; por escape ou por contactarmos com o absurdo. E não é que, estando a descrever com uma clareza notável estas três teorias, é cortado para falar sobre futebol!?!?!?!? É precisamente aqui que ele é cortado:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;"provavelmente aquilo que está na origem da comédia é basicamente o mesmo que está na origem da tragédia: é a incongruência que há entre o homem e o universo, ou seja, entre a aquilo que nós achamos que as coisas deviam ser, e aquilo que as coisas são de facto."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Bolas! Isto é a génese e a essência do gato fedorento. A partir do momento em que ouvi isto percebi o que eles fazem: eles mostram-nos "aquilo que as coisas são de facto" contrapondo-as àquilo que nós imaginamos. Daí as cenas dos padres e freiras e congregações, daí a análise dos tiques e convenções sociais, é um expor dos "absurdos" da vida que normalmente nos passam ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes gajos cortam!! Cortaram a conversa aqui, para falar de «como é que você trabalha a personagem do Paulo Bento?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Deus! A tv, por vezes, parece uma coisa feita para deficientes mentais ou que nos tenta transformar em deficientes mentais. Para quem ganha dinheiro com aquilo era bom, papávamos tudo o que eles quisessem. Quanto menos informados, menos capazes de pensar criticamente, menos conhecermos outros paladares, mais papamos do mesmo... é o que há!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, apesar de curta e entrecurtada a entrevista foi um espectáculo, gosto imenso da Judite de Sousa e tenho pena que o programa não tenha, por exemplo, três horas,  pois há assuntos que, só aflorados, nos deixam apenas com água na boca e nada nutridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho vivamente a entrevista!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1794482825999064869?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1794482825999064869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1794482825999064869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1794482825999064869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1794482825999064869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/ricardo-arajo-e-judite-de-sousa.html' title='Ricardo Araújo e Judite de Sousa trocando palavras e olhares'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4945725122794714308</id><published>2008-12-19T08:25:00.003Z</published><updated>2008-12-19T08:35:07.214Z</updated><title type='text'>à roda de Mim</title><content type='html'>Não deixes entrar o Sol, que me acorda, e eu quero dormir um pouco mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as incongruências do mundo não venham ter comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu não me lembre nunca que existem estrelas e galáxias sem fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que antes de mim não tenha havido incontáveis vidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aventuras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(muito mais aventurosas que a minha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu seja o único no Universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tudo Rode&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afinal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À volta de Mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SUtcWCwmKGI/AAAAAAAAJaQ/TXjtteiuru4/s1600-h/circleofstars.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 128px; height: 128px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SUtcWCwmKGI/AAAAAAAAJaQ/TXjtteiuru4/s200/circleofstars.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281416521789614178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4945725122794714308?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4945725122794714308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4945725122794714308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4945725122794714308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4945725122794714308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/volta-de-mim.html' title='à roda de Mim'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SUtcWCwmKGI/AAAAAAAAJaQ/TXjtteiuru4/s72-c/circleofstars.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-371877906762531706</id><published>2008-12-17T22:28:00.003Z</published><updated>2008-12-17T22:39:25.560Z</updated><title type='text'>A música ideal para viver</title><content type='html'>Se fosses uma nota musical, em que tipo de música preferias participar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pode ser pequeno ou grande e nós somos apenas uma nota de música nele. Quer tenha milhares ou milhares de milhões de anos, quer tenha um continente ou biliões de galáxias, quer tenha eu como missão ser obediente ou descobrir-me em incontáveis mistérios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...serei apenas mais uma nota de uma melodia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que melodia preferiria eu viver? Qual é o tamanho do meu mundo ideal? Em que espaço me sinto bem, em casa? Em que tipo de Universo sentiria eu ter chegado, finalmente, ao lar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-371877906762531706?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/371877906762531706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=371877906762531706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/371877906762531706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/371877906762531706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/msica-ideal-para-viver.html' title='A música ideal para viver'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8581891021925883218</id><published>2008-12-09T09:42:00.000Z</published><updated>2008-12-09T09:43:01.943Z</updated><title type='text'>Marc-André Hamelin</title><content type='html'>dedos e nuvens de doçura,&lt;br /&gt;para sonhar durante o dia,&lt;br /&gt;ou dançar à luz do sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jLHU2ES51uw&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jLHU2ES51uw&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8581891021925883218?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8581891021925883218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8581891021925883218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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mistérios contêm todas as cores do mundo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6181136551392592760?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6181136551392592760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6181136551392592760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6181136551392592760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6181136551392592760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/12/clareza-e-mistrios.html' title='Clareza e Mistérios'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7520886447102504760</id><published>2008-11-11T12:24:00.009Z</published><updated>2008-11-11T12:54:20.979Z</updated><title type='text'>Todo o tempo do mundo - tu e eu, eu e tu, neste mundo, de eternos fantasmas dançantes...</title><content type='html'>[a todos os meus amigos, inimigos e restantes companheiros de viagem...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos todo o tempo do mundo para falarmos, através de incontáveis cabeças, ideias, gestos, actos, olhares, tu e eu, eu e tu, faremos uma dança para todo o sempre, juntamente com todos os mortos e vivos e aqueles que nunca foram mas estiveram sempre presentes, de uma forma ou de outra, neste mundo de fantasmas dançantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://soulphantasm.blogspot.com/2007/07/love-without-sex-response-to-sharon.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm2.static.flickr.com/1012/950997829_31d731c967_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://soulphantasm.blogspot.com/2007/07/love-without-sex-response-to-sharon.html"&gt;(source)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://soulphantasm.blogspot.com/2007/07/love-without-sex-response-to-sharon.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7520886447102504760?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7520886447102504760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7520886447102504760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7520886447102504760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7520886447102504760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/11/tu-e-eu-eu-e-tu-neste-mudo-de-eternos.html' title='Todo o tempo do mundo - tu e eu, eu e tu, neste mundo, de eternos fantasmas dançantes...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-475836891949049003</id><published>2008-11-11T10:38:00.002Z</published><updated>2008-11-11T12:48:04.396Z</updated><title type='text'>Coldplay - Viva la Vida or Death and all its friends</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bonecho.files.wordpress.com/2008/06/vivalavida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SRlfX3oafAI/AAAAAAAAJXk/ah9hvzseunk/s400/Coldplay-Viva+La+Vida+%5BFront%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267346102861593602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-475836891949049003?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/475836891949049003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=475836891949049003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/475836891949049003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/475836891949049003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/11/coldplay-viva-la-vida-or-death-and-all.html' title='Coldplay - Viva la Vida or Death and all its friends'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SRlfX3oafAI/AAAAAAAAJXk/ah9hvzseunk/s72-c/Coldplay-Viva+La+Vida+%5BFront%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2744559321826556259</id><published>2008-11-11T06:50:00.002Z</published><updated>2008-11-11T07:22:53.898Z</updated><title type='text'>O sentido da vida e Vida de imensidão de sentidos</title><content type='html'>Por vezes a vida é como um rio, sentimos que temos uma missão, um destino, um caminho, um Sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes a vida é como um mar, não há um sentido ou direcção, apenas ondas que se agitam em direcções muito diferentes e nós vamos saudando-as e conversando com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não há direcção e o mar está flat o horizonte é mais vasto, espraia-se para todos os lados, fazendo-nos rir das limitadas limitações da mente humana. Mas as tempestades também são maiores e, não havendo terra para nos dar referências, deixamos por vezes, sob as enormes vagas, de ver o céu. Então tudo o que existe é o mar, as ondas, a tempestade... vivemos os braços e as pernas e emoções que nos habitam e as de com quem habitamos o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes gostaria de voltar às estrelas... a essa perspectiva maior onde dores, desconfortos e tragédias são apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piccoli momenti &lt;/span&gt;de uma história universal onde o infinito se encontra e se liga em conexões sempre novas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora sou o Mar, só o mar... sem destino nem sentido nem razão, aberto a todos os destinos e todos os sentidos e todas as razões... amando apenas o que há de mais profundo em ti e que é semelhante em todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Cada momento é diferente, único, o futuro... totalmente inesperado... nem desejado nem indesejado apesar de amado de braços e boca aberta, de braços e boca prontos para comunicar... como quem se despede eternamente e eternamente se revê em tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Olá, por aqui?&lt;br /&gt;Olá, para acolá?&lt;br /&gt;Eu agora vou por aqui, digo-te isto...&lt;br /&gt;Amanhã logo se verá...&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2744559321826556259?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2744559321826556259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2744559321826556259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2744559321826556259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2744559321826556259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/11/o-sentido-da-vida-e-vida-de-imensido-de.html' title='O sentido da vida e Vida de imensidão de sentidos'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-740225225332452690</id><published>2008-10-28T09:44:00.003Z</published><updated>2009-02-05T09:33:07.219Z</updated><title type='text'>Sonhos de Amor</title><content type='html'>O Amor cria e destrói. Cria ligações, propósitos, aventuras, sentidos, dá início a uma viagem de (parece) infinitas facetas, como se mergulhássemos, em viagem, pelo fractal de Mandelbrot. Por qualquer razão para mim misteriosa nada neste mundo se deixa agarrar. Quando olhamos, para uma pessoa, uma profissão, uma música, uma comida, apaixonamo-nos, parece simples, ao alcance da mão, do toque, basta estendermos a mão e fechá-la. Mas não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comemos a comida ela desaparece, transforma-se e em breve queremos mais. Quando amamos uma pessoa ela metamorfoseia-se constantemente, sempre que parece que a alcançamos ela muda e parece mais e diferente do que era. Tudo muda, nós mudamos, e a morte está ali, à espera para nos tirar tudo o que possuímos neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor parece assim levar-nos numa viagem sem fim. Sem dúvida que aprendemos muito, crescemos, temos muitas aventuras, mas é também uma sucessão de prazeres e sofrimentos, de encontros e separações. Conseguiremos sempre recriar dentro de nós as presenças dos nossos amores? Poderá a saudade ser superada pela realização, em mim, do que me falta. Poderei ser eu como aqueles seres de que Platão falava, completos, de quatro braços e pernas? Poderei eu recriar a completude em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia amar um ser completo, que já tivesse em si tudo, que já tivesse aprendido tudo? O que faria uma comunidade de seres completos que já não tivessem nada a aprender nem a dar? Ficariam simplesmente felizes uns pelos outros e por si próprios, por estarem assim, cheios de tudo e todas as aventuras viverem dentro de si mesmos. Teriam dentro deles todas as possíveis histórias de todos os possíveis universos, ou pelo menos saberiam contá-las com precisão absoluta, com todas as nuances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esses seres tivessem espaço para tudo menos para sentir a cisão do amor, a separação do amor. Pois, para eles, amar alguém não seria amar algo que estivesse "fora". Não seria amar algo que não fizesse parte deles. Pelo contrário, conheceriam aquilo que amam tão profundamente, tão intimamente, como se fossem os seus próprios dedos, as suas próprias peles, a sua própria boca, os seus próprios dentes, e pensamentos e coração. Tudo seria tão íntimo que não haveria possibilidade de separação. A presença física seria irrelevante pois tudo nesse Amor era conhecido da raiz às mais altas folhas, ao perfume... tudo, tão íntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo modo esses seres poderiam sentir uma espécie de amor: o amor que é intimidade, o amor que é sintonia, o amor que é ver no que se ama o divino... mas não poderiam viver o amor como alcançar, desejo, separação, vontade de estar junto de, saudade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu, que triste sou, não aproveitei para te conhecer bem, precisava da tua presença física para te recriar. Parecias estar tao próxima e sempre foste um mistério. Hoje, estás longe e só a tua própria vontade de permanecer junto do meu coração me permite ter-te contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gostaria de ter olhos capazes de desvendar as tuas vestes e ver-te, como se vê para sempre alguém, como se vê e nunca mais se esquece, como se vê para sempre... E no entanto não cabes em mim, és mais vasta, sabes mais, viveste mais, o meu pequeno coração não te capta, não te alcança, sinto sede e fome de ti, pois sei que se te afastares não te poderei seguir, as minhas asas não voam tão alto como as tuas, resta-me pedir-te «não me abandones», pelo menos para já, deixa-me crescer junto a ti, deixa-me crescer para que as minhas asas possam também ascender a esses voos, deixa-me conhecer-te melhor, para que, com uma nova visão, sejas minha para sempre, e nenhuma distância nos possa afastar, como a vontade de ser maior...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-740225225332452690?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/740225225332452690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=740225225332452690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/740225225332452690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/740225225332452690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/10/sonhos-de-amor.html' title='Sonhos de Amor'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3755855743318540987</id><published>2008-09-26T09:50:00.008+01:00</published><updated>2008-09-26T10:39:20.931+01:00</updated><title type='text'>Vasco Gato</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enviaram-me este poema de Vasco Gato, intitulado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-family: arial;"&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Primavera Primeira&lt;/p&gt;estremeço desde o princípio do meu rosto&lt;br /&gt;desde o momento em que sorri e me sorriram&lt;br /&gt;e é nesse lugar ínfimo que suspendo todas as palavras&lt;br /&gt;que fecho os olhos e sinto a frescura de todas as águas&lt;br /&gt;o oceano que cessa e atende o esvoaçar da primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a primavera de todos os outonos&lt;br /&gt;é aqui que em silêncio se bordam os calendários&lt;br /&gt;dias entre dias e sobre dias e as memórias que escapam&lt;br /&gt;e não mais se alcançam se não nos tornamos menores&lt;br /&gt;- no futuro não há esquecimento nem segredos&lt;br /&gt;cada coração guarda apenas o que for mais comum&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;[Vasco Gato, &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: georgia;"&gt;Um mover de mão&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, col. peninsulares/literatura/63, Assírio &amp;amp; Alvim, Lisboa, 2000, p. 42].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Este e outro poema de Vasco Gato (seus olhos choram) podem encontrar-se aqui: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://letracorrida.blogspot.com/"&gt;http://letracorrida.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A Wikipedia tem o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Gato"&gt;índice das obras&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, e &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://www.assirio.pt/autor.php?id=1374&amp;amp;i=V"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; lê-se um breve esquisso biográfico; outros poemas disponíveis na net:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-family: georgia;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://nadirzenite.blog.com/3393089/"&gt;Um dizer ainda puro&lt;/a&gt; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://nadirzenite.blog.com/1534614/"&gt;Se alguém disser&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://nadirzenite.blog.com/1657757/"&gt;Primeiros socorros&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://nadirzenite.blog.com/1718707/"&gt;Búzio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://members.netmadeira.com/jagoncalves/poesia_calendario/novembro/novembro_9-o_poder_dos_barcos.html"&gt;Um no Outro&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3755855743318540987?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3755855743318540987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3755855743318540987' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3755855743318540987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3755855743318540987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/09/vasco-gato.html' title='Vasco Gato'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2176115984393001736</id><published>2008-08-08T23:10:00.003+01:00</published><updated>2008-08-08T23:25:39.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cómico'/><title type='text'>Josué Yrion</title><content type='html'>Há gajos malucos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois há gajos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mesmo&lt;/span&gt; malucos!!! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-014750474031247474 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="Click here to block this object with Adblock Plus" class="abp-objtab-014750474031247474 visible ontop" href="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;... &lt;/span&gt;^_^ &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;......&lt;/span&gt; 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Uma chave do Paraíso: mover-se em harmonia com ele</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3103/2585330884_02f22e4a72_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3103/2585330884_02f22e4a72_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Génesis foi escrito fora do Paraíso.&lt;br /&gt;Nesse local onde o Paraíso é apenas uma estória, um desenho, um desejo, de algo que não se vive, que não se é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a história escrita pelos despojados, pelos escorraçados, pelos expulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria espantoso que uma tal estória estivesse correcta: Se eles continuam expulsos é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;precisamente &lt;/span&gt;porque não compreendem o motivo da sua expulsão. O Criador dos Mundos vive no Paraíso (ou no melhor mundo que consegue criar), o que o levaria a excluir alguém desse mundo, a não ser os incapazes de viverem nele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se desde sempre as portas estivessem abertas. Não é preciso encontrar "Deus" ou o Paraíso. Desde sempre que ele já nos encontrou a nós. Só precisamos de o saber receber, de o saber escutar, de não fugir constantemente com as tentativas de sair deste mundo, desta realidade, de tentar fazê-la melhor, e, em vez disso, aceitá-la como ela é. Quando deixarmos de tentar mudar o mundo e tentarmos meramente vÊ-lo, compreenderemos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto&lt;/span&gt; é o Paraíso, um Paraíso muito mais belo do que todos os nossos contos de fadas, retratos religiosos e outros frutos da imaginação humana souberam pintar. A ciência desvela-nos uma parte física, infinita complexidade, dimensões sem fim. A arte mostra-nos o que desde o início era uma possibilidade e aquilo que Mozart, Yes ou a Regina Spektor apenas começaram a explorar. Do mundo fazemos parte nós, com todos os nossos sonhos, a nossa Liberdade, o nosso amor, a nossa angústia e necessidade de mais. Não vemos o fim ao mundo, para onde quer que olhemos, só há perfeição absoluta. Morte e vida, sofrimento e dor e prazer e êxtase alternam-se criando uma tapeçaria imensamente complexa de sentimentos, de factos, de estruturas físicas e (no caso dos organismos inteligentes) conceptuais. Por toda a parte o jogo se repete, cheio de detalhes, infinitamente intrincado, sem qualquer falha. Como se nos quisesse transmitir uma mensagem: chegaste, estás em casa, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aqui &lt;/span&gt;é o Mundo por que esperavas e que não acaba aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque somos incapazes de ver este mundo? Porque focamos apenas a tristeza, a dor, a solidão? Porque tentamos sempre aperfeiçoar aquilo que já é muito mais do que a nossa parca concepção de perfeição, aquilo que nem compreendemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão é que, apesar de estarmos no Paraíso, não o vemos, não o sentimos, não lhe tocamos. Somo-lo e não nos apercebemos de o somos. Tocamo-lo e olhamo-lo com desprezo e com ódio. Odiamos a morte, odiamos a dor, odiamos a perda, sem nos queremos aperceber que tudo morre, tudo passa, e só por isso estamos aqui hoje, Pedro e Lídia, Rosa e João, Maria e José, etc. Cada pessoa, cada animal e planta e pedra só existe porque tudo passa, como centelha, fragmento ínfimo de um todo que não cabe na nossa imaginação. Amaldiçoamos assim a morte e, ao fazê-lo, amaldiçoamos a condição que permite a nossa própria vida. Não nos apercebemos sequer que morremos a cada instante, que a morte é tão inevitável e frequente como a passagem de um segundo. O Pedro de hoje não é Pedro de amanhã. O Pedro deste momento não existirá no próximo. A memória, os conceitos, o nosso articulado cérebro, dá-nos uma sensação de continuidade do eu. Mas a única coisa que continua realmente é a própria Vida, que não se deixa limitar pelo Pedro ou pela Marisa, que não se esgota numa experiência, mas que contém em si todas as possibilidades. Enquanto Vida somos de facto imortais. Mas, o nosso corpo desaparecerá e nada há de dor nisso para quem compreende a sua verdadeira natureza, quem não se identifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está pois uma causa para não conseguir viver no paraíso apesar de já lá estar. É como se o Paraíso fosse o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo&lt;/span&gt; e nós, maravilhados com uma parte, nos agarrássemos tanto a ela que já não conseguimos ver o todo. O Paraíso esconde-se de nós por não integrarmos essa parte no todo que lhe dá o sentido total e pleno, que a revela como Beleza Infinita. Em vez disso amamos as coisas como se elas fossem dissemelhantes do resto do Universo. Por exemplo, o que há de mais natural do que apaixonar-me pela Ana e pensar que ela é não só circunstancialmente diferente da Zebra, da Lua e do Mar, mas fundamentalmente diferente, como se tivesse uma outra natureza. E, no entanto, é apenas na aparência que a Ana diverge do Mar, ou de um caracol, ou da bosta de uma vaca, ou de uma galáxia longínqua. Aquilo que deu origem à Ana foi toda a história do Universo. Aquilo a que a Ana vai dar origem (a matéria, as consequências dos seus actos) vai provavelmente ficar presente em toda a história do Universo. A matéria de que é feita a Ana é, fundamentalmente, igual à matéria de todo o Universo. A alma de que é feita a Ana acompanha tudo, todos os corpos, todas as pessoas, está presente nos lagos e nos rios. Só a mente da Ana é única, o seu braço direito é diferente de todos os outros braços que já existiram ou vão existir, incluindo o seu braço direito daqui a um momento. Mas, fundamentalmente, ela é igual a tudo e tudo é igual a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando pensares ou disseres ou te disserem, "amo-te", podes ficar a saber que não te amam fundamentalmente. Amam aquilo que aparece, aquilo que agora é assim e amanhã é assado. Amam&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-te&lt;/span&gt; de uma certa maneira. Se passares a ser de outra maneira (e poderias, porque todas as possibilidades estão dentro de ti), poderão já não te amar. Já não serás &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu&lt;/span&gt; dirão talvez. Mudaste! "Amo-te" - eis a receita prática da ilusão, o símbolo de garantia de que quem o diz ama apenas um eu que tu só és de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma verdadeira de Amor tem apenas esta expressão "Amo (tudo)" pois só ao Amar Tudo sem excepção, sem distinção, será possível amar um ser por completo. Para Amar a Ana tenho também de Amar todo o Universo, desde a vida à morte, as fezes às estrelas, os lagos aos peixes, aos vírus. Tudo se reflecte em um e um faz parte do Tudo. Compreender intimamente, secretamente (para além do que o pensamento abarca), intuitivamente, alguém até às raízes é sentir o pulsar do Universo em tudo o que faz, o que diz, o que É. Esta é a única forma de amor livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é óbvio, quem vivesse nesta realidade (alucinado, diriam a esmagadora maioria dos seres humanos - que me receitariam com certeza um asilo para me salvarem do êxtase) só veria beleza a toda a volta. Em tudo veria os olhos do Amante, o Coração do Amante, a boca do Amante. Cada coisa seria o sexo do Amante, o beijo do Amante, o olhar mais do que em Êxtase do Amante. Teria portanto chegado ao Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se tudo aponta para que seja assim (olhemos a Astrofísica e todos os campos do saber humano, olhemos a beleza simples e óbvia de tudo o que nos rodeia, uma mensagem elevada em cada estrela, em cada aranha, na lua e nos satélites que o homem fez, e em tudo sem excepção que nos rodeia, porque não o vivemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é o que o vamos vivendo, aos bocadinhos. Não vemos o Palácio gigantesco criado para nós porque é muito grande, muito diverso, tem muitas facetas. Alguns de nós só exploram pequenas parcelas da realidade. Para uns é a força física, para outros contar anedotas, para outros são as curvas misteriosas das mulheres, para outros são os carros, para outros o dinheiro, outros já vão mais longe, gostam de contemplar todo o mundo humano e estudam psicologia e antropologia, sociologia e outras ciências humanas. Outros tentam abarcar o mundo animal, muito mais vasto e diverso do que o humano, outros especializam-se na pintura, na música, na escrita. Outros ainda nas ciências &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(hard sciences).&lt;/span&gt; Mas como é óbvio tudo isto são pequenas parcelas da realidade. Só quando uma única mente começa a captar tudo em uníssono. Só quando abarca religiões, arte, ciência, emoções, animalidade, sexualidade, etc. Só quando, esgotados os preconceitos, se predispõe a ver tudo o que está ao seu alcance, a deixar entrar a luz deste mundo, só nessa altura a Beleza de todas estas vertentes se complementa para criar um verdadeiro quadro para lá da compreensão, mas capaz de inspirar. Uma mente assim percebe que está no Paraíso, ainda pode não lhe conhecer a gigantesca maioria dos detalhes, mas sabe qual é a sua natureza fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo portanto que separa os homens e outros animais do Paraíso é verem apenas a parte. Na história desenhada no Génesis e noutros relatos religiosos a razão dada é outra! Haveria um "fruto proibido"!! E, como eles foram lá ver, uhau, ficaram cheios de vergonha e foram expulsos, não se percebe se por causa da vergonha ou da desobediência ou de ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de alargar os horizontes desta história é necessário compreender o bem que ela faz. Ela concentra-nos em certos pensamentos e estados de espírito. Ou seja, imaginemos uma pessoa que sempre viveu em função do dinheiro, de dependências emocionais, de poder, etc. Ora estas estórias levam-na a centrar-se em coisas bem mais interessantes e profundas: a "Voz de Deus" a "Obediência ao Amor", etc, etc. Apesar de toda esta capacidade de escuta que é desenvolvida ser também muitas vezes desviadas para jogos de poder que transformam as igrejas em verdadeiros clubes hierárquicos onde a coesão social é de longe mais importante que o desabrochar desta capacidade de "sintonização" individual, o que é certo é que muitas pessoas precisam destas pistas, destas muletas, para crescerem "para dentro", para despertarem o seu "ouvido interior".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é óbvio estes textos bíblicos estão longe de trazer a felicidade ou a vivência do Paraíso. Isso é tão óbvio que normalmente se remete essa experiência para depois da morte (sofre agora que depois terás a sua recompensa). O sofrimento não só é visto como algo normal mas até desejável. Ninguém acha estranho que, apesar de fazer tudo por tudo, nem os padres, nem profetas, nem papas, vivam no Paraíso, mas muito longe dele e preguem precisamente o que não devia existir: vergonha, culpa, pudícia, etc. O mundo de Êxtase que o Paraíso descreve não é, segundo estes profetas, para ser vivido, apenas para ser sonhado, desejado e esperado numa outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que tudo isto é necessário. Porque se fôssemos falar de prazer e êxtase a alguém que só se pensa em embebedar, seja nas bebidas, no sexo, no amor, etc. Ou seja, que procure &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fugas&lt;/span&gt; e não encontros. que veja a vida e todos os prazeres que ela proporciona como oportunidades para fugir de si próprio, da realidade, para se alienar... bem, então é óbvio que teremos de lhe impôr um stop, um obstáculo: tu desejas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto,&lt;/span&gt; mas isto é o teu fim, é isto que te retira do paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"isto"&lt;/span&gt; pode ser sexo, bebidas, futebol, dinheiro, poder, enfim, tudo o que nos afasta de nós próprios. Todas as ilusões. Nesse sentido a religião é porreira e desempenha um papel fundamental no crescimento interior, porque permite estancar a energia voltada para vícios (fugas), para nos centrar na voz interior que tínhamos vindo a desrespeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do Genesis é portanto, não tanto um mapa assinalando o local do Paraíso, e muito menos a sua porta. Mas é uma parte do caminho. Infelizmente contém a história toda trocada. A serpente nunca existiu, nem nunca houve nenhum Deus a dizer "daquela árvore não comerás". Nenhuma árvore é proibida. Aliás, essa é uma das marcas do Paraíso: tudo serve para o nosso crescimento, tudo serve para o nosso bem, não há nada enganador. E porque haveria de um Deus infinitamente bom criar ilusões? Não! tudo é real, mais precisamente, tudo o que podemos tocar e sentir é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parte&lt;/span&gt; da realidade, que continua, por mais dimensões e escalas do que as que podemos conceber. A realidade é simplesmente demasiado vasta para ser contida na imaginação de qualquer ser. Ela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contem, inclui&lt;/span&gt; tudo aquilo que vemos, sentimos, vivemos, pensamos, imaginamos. E tudo aquilo que vivemos é apenas uma ínfima parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o nosso medo de pecar, de olhar para árvores indevidas, ou sexos de mulheres comprometidas ou demasiado livres, esse medo, que nos permite, numa primeira fase, concentrar nessa "voz interior", no mundo interior que na religião católica se chama de "espírito santo" mas que tem sempre lugar com outros nomes noutras religiões. Mais tarde, essa culpa, essa vergonha, é um impedimento para ver mais e melhor. É como se tivéssemos sempre a vista toldada. Olhamos para uma mulher, o seu sexo, o seu desejo, o seu pudor, a sua vontade, a sua gula, e dividimos. Uns queremos, outros tememos, outros detestamos. A partir desta perspectiva dividida, de um mundo em parte bom e em parte mau, tentamos transformar tudo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;melhorar&lt;/span&gt; tudo, manipular para ficar perfeito. Não só os outros, mas também as coisas e nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a mudança faz parte da vida. Faço a barba porque faz sentido fazê-la. Mas sei que seria igualmente bom não a fazer. Simplesmente, para o pedro fonseca, hoje, faz mais sentido fazê-la. É como uma música, há certas notas que ficam bem a seguir a outras, e há certas melodias que fazem mais sentido em certos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver no Paraíso terá também este requisito: para reconhecermos o Palácio em que já vivemos sem o saber, temos de nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mover em harmonia com ele&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Esta é outra chave do Paraíso, não só a integração como a aceitação que leva à acção. Este mover em harmonia, a um nível profundo sem esforço (a um nível mais superficial poderá representar todos os papéis) é apenas ser a nota certa no momento corrente. É como se, estando a ouvir uma música que nos diz muito, saibamos sempre a próxima nota, e possamos cantarolá-la e antecipá-la mesmo sendo a primeira vez que a ouvimos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faz sentido&lt;/span&gt; e isso é viver sem fugir ao Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em vez de ouvirmos o mundo e respondermos com a nota que achamos melhor, o tapamos, cheios de vergonha, e não queremos ver o sexo da solteira ou da casada, temos medo de enfrentar os demónios, de ir à profundeza dos infernos, ou simplesmente de viver a alegria do sexo que ri de alegria de ter encontrado alguém que lhe "encha as medidas", quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tapamos&lt;/span&gt; o mundo ou fugimos dele, então somos incapazes de o ouvir, e por isso somos também incapazes de lhe dar resposta. Cantamos, mas uma música dissonante com a que nos rodeia. É como se estivéssemos dentro de um paraíso de loiça frágil de cristal e trouxéssemos uma marreta para nos proteger dos bisontes. Não ouvimos nada, não compreendemos nada, dançamos na contra corrente... Se o Paraíso não fosse feito de matéria indestrutível e se, a um nível fundamental não fizéssemos tanto parte dele que nenhuma das nossas acções está no fundo contra ele, talvez o destruíssemos com tantos actos cegos. Mas na realidade o Paraíso continua a 100%, sempre a 100%, sempre, sempre. Mesmo durante a ditadura de Hitler, nos campos de concentração nazi, ou hoje nos campos de refugiados de Gaza, ou antes, nas fogueiras portuguesas e espanholas da inquisição, ou durante as chacinas da Revolução Francesa, ou nos incendios que matam biliões de seres vivos em apenas alguns minutos, ou numa qualquer catástrofe capaz de transformar o planeta numa bola de fogo. Em tudo isto o Paraíso continua, imperturbável, acima de tudo porque não identificado com nada. Contemplando tudo como outra possibilidade sua, mais uma divisão da casa, ligada a todos os seus antecedentes e consequentes, com o seu valor próprio, mais um passo para a evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que foi depois da 2ª Grande Guerra que ganhou mais impulso a ONU, que se assistiu a um período de paz e cooperação internacional sem par, que foi condenada a eugenia (até então em voga tanto nos EUA como na Inglaterra), que o colonialismo deu verdadeiramente os seus últimos suspiros. Quem olha para o Hitler como um monstro não compreende as origens e causas profundas da guerra, causas essas que estão no colonialismo, nas condições impostas à Alemanha após a 1ª grande guerra, e, de forma mais geral, na arrogância dos povos e no desprezo que sentem por quem não pertence à sua equipa. Na guerra, o lado dos Aliados era o "menos mau", mas fomos também nós que recusámos a entrada dos judeus nos nossos países vindos da Alemanha, antes dos programas de extermínio. Foi a Inglaterra, por exemplo, que impediu a entrada de judeus no que se viria a tornar Israel: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não havia alternativa para estas pessoas&lt;/span&gt; senão voltas às nações onde eram perseguidas (maioritariamente a Alemanha e Rússia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, tudo acontece por um motivo. Muitas vezes nascem bebés que morrem logo após um periodo prolongado de sofrimento. É triste se pensarmos nos seus corpos, na sua dor, não é triste se compreendermos que a vida que permitiu o sofrimento subsiste além deles, e é também, pelas mesmas razões (a ligação a um corpo e a um objectivo) origem de satisfações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver uns sem os outros. Desde há milhões de anos que as ninhadas de gatos são maiores do que é possível alimentar. Morrem à fome, ao frio, à sede. É o equilíbrio natural da natureza. O facto de hoje podermos controlar a nossa própria população permite-nos evitar aos nossos bebés, o sofrimento enfrentado por quase todas as espécies, que procriam mais do que o seu meio permite. Mesmo assim só agora, e em algumas comunidades, começámos a fazê-lo eficazmente. Durante os próximos séculos a população humana continuará a ter tendência para aumentar agravando os problemas de poluição, escassez energética e de alimentos, etc. Quem se poderá queixar então da guerra, que palavras monstruosas chamaremos àqueles que, como Hitler, exterminaram e torturaram inocentes? E no entanto, nós também seremos responsáveis. Estamos ligados nessa cadeia causal. O facto de não o vermos com a nossa mente meramente humana não faz com que essa ligação seja menos real. Eles são os monstros que executarão, nós fomos os monstros que montaram o palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na realidade não há monstros, há apenas pessoas perdidas num mundo sem fim, uns mais perdidos que outros, uns que reconhecem mais que estão perdidos do que outros, uns mais capazes de olhar de frente o mistério diante deles do que outros (a realidade não pode deixar de ser mistério para nós - algo que não compreendemos mas sabemos estar lá - devido às limitações do nosso cérebro, e que, em alguma medida, poderão ser estendidas  a qualquer sistema computacional - devido ao teorema de Gödel entre outros aspectos). Dentro dessa perdição que é viver o mundo a descoberto (como mistério) ou tapado (com a ajuda de teorias / alucinações), cada um faz o melhor que pode. Ou caindo no desespero ou agarrando-se a qualquer coisa que lhe pareça de valor no meio de toda esta confusão (por exemplo a fama ou simplesmente a aceitação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto Hitler como Estaline como o padeiro da esquina, a mulher a dias, o executivo, Gandi, Osho, etc, viveram, como pessoas, esta limitação. E não foram mais do que isso, pessoas, limitadas, a tentar encontrar o seu caminho num mundo necessariamente impossível de compreender na sua totalidade por um organismo como o homo sapiens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espantoso é o número de pessoas que acredita que sabe realmente em que mundo vive, o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é&lt;/span&gt; esta madeira que o rodeia, o plástico, o sorriso, o ambiente, a sensação. Espantoso é que haja tanta gente mergulhada no Mistério sem falar sobre ele, tentando não pensar sobre ele, como se a vida se reduzisse a um conjunto de horários e obrigações, como se fôssemos meros autómatos correndo atrás de objectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não sei o que somos, para que vivemos, o que podemos esperar, de onde viemos, para onde vamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei apenas, porque o sinto, porque me é evidente, que vivo num mundo bem para além do Paraíso, de tão belo que é. Sei também que durante muito tempo tive vergonha de, havendo tanto sofrimento (ilusório no sentido em que é fruto da ilusão) viver eu tanto prazer e em êxtase maravilhado com o tudo e o nada. Mas hoje compreendi que esse medo de viver o Paraíso, ou melhor, essa vergonha, essa sensação de culpa, é precisamente o que me afasta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À que saborear, sem medos, esse Prazer. O Prazer não é mau, é fonte de Amor, de Inspiração, alimenta a Liberdade, dá-nos Luz. Se queremos verdadeiramente habitar (conscientemente) o Paraíso que nos foi oferecido, é preciso dispormo-nos a viver essa Liberdade, essa Alegria, esse Amor. Ele está LÁ, para todos os que o quiserem e souberem receber...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1583497491180313912?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1583497491180313912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1583497491180313912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1583497491180313912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1583497491180313912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/08/prazer-uma-chave-do-paraso-mover-se-em.html' title='Prazer... Uma chave do Paraíso: mover-se em harmonia com ele'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4564837258424768731</id><published>2008-08-04T05:29:00.000+01:00</published><updated>2008-08-05T16:57:22.271+01:00</updated><title type='text'>...ahhhhh!!...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mundo pode fazer muito mais por nós do que nós podemos fazer por ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;É  certo que cada gesto de cada ser vivo poderá ter repercussões até ao fim dos  tempos, que serão por vezes amplificadas à medida que o tempo passa. Por exemplo,  a humanidade inteira não existiria se um único coito não tivesse ocorrido há  milhões de anos atrás. E não foi apenas esse coito, foram precisos biliões de  coitos, exactamente iguais, até ao mais ínfimo detalhe para estarmos hoje aqui  os dois: tu e eu. &lt;p&gt;No entanto, apesar da enormidade das consequências dos nossos mais pequenos  actos (a maior parte dos nossos gestos, mesmo os mais pequenos, terão uma  infinidade de consequências até ao fim da história do nosso planeta ou mesmo  para além disso (caso haja seres vivos que emigrem daqui para outros sistemas  solares, por exemplo), o mundo é tão incompreensivelmente enorme, gigantesco  para além dos nossos mais extravagantes sonhos, que tudo o que possamos fazer é  menos do que uma gota de água num gigantesco oceano. Se bem que os nossos gestos  tenham consequências, essas consequências diluem-se no tempo há medida que vão  sendo misturadas com biliões de biliões de outros factos e eventos. Por isso,  certamente que um único coito no passado longínquo modaria a face de cada ser  humano (e talvez da maior parte dos seres vivos) no planeta. Se andássemos  suficientemente para trás no tempo, uma pequena diferença num único coito, faria  com que não existisse um único ser vivo dos que agora existem. Nem eu nem tu,  nem ninguém que conheçamos ou de que ouvimos falar, nenhuma das personagens da  história. Tudo seria diferente devido a apenas um único ai ou ui diferente há  biliões de anos atrás. No entanto provavelmente a história do planeta seria  muito semelhante. Haveria certamente mamíferos, peixes, aves, tudo estaria  coberto de vida, desde as plantas, aos aracnídeos, a festa da vida seria a mesma.  Eventualmente apareceria vida inteligente, alguns milhões de anos antes ou  depois, o que interessa? Talvez a linhagem fosse diferente, talvez fossem  vegetarianos a alcançar a inteligência, ou predadores sanguinários. A história  do planeta seria diferente nos detalhes mas não na aventura, não no prazer, não  na infinita variedade, não nas suas linhas centrais de abertura à consciência.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É neste sentido que qualquer um de nós tem pouco ou nada a oferecer ao mundo.  Existem sistemas planetários a perder de vista, certamente um número de  civilizações inteligentes maior do que o número de seres humanos que alguma vez  habitaram o planeta. Se tivéssemos nascido numa nébula, na companhia de muitas  estrelas e sistemas planetários, certamente que teríamos contacto regular com  outras civilizações extra-planetárias. Mas nascemos num sol algo isolado e é  pouco provável que seja fácil para nós manter um contacto frequente com essas  civilizações. Estamos demasiado longe. É claro, há medida que as nossas ondas  hertzianas se forem espalhando para o espaço (como no livro&lt;em&gt; Contacto,&lt;/em&gt;  de Carl Sagan) estaremos a emitir como uma espécie de farol que grita: «há vida  inteligente aqui!», mas é questionável que na balbúrida do universo, com tanta  incontável vida, haja alguém realmente interessado em nos conhecer. Fazendo uma  analogia, é como se tivéssemos nascido numa ponta qualquer do oceano onde  houvesse pouca vida, e muitos de nós pensássemos até que éramos os únicos seres  nesse oceano que podíamos ver como gigantesco. Mesmo que as nossas actividades  fossem gerando cheiros e sabores que indiciassem a nossa presença a outros seres,  porque se haveriam eles de interessar por nós? Teriam as suas próprias  actividades, aventuras, comunidades, sistemas de pensamento e objectivos onde  nós, provavelmente, encaixaríamos mal ou pelo menos de forma imprevisível. Só os  seres mais curiosos os famintos estariam talvez dispostos a mudar as suas  rotinas para nos encontrar e se darem ao trabalho de nos confrontarem e  compreenderem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apesar da nossa solidão, é certo que vivemos num mundo gigantesco, para lá da  compreensão ou da imaginação humana. Talvez um dia possamos aproximarmo-nos mais  de o compreender, quando a cibernética aumentar ainda mais as capacidades da  mente humana. Em todo o caso para já parece inconcebível que algum ser consiga  abarcar o que existe. Por exemplo, só em termos de música, em apenas algumas  centenas de anos o homem assistiu a criações tão diversas como as de Gerswhin,  Wagner, Vivaldi, Mozart, Black Eyed Peas, os Beatles, Bob Dylan, Strauss, Holst,  Vangelis, Elis Regina, Paul Simon, Ney Matogrosso, Trovante, Amália, Regina  Spektor, U2, Céline Dion, Gabriel o Pensador, Vitorino, Louis Armstrong, Bob  Marley, The Doors, Steve Reich, etc. A própria lista de músicos é gigantesca. Se  víssemos apenas a &lt;em&gt;lista&lt;/em&gt; de músicos de que há memória, certamente seriam  precisos muitos volumes para conter apenas os seus nomes. Mas seriam precisas  muitas vidas humanas para conhecer apenas uma música de cada um dos autores. E  nem se sabe o que seria preciso para que alguém conseguisse imaginar a vida ou  estado de espírito de cada um deles a partir das suas músicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há ainda o caso da literatura, da pintura, da ciência e da filosofia e, se  fosse possível ver a história do mundo como a de um filme, poderíamos ainda  dar-nos ao luxo de ver cada uma das pessoas em cada um dos seus momentos.  Acompanhar também os canários e piriquitos nas suas aventuras, entrar nos seus  mundos interiores e saborear, compreender, os seus objectivos e medos, sensações  e sentimentos, prazeres e emoções.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por aqui é fácil de compreender que seriam precisos milhões de anos para um  ser humano, ao seu ritmo actual de aprendizagem, para se pôr a par do que tem  acontecido pelo universo. É claro que só orgnismos ciebernéticos com prazos de  vida de vários milhares de anos ou mais, e com ritmos de aprendizagem e graus de  compreensão muito superiores, poderiam sequer ambicionar a compreender uma parte  substancial do que nos rodeia. Ao homem isso aparece como um sonho tão  impossível e longínquo, que só pode ser apresentado à generalidade dos homens  actuais como uma bizarria da imaginação. Mas para seres mais inteligentes (que  estarão com toda a probabilidade no futuro deste planeta, e de quem nós podemos  até ser também progenitores) poderá ser um objectivo prático a atingir. Por  exemplo, se o homem não se destruir entretanto (em nome de Deus, da paz e do  amor, etc) é bem possível que dê origem a organismos cibernéticos cada vez com  maior tempo de vida e maior capacidade intelectual. Quando se chegar à fronteira  dos milhares de anos, quando a nossa memória puder abarcar milhões petabites de  informação, quando formos tão flexíveis que sejamos capazes de compreender a  beleza divina tanto de Mozart como dos Black Eyed Peas, então estaremos  preparados para começar a empreender essa maravilhosa fronteira que é a de ler o  mundo que nos rodeia, a realidade que está à nossa volta, com menos fronteiras,  com menos limites.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para esses seres o mundo será algo maravilhoso, cheio de diversidade, muito  mais complexo do que o que podemos imaginar. Para muitos seres humanos actuais e  outros animais, o mundo é algo chato e cinzento e sempre igual. Não conhecem as  aventuras emocionais de Göthe e Herman Hesse, não mergulharam nos dilemas  existenciais de Patrick Süskind, não viveram a força de Thomas Mann, ou a  libertinagem de Henry Miller, a sensibilidade de Anaïs Nin ou a sensibilidade de  Jane Austen, e ainda menos talvez a aguda atenção do gato da vizinha, vivência  lúcida mas silenciosa e mais intransponível que a de Anaïs Nin. Ou a da vontade  de agradar do cãozinho do outro vizinho, ou a alegria do pardal esvoaçante, o  agudo prazer da andorinha malabarista, o sorriso levantado ao sol da flor, o  estado da pedra, crescendo e movendo-se a um ritmo extraordinariamente mais  lento do que nós, à escala geológica. Tudo isso e infinitamente mais nos vai  passando ao lado, e então acreditamos numa vida cinzenta e triste, onde os dias  passam sempre iguais. Mas é o nosso cérebro que está bloqueado à beleza que  existe, à diversidade que não cabe num lugar pequeno, num pensamento triste.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neste mundo absolutamente bombástico de luzes e cores e sabores e sentidos e  histórias, acontecimentos, percursos, sensações, emoções... Neste mundo imenso  parece que nos perdemos. Qual é afinal a nossa escala, a nossa &lt;em&gt;importância,&lt;/em&gt;  o nosso peso, o nosso papel? Aquele certamente que soubermos e quisermos ter.  Mas certamente um infinitamente pequeno e insignificante. Mesmo o maior  imperador do maior planeta não afecta praticamente nada do que existe. Olhando  para as galáxias que se estendem a perder de vista, esse encimado ditador, cujo  reinado se poderia estender por milhares ou mesmo milhões de anos, nunca seria  conhecido, os seus gestos nunca seriam sentidos por praticamente 100% do que  existe. Não seria exactamente 100% mas apenas 99,99999999...%.O que é certo é  que tudo continuaria. Não apenas noutros mundos mas mesmos junto de si. Os  fotões e protões e neutrões continuariam, impassíveis aos seus sonhos de glória,  a movimentar-se segundo exactamente as mesmas leis, a gravidade, as forças  moleculares ou mesmo da psicologia continuariam a ser as mesmas. O passado seria  o mesmo, o futuro continuaria a ter o seu quê de imprevisível. A sua ditadura  restringir-se-ia sempre a uma íinfima parcela do real: àqueles sistemas que  estivessem feitos de maneira a obedecerem à sua vontade: fossem psicológicos,  eléctricos, mecânicos, têxteis, biológicos, etc. A causa desse poder, no entanto,  seria uma possibilidade desde sempre presente no próprio universo e, por isso,  para lá do seu próprio poder. Ou seja, a origem do poder deste possível  hiper-ditador não está no seu poder, escapa-lhe, transcende-o. Não lhe pertence,  não a pode alterar. Antes lhe pertence e nasce e morre com ela. Por outras  palavras, é filho do universo como tudo o resto. E só faz o que lhe é  possibilitado por ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mesmo o maior ditador é assim um mero filho do mundo, uma mera consequência  de actos que vieram antes dele, e tudo o que fizer está limitado pelo que o  universo permite. Possibilidades essas inscritas desde a origem. Nem o passado  nem o futuro nem tão pouco o presente lhe pertecem. E, tal como a ele, também  não a nós. Somos frutos do Universo, partes incessantemente mutáveis. Nascendo e  morrendo da sopa cósmica que nos deu origem, nos mantém e nos vai engolir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Temos pouco a dar, dada a nossa finitude, mas tudo a receber, dada a  imensidão e complexidade e perfeição de tudo o que nos rodeia. Abramos portanto  os olhos e os ouvidos, treinemos a mente, libertemos o espírito, deixemos viver  o animal consciente e desperto que existe dentro de nós. Armados de tudo,  intuição, sensações, mente, espírito, liberdade, vamos então à procura do mundo,  vamos deixar que ele nos ensine, que nos desperte, que nos inspire, deixemos que  nos guie e nos dê aquilo que nos quiser dar e que possamos receber. Tenhamos  confiança na Existência que nos deu lugar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4564837258424768731?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4564837258424768731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4564837258424768731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4564837258424768731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4564837258424768731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/08/ahhhhh.html' title='...ahhhhh!!...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4376462565464344567</id><published>2008-07-26T11:51:00.004+01:00</published><updated>2008-07-26T12:57:25.806+01:00</updated><title type='text'>Individualidade e inveja... morrer?, para quê??</title><content type='html'>Como seria um olhar sem inveja, como veria os outros, desde os que consideramos "santos" aos "egoístas", etc?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Life After Life, &lt;/span&gt;Raymond Moody entrevista uma série de pessoas que afirmam ter tido experiências após a morte. Nessas entrevistas todas as pessoas descrevem um encontro com um ser que as compreende sem as julgar. Quando encontram esse ser ele pergunta-lhes o que aprenderam nessa vida e toda a vida passa diante delas como se o tempo adquirisse mais dimensões e pudesse ser visto todo ao mesmo tempo e andar para a frente ou para trás (como fazemos com uma paisagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatos destas pessoas são tudo menos bem estabelecidos científicamente. Se pudemos duvidar da veracidade da teoria M (teoria das cordas), do porquê de por vezes o alcatrão da estrada reflectir o céu, dos modelos de funcionamento do cérebro, dos modelos de previsão do clima, das fases da vida das estrelas, do modo como as galáxias apareceram, do funcionamento das patas dos lagartos, da personalidade real do filósofo Sócrates, do porquê dos sonhos, da necessidade de dormir, ou, até, de sabermos com certeza se o futuro será como o passado e se o sol irá nascer amanhã, pois certamente este tipo de relatos, impossíveis de testar de forma objectiva e sistemática, será ainda mais falível, mais objecto de incertezas. Poderá ser uma simples fraude, uma experiência provocada pela falta de oxigenação do cérebro, ou simplesmente uma bela história com uma finalidade teológica qualquer ao serviço de um qualquer grupo ou religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acredito&lt;/span&gt; nela, não é uma crença justificada por outras crenças, mas apenas pela própria experiência &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em si.&lt;/span&gt; Ou seja, tal como acredito na beleza do mar, apenas porque a sinto, não sabendo porém se aquilo que sinto tem algum valor ou realidade para lá da própria sensação, também em relação a esta presença, que não julga, que tudo compreende, que é luz pura, também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acredito&lt;/span&gt; porque a sinto, apesar de não saber se a essa sensação corresponde algo fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for não precisamos de acreditar na realidade de um tal ser, basta-nos a sua concepção ideal para compreender que uma visão sem inveja seria uma visão incapaz de julgar, ou melhor, uma visão onde a compreensão do outro, da sua viagem, dos seus motivos, é tão profunda, que todo o julgamento desaparece, sendo convertido em visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a falta de compreensão gera um hiato entre a minha visão e a visão do outro. Então posso considerá-lo um deus ou um diabo, ou outra coisa qualquer. Ou seja, para complementar essa falta de visão, de compreensão, terei de estabelecer outra ponte qualquer. Essa ponte é o juízo, dizer: "fez bem" ou "fez mal" colmata séculos de investigação que seriam necessários para saber porque é que a Joaquina matou o José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando compreendemos verdadeiramente porque alguém fez isto ou aquilo, estamos mais próximos (se bem que ainda muito distantes) do psicólogo do que do juíz. Para o psicólogo não fará grande sentido condenar alguém. Qualquer criança chora por uma razão, qualquer pessoa faz o que faz por uma razão. Algo teve de acontecer, a nível físico, psicológico, cultural, etc, que justifica a acção daquela pessoa. Quanto mais não seja, a sua própria liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus (a tal luz dos relatos) seria nesta perspectiva também o psicólogo perfeito. Teria não apenas uma compreensão do outro, mas uma compreensão total, de cada momento, de cada parte, da articulação, da decisão, do peso que a liberdade teve em tudo isso, etc. Mas um psicólogo perfeito vê com total clarividência, tudo o que faz em seguida é no sentido do futuro. Para ele não faz qualquer sentido condenar a não ser como estratégia para o futuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o homem, enquanto homem, não poderá nunca ter uma perspectiva completa sobre uma pedra (que inclui a sua estrutura molecular e quântica, etc, a sua história, a sua relação com cada outra parte do Universo que a influencia e influenciou, etc, já sem falar das possibilidades futuras), uma árvore, uma nuvem, um rio. Portanto não terá também qualquer possibilidade de vir a compreender na totalidade outro ser humano (ou restantes animais). Se bem que a psicologia de um ser humano (ou de outro animal) seja infinitamente mais simples comparada com a estrutura molecular de uma pedra, mesmo assim é demasiadamente complexa para ser apreendida inteiramente. Seja como for, é pouco crível para mim que compreender alguém se reduza a compreender a sua psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado este estado de desconhecimento inultrapassável como pode o homem estar perante os seus pares e o mundo. Bem, a ignorância em si mesmo pode dar origem a muitos sentimentos: medo, mistério ou inveja, por exemplo. O medo leva ao afastamento, o mistério à contemplação, a inveja leva à condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando olhamos para o mundo com olhos de ver vemos algo muito para além do Paraíso. Cigarras e formigas, joaninhas e escaravelhos, ratos e serpentes, leões e corças, aranhas e mosquitos, pardais e andorinhas, todos gozam o momento... O prazer de todos, em uníssono, é um som difícil de suportar, uma felicidade atroz que nos parte os limites de ser, que nos rebenta numa gargalhada, que nos parte os princípios e os fins, que nos acorda para um outro mundo: o mundo REAL.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa beleza, toda essa alegria, é incompatível com a nossa vida miserável, com as nossas preocupações com o dinheiro, com o trabalho, com o que os outros ganham ou pensam de nós, ou porque têm uma vida mais fácil, com o sofrimento dos animais e do mundo. Por isso temos de fazer uma escolha: ou escolhemos a alegria ou escolhemos o eu. O eu exige paredes, medos, divisórias; para haver um eu tem de haver um tu, um medo, uma possibilidade de queda, um afastamento. A Alegria do mundo, do planeta, de cada bicho unida à de todos os outros é demasiado Feliz, demasiado Orgástica, para nos deixar manter nos nossos frágeis limites do Eu. Ou a ouvimos e nos partimos, ou nos mantemos unos na nossa concha, na nossa solidão, e então temos de reinventar tudo, de redefinir tudo. É aí que aparece uma visão alternativa da vida e das coisas, onde o sofrimento é fundamental. Agarramo-nos, não ao biliões de biliões de animais que vivem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;joyeusement&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,  &lt;/span&gt;alegria profunda e dedicada, mas àqueles momentos de sofrimento por vezes associados ao fim da vida ou à impossibilidade de chegar ao objecto do desejo. Então pega-se num animal que está quase a morrer ou vive preso e arrasta-se o seu sofrimento, prolonga-se o seu sofrimento, enfatiza-se, publicita-se... Contempla-se... e, nessa contemplação, descobrimo-nos como santos por o fazer permanecer vivo assim por vencermos assim a "infelicidade" do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa visão do mundo nós somos os grandes heróis num mundo marcado pela dor, pela perda, pela derrota. Somos os maiores, tentando "salvar o mundo". Na verdade, porém, nós estamos é a tentar salvar o nosso eu do abraço murmurante de prazer do mundo, para que ele não acabe connosco num orgasmo sem princípio nem fim. Porque, mesmo enquanto morre, o animal está vivo. E estará vivo, presente, no momento, e quando deixar de estar presente ficará apenas o seu corpo. Mas tudo o que observamos é vida, e depois cadáveres vazios dela. Em nenhum momento a vida cede à morte. Em nenhum momento se "morre" verdadeiramente, como algumas pessoas parecem crer, a não ser que com isso digam que a vida deixou de se manifestar. Tudo o que se possa dizer para lá disso (ou seja, que a alma permanece ou não permanece) é pura especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentando assim um mundo onde a morte é uma coisa má, onde o sofrimento é preponderante, conseguimos manter uma certa individualidade. Mas o nosso pior inimigo é o prazer dos outros. Quando vemos as andorinhas a voar, naquele êxtase de se dissolver no vento, pensamos "ah! mas não pensam, e logo virá a morte e os caçadores". Quando vemos um belo animal pensamos "ah! mas já estão em extinção" ou "os homens vão matá-los" ou "não são tão bons como nós" ou "mas há muitos que não apreciam esta beleza" ou "poderia dar uma bela pele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, substituímos a visão extasiante da beleza por outros pensamentos mais negros que nos permitam manter a ficção de que este é um mundo menos que "Beyond Paradise", que é feio, que é dor, que é injusto, que é cheio de perigos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mantemos a nossa identidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que isso é quando a visão da beleza é tão forte que não nos dá lugar para fugir dela. É o caso do sexo entre dois amantes: vamos escondê-lo, proibí-lo, condená-lo! É o caso da vida das andorinhas e dos pardais e dos golfinhos e de tantos outros... vamos denegri-los, vamos usá-los, vamos matá-los! É o caso do próprio Universo que na sua visível infinitude, perfeição e complexidade nos faz esquecer de nós: vamos ignorá-lo - as estrelas não têm nada a ver com o preço do gasóleo, é com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isso&lt;/span&gt; que nos devemos preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas estas estratégias o homem conseguiu sobreviver como indivíduo. reCriou-se a si próprio. Ganhou um lugar privilegiado no universo como "Filho de Deus", veículo para o Nirvana, dono do mundo, empresário, investigador, etc. Nesse papel irá evoluir certamente muito, pelos milénios fora e dará origem a outras formas de vida, como organismos cibernéticos, cujo tempo de vida e capacidades cognitivas lhes abrirão mais as fronteiras da percepção e cognição, permitindo-lhes talvez escapar mais um pouco a esta cegueira. Daqui a milhões de anos, quem sabe a que daremos lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem dúvida que o nosso individualismo cumpre um papel, uma função, certamente que não seríamos os mesmos caso a beleza extasiante e tão plena do mundo nos fosse visível. Certamente, não seríamos humanos, mas outra coisa qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.naturephoto-cz.com/photos/sevcik/tree-sparrow--vrabec-polni-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.naturephoto-cz.com/photos/sevcik/tree-sparrow--vrabec-polni-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4376462565464344567?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4376462565464344567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4376462565464344567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4376462565464344567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4376462565464344567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/individualidade-e-inveja-morrer-para-qu.html' title='Individualidade e inveja... morrer?, para quê??'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5537442838432406865</id><published>2008-07-24T12:50:00.003+01:00</published><updated>2008-09-02T20:27:17.311+01:00</updated><title type='text'>Quem critica o egocentrismo, fá-lo por inveja?</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.redarmyfc.com/images/wallpaper/1024x768redarmyfc_com_Sun113837C_Ronaldo03.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Costumamos dizer que o egoísmo traz infelicidade, mas de facto traz-nos mais infelicidade a nós, sobretudo quando vemos o pessoal com quem não nos identificamos, que não joga o nosso jogo, a divertir-se. Para o pessoal intelectual o futebol é uma perda de tempo, e o Ronaldo, o Figo, o Mourinho e outros que tais, são apenas palhaços num circo nacional destinado a entreter as pessoas e a distraí-las do que é importante (política, espiritualidade, problemas sociais, amor, etc).&lt;br /&gt;Esquecem-se que se sentem mais felizes quanto mais infelizes esses tais se mostram. A infelicidade da derrota do egoísta é a coisa que nos dá mais prazer. Nessa altura entramos como santos: «estás a ver? Isso do futebol não te traz nada de bom, é so frustrações em cima de frustrações e mesmo quando ganhas, é sempre um risco, podes perder no ano a seguir.»&lt;br /&gt;Somos os salvadores, os benfeitores. Mal mesmo é quando eles se dão bem e cada vez entram mais no vício. Da mesma forma com o tabaco. Como detestamos os vícios dos outros, sobretudo quando lhes dão muito prazer!! Eles a divertirem-se com aquilo! Ahhh! Que nojo. O melhor mesmo é quando têm tosse e cancro etc. Nessa altura é como se o céu nos ouvisse e finalmente nos desse razão: «Estás a ver, há quanto tempo te dizia que isso era mau para ti?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez somos os anjos salvadores, como aqueles inquisidores de outras eras, também eles fantasiados de Santos que nos vinham salvar do sexo e das orgias e dos pensamentos inconsequentes e alheios à vontade do Senhor.&lt;br /&gt;Que bons que eles eram, e que maus que nós, pecadores, éramos. Hoje em dia nada mudou. Já não se critica os judeus, não vão para a fogueira, e os fornicadores até passam despercebidos. Mas o discurso crítico continua o mesmo de uma facção da sociedade para as outras. Os intelectuais criticam o futebol, os pais criticam as drogas, todos criticam os políticos (incluindo eles próprios) e, em tudo isso, o que mais nos apavora são os incríveis prazeres que o egocentrismo proporciona.&lt;br /&gt;Não aguentamos que alguém se divirta mais do que nós. Só se for da nossa equipa, só se nos identificarmos com aquela camisola. E, aí sim,  ai que bom é o engenheiro Sócrates, ai que bom era ser como o Huxley e tomar LSD à vontade, ai que bom ser como a Madona e poder consumir crack, ai que bom ser rico e poder andar com jaguares, ai que bom é o Figo e o Ronaldo que nos levaram à Taça! Ai que bom - quando participo, quando sou uno com os que ganham...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SL2TQ9VsaFI/AAAAAAAAHmA/k-5kG0dQTZs/s400/Se+o+olhar+matasse+-+inveja.png" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241507460881868882" /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me deixem ver o prazer dos outros, escondam-no entre os lençóis, tapem-no entre esquinas escuras e vielas escondidas, proibem-no, queimem-no, não falem dele, façam-no tabu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu não quero saber de como os fanáticos da religião se sentem plenos de amor, como os fotógrafos da natureza ganham a vida a viajar, como os que nascem ricos nunca tiveram de trabalhar, de como os ursos vivem de papo para o ar, e os pandas passam a vida a dormir e os golfinhos a festejar: tapem-me as cobertas do mundo. Deixem-me dormir de mansinho, calminho, no meu quartinho de janela pequena e virado apenas para o que eu gosto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não aguento, não, não aguento, os rugidos de prazer dos outros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;especialmente os que não jogam os meus jogos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos condenar o egoísmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;têm de ser todos bons,&lt;br /&gt;como eu!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^_^&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5537442838432406865?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5537442838432406865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5537442838432406865' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5537442838432406865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5537442838432406865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/quem-critica-o-egocentrismo-f-lo-por.html' title='Quem critica o egocentrismo, fá-lo por inveja?'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/SL2TQ9VsaFI/AAAAAAAAHmA/k-5kG0dQTZs/s72-c/Se+o+olhar+matasse+-+inveja.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4431531491988214614</id><published>2008-07-23T13:27:00.014+01:00</published><updated>2008-07-23T15:18:16.780+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beyond paradise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bem e bal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viajante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='condenação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Para além do bem e do mal -- Infinita Imensidão -- Beyond Paradise</title><content type='html'>Que outra forma há de viver que não seja procurando o que desejamos e criando distância do que tememos? Um mundo visto assim, por uns olhos de um tal ser vivo, é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viagem&lt;/span&gt; e está dividido ao meio: a parte boa, de que nos queremos aproximar, e a parte má, de que queremos fugir a todo o custo, mais essa zona difusa de permeio, às vezes gigantesca, do que não metemos claramente nem num saco nem no outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhamos para o Cosmos, no entanto, temos dificuldade em manter essa perspectiva. É como se, o Infinito em que se espalham biliões de Galáxias e mundos sem fim, diluísse os nossos "problemas", as nossas ambições, a nada... Nessa infinita imensidão, onde tantos incontáveis biliões de biliões de seres procuram a seu tempo as suas "preciosidades", somos apenas mais um. Um pequeno habitante de uma imensa floresta, onde tudo, mas absolutamente tudo, tem o seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se, de repente, a mosca verificasse que o a aranha tinha o seu papel. Que se não fossem as aranhas e outros predadores e doenças, os insectos cresceriam exponencialmente até arrasarem com todos os recursos. Tudo se alimenta de tudo, e é precisamente o facto de os excessos de uns alimentarem os excessos de outros, contrabalançando-os, que faz com que a floresta se mantenha, ao longo dos milénios, de forma harmoniosa. Cada predador desempenha o seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, é como se o homem compreendesse subitamente que as doenças, a falta de comida, as pestes, as guerras, os ditadores, etc, fazem parte do equilíbrio do mundo. São a forma de manterem em equilíbrio a ambição desmesurada do próprio homem, que procura sempre mais e mais, até se converter numa das piores pragas que o planeta já conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De rei do mundo e Filho de Deus, a praga infestante, a distância é pequena ou quase nula, melhor dizendo, uma é causa da outra.  É precisamente por pensarmos que temos direito a tudo, que podemos explorar sem limites todos os recursos do planeta, que podemos tratar os animais como objectos e as coisas como instrumentos do nosso bem estar, por pensar que somos sagrados num mundo profano, é essa Ilusão de Grandeza, essa Cegueira, que faz de nós pragas. Cegueira certamente partilhada com as moscas que também não estariam dispostas a conterem-se em nome do bem estar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É irónico que, em nome do bem, de Deus, do Sagrado, se combatam as doenças e a fome, os predadores e a morte, quando, vistos a outra escala, essas mesmas coisas são tão Sagradas como tudo o resto, são tão boas como tudo o resto, trazem equilíbrio, são o produto do nosso próprio desequilíbrio, do nosso desrespeito para com tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outra maneira, se os insectos se tivessem dado conta de que tudo à sua volta merecia viver tanto como eles, que tudo era Belo, infinitamente belo, teriam certamente evitado a destruição da floresta, porque se compreenderiam como parte dela e não acima dela. Por esse motivo, ter-se-iam contido no que comiam, nos números em que se reproduziam, etc. Sem excesso de insectos nunca teriam surgido pragas de aracnídeos capazes de os comer. O excesso de uns provocou o aparecimento dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista Cósmico, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tudo&lt;/span&gt; faz sentido. Não há uma única coisa que tenha aparecido sem razão para isso, sem uma história que a sustente. Tudo se integra coerentemente numa história comum onde cada coisa acontece devido a tudo o resto ter também acontecido e cada coisa é também uma (ínfima) razão para tudo o resto acontecer. Nesta concepção do Cosmos, cada parte é o resultado e um contributo para o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem iluminado pela luz do Cosmos é como uma mosca que subitamente compreende, grosso modo, que as coisas que lhe fazem medo, também têm uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beleza&lt;/span&gt; intrínseca, um papel, um valor. Ela não deixa de ter medo, não deixa de ter dor (se é que as moscas sofrem ou pensam), não deixa de fugir dos seus inimigos, de procurar comida e de combater quem lhe faz frente, não deixa de ter dias bons e dias maus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, no meio de todas essas viagens, há algo que a distingue das outras moscas. Ela olha para a aranha e, em todos aqueles oito olhos, naquelas patas longínquas, naquela sede de apanhar e comer, a mosca vê uma beleza, uma irmandade, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;frame&lt;/span&gt; comum, entre ela e a aranha e a árvore e a estrela, a e planta devoradora de insectos e a papoila e o girassol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso que têm de comum, a mosca encontra a imagem mais bela de si, que é também a imagem de tudo, a imagem de um Cosmos perfeito, infinitamente complexo, imagem - porta de Entrada, para a Beleza Infinita que lhe subjaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Homem se tivesse visto como parte de um Universo todo ele sagrado, do maior grupo de galáxias à mais pequena partícula, teria procurado compreendê-lo em vez de o instrumentalizar, teria vivido a Beleza em vez de lutar contra monstros, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;exteriormente viveria&lt;/span&gt; mais ou menos da mesma maneira, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;em Viagem, mas interiormente teria chegado ao Paraíso&lt;/span&gt; em vez do Inferno que criou, com os seus medos, para si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num Universo onde tudo é sagrado, não pode haver bem e mal, estamos para lá do Infinito, num local bem para lá do Paraíso - vou chamar-lhe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beyond Paradise&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4431531491988214614?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4431531491988214614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4431531491988214614' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4431531491988214614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4431531491988214614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/para-alm-do-bem-e-do-mal-beleza.html' title='Para além do bem e do mal -- Infinita Imensidão -- Beyond Paradise'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6329199121519856011</id><published>2008-07-21T20:17:00.004+01:00</published><updated>2008-07-21T20:37:40.395+01:00</updated><title type='text'>a oração do Eu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/de/Michelangelo_Caravaggio_065.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/de/Michelangelo_Caravaggio_065.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ser bom&lt;br /&gt;eu quero ser puro&lt;br /&gt;eu quero o melhor para ti&lt;br /&gt;eu quero anular-me&lt;br /&gt;eu quero ser melhor&lt;br /&gt;eu quero agradar-te&lt;br /&gt;eu quero fazer bem&lt;br /&gt;eu quero ajudar&lt;br /&gt;eu quero obedecer&lt;br /&gt;eu quero desaparecer em ti&lt;br /&gt;eu quero ser melhor&lt;br /&gt;eu quero superar-me&lt;br /&gt;eu tenho tantas faltas&lt;br /&gt;eu sou tão infeliz&lt;br /&gt;eu pequei tanto&lt;br /&gt;eu irei pagar&lt;br /&gt;eu vou sofrer&lt;br /&gt;eu vou transcender&lt;br /&gt;eu vou para lá da dor e do prazer&lt;br /&gt;eu quero ser teu&lt;br /&gt;eu quero ser belo&lt;br /&gt;eu quero ser forte&lt;br /&gt;eu quero vencer&lt;br /&gt;eu quero ser aceite&lt;br /&gt;eu quero desaparecer&lt;br /&gt;eu quero morrer por ti&lt;br /&gt;eu quero merecer-te&lt;br /&gt;eu quero viver enfim&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;..........&lt;/span&gt;um único dia de paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu quero&lt;br /&gt;eu quero&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;e se não houvesse eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-family:georgia;" &gt;nada teria a perder &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;senão a Gargalhada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ENORME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;do Mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;abrindo-se de Flor em Flor!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bjwinslow.com/Images/corpses/mutilated%20corpse%2012%20with%20plastic%20blood.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.bjwinslow.com/Images/corpses/mutilated%20corpse%2012%20with%20plastic%20blood.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6329199121519856011?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6329199121519856011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6329199121519856011' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6329199121519856011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6329199121519856011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/orao-do-eu.html' title='a oração do Eu'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6759548481976715826</id><published>2008-07-18T12:57:00.006+01:00</published><updated>2008-07-18T13:19:33.274+01:00</updated><title type='text'>Conto quase erótico</title><content type='html'>Tu eras tão presa, tinhas tantos medos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas lentamente fui-te ajudando a perceber que não fazia mal, juntos penetrámos nos teus segredos, os teus piores medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ensinaram-te que eras feia, a teres vergonha: disseram-te isto em ti é proibido, não o podes mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a mim podes-me mostrar. Não te direi "desavergonhada" ou "porca". Pelo contrário, admirarei aquilo que outros desprezaram ou meramente cobiçaram como coisa a usar e deitar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direi que és Linda, e, lentamente, recuperarás a confiança perdida na tua própria beleza, no teu próprio corpo. Porque com dois é mais fácil de enfrentar os demónios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confia em mim também os teus segredos, os teus secretos impulsos, que, igualmente, paralelamente, te levaram a desprezar e a esconder. Da mesma forma não te direi que és "porca" ou impura por desejares o que se convencionou ser proibido. Direi que é natural, porque me amas, e que amar o sexo do amado e desejá-lo é tão só a expressão de um grande amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te baterei nem te condenarei, antes aceitarei os teus anseios e desejos e dir-te-ei que os tenho também. Como dois confidentes começaremos a aceitar intimamente tudo aquilo que nos foi negado pela sociedade ter de forma natural. Seremos dois viajantes, caminhantes, à procura de uma infância primordial esquecida onde tudo é afinal belo, onde não existe pecado senão a própria rejeição da verdade que somos e vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitando tudo em ti, reconhecer-te-ei, bela, esplêndida, magnífica. E, se fizeres o mesmo comigo, oh!, que valor darás então às minhas palavras, tal como eu às tuas. Encimar-nos-emos aos dois em cima da mais alta montanha onde seremos expoentes máximos de beleza, nessa cama alquímica onde nos despimos de roupas e reganhamos a nossa honra da forma menos púdica possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deixar-me-ás despir-te cada vez mais, para lá das roupas, vou mexer-te nas tensões do corpo. Deixa-me abraçá-las, agarrá-las, tocá-las, para que se dissipem, para que se tornem férteis, não de dor e embaraço, mas de ternura e de prazer e abertura a tudo, à criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei como um saca-rolhas, sacando um a um esses medos que te afogam e te prendem, vou ensinar-te a ver o corpo de outra maneira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serás um instrumento de prazer, por instantes, veremos tudo o que a sociedade nos disse de pernas para o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora quem és? Cada vez mais livre, menos medos te afogam, sabes tudo sobre ti, nada te enoja. Estás solta, aberta ao tempo, aberta ao mar e à vida. Livre para abraçar tudo e para com tudo lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que fizeste de mim: um herói, um navegante feliz, um Êxtasiado contigo e com o tudo de que fazes parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos dois ou um só? Perderam-se as fronteiras, perderam-se os braços e as pernas. Fica apenas o beijo, o gesto, a carícia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele... em que dois se transformam num&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a olhar o Cosmos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertos e pontiagudos simultaneamente,&lt;br /&gt;entrando em tudo, abertos a tudo,&lt;br /&gt;abençoando tudo,&lt;br /&gt;em Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6759548481976715826?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6759548481976715826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6759548481976715826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6759548481976715826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6759548481976715826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/conto-semi-ertico.html' title='Conto quase erótico'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4211756706131299875</id><published>2008-07-18T11:07:00.012+01:00</published><updated>2008-07-18T12:04:42.313+01:00</updated><title type='text'>A liberdade não tem forma</title><content type='html'>(este texto é mau, mas a liberdade que está por trás de tudo não tem fim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sentimos que temos dentro de nós algo extremamente belo... algo que podemos querer dar, preservar, ostentar, usar como arma, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes olhamos o mundo como se fosse um espelho de Deus. Mais vulgarmente ainda, olhamos o nosso corpo, a nossa vida, como se fosse um espelho de nós. Se temos sucesso somos bons, o nosso fulgor interior, essa beleza intangível, mostrou as suas fagulhas na prática. Fomos reconhecidos pelo que realmente somos! Esse reconhecimento atrai, como um magnete. Talvez porque vemos nessa imagem, nesse reconhecimento, nesse gesto que tem o seu quê de perfeito, uma verdade importante e profunda, como se algo vindo do além, e que sabemos ser verdade (a nossa própria beleza interior) se concretizasse agora nesta realidade - a Beleza mostrou-se finalmente: afinal somos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; bons escritores, fotógrafos, bons pais de família, bons amantes, bons negociantes, ricos, famosos, inteligentes, espertos, divinos... Que verdade saborosa e eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou &lt;/span&gt;assim, de facto!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então olhamos para essa figura no espelho e queremos para sempre ser assim, como ela. Porque achamos que ela nos expressa, a nossa realidade bela e interior. Agarramo-nos a ela, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;identificamo-nos &lt;/span&gt;com ela. A partir daí queremos crer que somos aquilo e esforçamo-nos para os nossos filhos gostarem sempre de nós daquela maneira (eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou&lt;/span&gt; um bom pai), para escrevermos textos belos e profundos (eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou&lt;/span&gt; um bom escritor), para continuarmos a ter sucesso nos negócios daquela maneira (eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou &lt;/span&gt;inteligente). Fomos reconhecidos por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto,&lt;/span&gt; agora vemo-nos como isso. Confundimo-nos com a nossa imagem no espelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecemo-nos, no entanto, que um espelho é só um espelho. Um espelho não tem órgãos, nem coração. Numa sociedade ou mente corrupta o santo que existe em nós é violado, vilipendiado ou desprezado, numa sociedade ou mente adormecida é simplesmente ignorado ou esquecido. Os espelhos estão muitas vezes sujos, são pequenos, deformam. Mas, mesmo quando são perfeitos, revelam apenas uma pequena parcela de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa beleza interior,  que, acho, todos sem excepção sentimos lá no fundo, como ponto primordial de toda a nossa inspiração, como alimento da nossa vida, não pode ser retractada nem condensada por nenhum dos nossos gestos. Toda a nossa vida, quer tenhamos sucesso ou insucesso, diz, na melhor das hipóteses, apenas parte do que somos, e, na pior, é como um autocolante que nos esconde o interior. Esse belo interior, esse Paraíso escondido, no máximo, poderá ser adivinhado, por quem nos ama. Mas esses não precisam de sinais exteriores de riqueza interior. Adivinham-na, nem tanto pelo olhar, é qualquer coisa que está para lá do gesto e que também existe nas conchas e em todos os mares... Por isso se chamam amantes aos amantes, para lá do concreto vêem o Paraíso escondido, semi-revelado, nas dobras perfeitas dos seus amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... esquecemo-nos tantas vezes que um gesto é apenas o reflexo de um casamento entre tudo o resto e algo infinitamente Belo e muito íntimo e indizível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a origem da Liberdade...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4211756706131299875?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4211756706131299875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4211756706131299875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4211756706131299875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4211756706131299875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/07/liberdade-no-tem-forma.html' title='A liberdade não tem forma'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8299584819925451574</id><published>2008-06-21T11:00:00.003+01:00</published><updated>2008-07-20T03:52:32.191+01:00</updated><title type='text'>Life after life, again</title><content type='html'>Os estudos de Raymond Moody (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Life after life&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida depois da vida&lt;/span&gt;) vão sendo replicados, apesar de que a morte continua a ser um tabu e poucas pessoas, na comunidade médica ou civil, estão verdadeiramente interessadas em revelar os seus mistérios. Mas é possível que, enquanto não explorarmos a morte, não compreenderemos a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/7463606.stm" target="_blank"&gt;http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk&lt;wbr&gt;_news/wales/7463606.stm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8299584819925451574?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8299584819925451574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8299584819925451574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8299584819925451574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8299584819925451574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/life-after-life-again.html' title='Life after life, again'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1787080760954647522</id><published>2008-06-18T16:34:00.003+01:00</published><updated>2008-06-18T16:39:10.150+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ignorância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência como prenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Nos interstícios da Existência</title><content type='html'>Que o mundo tem uma lógica é fácil de perceber.&lt;br /&gt;Qual é essa lógica? Isso nunca alguém até hoje foi capaz de o dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez descobrimos mais, cada vez mais se adensa o mistério.&lt;br /&gt;É preciso humildade e coragem e um sentido de aventura,&lt;br /&gt;para perscrutar os interstícios da Existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1787080760954647522?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1787080760954647522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1787080760954647522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1787080760954647522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1787080760954647522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/nos-interstcios-da-existncia.html' title='Nos interstícios da Existência'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5588409779267042229</id><published>2008-06-08T22:03:00.006+01:00</published><updated>2008-06-10T06:42:38.143+01:00</updated><title type='text'>Hubble em alta definição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.spacetelescope.org/images/screen/heic0604d.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.spacetelescope.org/images/screen/heic0604d.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.spacetelescope.org/videos/html/heic0714g.html"&gt;Este é o mundo em que vivemos&lt;/a&gt; apesar de muito poucos de nós nos apercebermos que ele existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"O que é o homem perante o infinito? ... Como poderia a parte conhecer o todo?"&lt;br /&gt;(Blaise Pascal, &lt;a href="http://ateus.net/ebooks/geral/pascal_homem_natureza.pdf"&gt;O Homem perante a natureza&lt;/a&gt;, mais citações &lt;a href="http://www.meaningsoflife.com/Homem-Universo.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desafiando o assombro de Pascal, o homem tem de facto tentado conhecer o infinito. Talvez continuemos infinitamente longe de o conseguir na totalidade, isso ninguém o poderá comprovar ao certo; certo é que a imagem de um Universo povoado por estrelas, galáxias, planetas e quasares, nos inspira, nos inunda de uma paz, de uma gratidão por termos nascido num Cosmos assim tão belo, nos convida a transcender os nossos limites e os nossos medos; o mundo que a ciência desvela é um mundo cheio de sentido, cheio de esplendor, cheio de mistério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A página europeia do Hubble, além das muitas imagens, wallpapers, etc, apresenta agora mais de uma dezena de videos e pequenos filmes em alta definição (e também em definições normais). Vale a pena ver, só faltam as legendas!! Muitos dos videos não têm som, mas são muito belos, por exemplo &lt;a href="http://www.spacetelescope.org/videos/html/heic0715d.html"&gt;este&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista dos pequenos filmes pode encontrar-se &lt;a href="http://www.spacetelescope.org/videos/hubblecast.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a partir do 6º episódio já se encontram filmes em alta definição, escolhi a versão HD 1080p (screen). No entanto esta versão é bastante exigente, ou se tem um bom PC ou então uma placa gráfica com aceleração de alta definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso tenho um pc fraquinho, e uso uma Ati Radeon 2400pro para acelerar o vídeo, tenho de renomear o ficheiro da extensão mp4 para avi e uso a última versão do Media Palyer Classic - HomeCinema para vizualizar os ficheiros com recurso a descodificação por hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vídeos são fantásticos. Já agora, promovendo a divulgação de material livre de copyright, aqui está um filme de animação também disponível em alta definição e criado inteiramente através de software gratuíto: &lt;a href="http://www.bigbuckbunny.org/index.php/download/"&gt;Big Buck Bunny&lt;/a&gt; (para crianças, não tem diálogo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5588409779267042229?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5588409779267042229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5588409779267042229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5588409779267042229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5588409779267042229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/hubble-em-alta-definio.html' title='Hubble em alta definição'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6327220893075267734</id><published>2008-06-05T12:07:00.010+01:00</published><updated>2008-06-06T05:52:19.845+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autenticidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dissolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mendigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='razão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='holderlin'/><title type='text'>Gostas mais do doce ou salgado?</title><content type='html'>gostas mais do doce ou salgado? Preferirias ser Rei ou Mendigo, Deus ou Amante sedento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedrich Holderlin no seu livro, Hyperion, afirma que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"O HOMEM  É UM DEUS QUANDO SONHA E UM MENDIGO QUANDO RACIOCINA."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É um pouco como quando conhecemos alguém tão profundamente que nesse mundo, da intimidade sem palavras, parece que não há distinção entre eu e o outro, mas apenas continuidade. Somos o mesmo em dois corpos, somos um. Mas quando pensamos, quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reflectimos &lt;/span&gt;sobre ele, vem novamente a distinção, fomos como que expulsos do Paraíso, agora há o tu e o eu, agora somos dois onde antes havia apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo um não há necessidade de linguagem ou aprendizagem, esta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cumplicidade,&lt;/span&gt; interioridade, não exige qualquer conhecimento, apenas uma alma que não seja pequena e fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que nos contentamos com isso? Não será essa cumplicidade apenas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prelúdio,&lt;/span&gt; um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;convite,&lt;/span&gt; a uma fusão ainda maior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro / poema o Holderlin queixa-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh meu Belarmin, nestas alturas permaneço frequentemente. Mas um momento de reflexão atira-me para baixo. Ai, o homem é um Deus quando sonha, mas um pedinte quando pensa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não será precisamente isso que sentimos mesmo com aqueles que amamos profundamente? Num momento somos um, mas no outro já estamos afastados novamente. Afastados por quezílias, desejos mal entendidos ou mal pronunciados, enfim, é a incomprensão, a cegueira que nos afasta. Do mesmo modo, olhamos para as estrelas à noite e sentimo-nos num mundo infinito e perfeito, mas quantos de nós se lembram delas durante o dia, e se sabem e sentem, vogando nesta frágil esfera, rodando pelo meio do espaço cósmico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que o Amante, olhando a sua Amada, a compreenda profundamente. Mas isso não chega para a conhecer. É como se nos contentássemos tanto por receber o convite que nos esquecemos de ir à Festa!! Conhecer a Amada é também conhecer a sua história, as suas predisposições, os seus medos, as suas virtudes, as suas derrotas. É um trabalho infinito, e nessa aplicação de tempo e energia, vamos construindo pontes que vão tornando essa Unidade inicial em algo mais profundo, mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verdadeiro,&lt;/span&gt; mais Pleno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ser mendigo é necessário, é complementar de ser "Deus" (neste sentido de se sentir Uno e Pleno). É no jogo, na dialéctica, entre ser Mendigo e ser Deus, entre Saber tudo e ignorar-se tudo, entre tudo ter e tudo procurar, entre usar o para-lá-do-espírito e a mente, que vamos viajando neste mistério Cósmico à procura de tudo, incluindo a de desvendar a nossa própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: os mendigos, esses pensadores eternamente arredados dos objectos que reflectem cada vez melhor, vão à lua, desvendam a composição de estrelas e planetas, mergulham em buracos negros, contemplam galáxias, os mistérios do clima, as civilizações passadas, a história do planeta, viajam nos Oceanos e conhecem biliões de espécies, seres e histórias... o seu olhar abarca biliões de anos, a sua viagem é infinita e infinitamente bela: esse é o milagre do homo sapiens - usou a mente como asas que lhe permitiram contemplar muito mais do que a sua própria vida, não tem asas mas voa muito mais alto do que os outros seres vivos. Ao contrário de outros animais, não tem de ter a visão centrada em si próprio, o seu olhar pode abarcar muito mais. É claro que isso ainda é muito pouco e talvez daqui a biliões de anos nós pareçamos também limitados como os macacos nos parecem hoje a nós. Mas tanto nós como esses seres superiores, seremos eternos mendigos, porque teremos sede e fome desse Encontro com tudo, e estaremos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a caminho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por outro lado, há ainda um outro lado de nós, de Deuses, que por sua vez, já têm tudo, são Plenos, não precisam de nada e todo o mundo está para eles aberto, no seu Mistério, de par em par. Estão em todo o lado, são tudo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois lados não se devem opor, eles são como o lado esquerdo e direito da mesma face. Estar a caminho e chegar, na verdade, são dois momentos da mesma dança, do mesmo Êxtase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desapego leva ao Encontro do que está para lá da forma, e vice-versa; quem vê a partir do limitado verá um pedinte, afastado de tudo, quem vê a partir do infinito verá Deus, celebrando tudo; reconhecer ambas as faces como caminhos uma para e na outra é parte do despertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6327220893075267734?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6327220893075267734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6327220893075267734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6327220893075267734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6327220893075267734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/gostas-mais-do-doce-ou-salgado.html' title='Gostas mais do doce ou salgado?'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8063755092785992764</id><published>2008-06-04T18:20:00.001+01:00</published><updated>2008-06-06T05:28:11.635+01:00</updated><title type='text'>Dinheiro, meu rico dinheirinho...</title><content type='html'>É curioso como o animal supostamente mais inteligente do planeta (é ele próprio que o considera) passa a maior parte do seu tempo a pensar em dinheiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8063755092785992764?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8063755092785992764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8063755092785992764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8063755092785992764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8063755092785992764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/dinheiro-meu-rico-dinheirinho.html' title='Dinheiro, meu rico dinheirinho...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3065542379314750676</id><published>2008-06-03T06:56:00.007+01:00</published><updated>2008-06-03T09:12:47.982+01:00</updated><title type='text'>Um outro olhar sobre a religião, por Bertrand Russell</title><content type='html'>A religiosidade, ou seja, a conexão íntima e invisível ao Real, não é o que está em causa neste texto, mas sim o dogma, a superstição, a (falsa) autoridade, a ignorância, o medo, que criaram e alimentaram, ao longo dos milénios, aquilo que hoje conhecemos por religião (como organização social e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não &lt;/span&gt;a "religiosidade" da busca individual pelo sentido da própria vida). É verdade: Cristo não era cristão nem Buda era budista!! Tentemos nós também evitar todas as defesas e olhar para tudo com olhos de ver, sem pré-concepções ou ensinamentos de outros... Assumir a ignorância é o primeiro passo para estar receptivo. Estamos "condenados" a ser mestres de nós próprios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acrescentaria mais uma vantagem da religião: tal como a paixão cega também a religião conduz à sua própria superação, ou seja, a maior vantagem da religião é conduzir à desilusão... mas isto, em ambos os casos, só para aqueles que as viverem intensamente e integralmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Has Religion Made Useful Contributions to Civilization?&lt;br /&gt;by Bertrand Russell&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"My own view on religion is that of Lucretius. I regard it as a disease born of fear and as a source of untold misery to the human race. I cannot, however, deny that it has made some contributions to civilization. It helped in early days to fix the calendar, and it caused Egyptian priests to chronicle eclipses with such care that in time they became able to predict them. These two services I am prepared to acknowledge, but I do not know of any others.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The word religion is used nowadays in a very loose sense. Some people, under the influence of extreme Protestantism, employ the word to denote any serious personal convictions as to morals or the nature of the universe. This use of the word is quite unhistorical. Religion is primarily a social phenomenon. Churches may owe their origin to teachers with strong individual convictions, but these teachers have seldom had much influence upon the churches that they have founded, whereas churches have had enormous influence upon the communities in which they flourished. To take the case that is of most interest to members of Western civilization: the teaching of Christ, as it appears in the Gospels, has had extraordinarily little to do with the ethics of Christians. The most important thing about Christianity, from a social and historical point of view, is not Christ but the church, and if we are to judge of Christianity as a social force we must not go to the Gospels for our material. Christ taught that you should give your goods to the poor, that you should not fight, that you should not go to church, and that you should not punish adultery. Neither Catholics nor Protestants have shown any strong desire to follow His teaching in any of these respects. Some of the Franciscans, it is true, attempted to teach the doctrine of apostolic poverty, but the Pope condemned them, and their doctrine was declared heretical. Or, again, consider such a text as "Judge not, that ye be not judged," and ask yourself what influence such a text has had upon the Inquisition and the Ku Klux Klan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What is true of Christianity is equally true of Buddhism. The Buddha was amiable and enlightened; on his deathbed he laughed at his disciples for supposing that he was immortal. But the Buddhist priesthood -- as it exists, for example, in Tibet -- has been obscurantist, tyrannous, and cruel in the highest degree.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is nothing accidental about this difference between a church and its founder. As soon as absolute truth is supposed to be contained in the sayings of a certain man, there is a body of experts to interpret his sayings, and these experts infallibly acquire power, since they hold the key to truth. Like any other privileged caste, they use their power for their own advantage. They are, however, in one respect worse than any other privileged caste, since it is their business to expound an unchanging truth, revealed once for all in utter perfection, so that they become necessarily opponents of all intellectual and moral progress. The church opposed Galileo and Darwin; in our own day it opposes Freud. In the days of its greatest power it went further in its opposition to the intellectual life. Pope Gregory the Great wrote to a certain bishop a letter beginning: "A report has reached us which we cannot mention without a blush, that thou expoundest grammar to certain friends." The bishop was compelled by pontifical authority to desist from this wicked labor, and Latinity did not recover until the Renaissance. It is not only intellectually but also morally that religion is pernicious. I mean by this that it teaches ethical codes which are not conducive to human happiness. When, a few years ago, a plebiscite was taken in Germany as to whether the deposed royal houses should still be allowed to enjoy their private property, the churches in Germany officially stated that it would be contrary to the teaching of Christianity to deprive them of it. The churches, as everyone knows, opposed the abolition of slavery as long as they dared, and with a few well-advertised exceptions they oppose at the present day every movement toward economic justice. The Pope has officially condemned Socialism.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christianity and Sex&lt;br /&gt;The worst feature of the Christian religion, however, is its attitude toward sex -- an attitude so morbid and so unnatural that it can be understood only when taken in relation to the sickness of the civilized world at the time the Roman Empire was decaying. We sometimes hear talk to the effect that Christianity improved the status of women. This is one of the grossest perversions of history that it is possible to make. Women cannot enjoy a tolerable position in society where it is considered of the utmost importance that they should not infringe a very rigid moral code. Monks have always regarded Woman primarily as the temptress; they have thought of her mainly as the inspirer of impure lusts. The teaching of the church has been, and still is, that virginity is best, but that for those who find this impossible marriage is permissible. "It is better to marry than to burn," as St. Paul puts it. By making marriage indissoluble, and by stamping out all knowledge of the ars amandi, the church did what it could to secure that the only form of sex which it permitted should involve very little pleasure and a great deal of pain. The opposition to birth control has, in fact, the same motive: if a woman has a child a year until she dies worn out, it is not to be supposed that she will derive much pleasure from her married life; therefore birth control must be discouraged.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The conception of Sin which is bound up with Christian ethics is one that does an extraordinary amount of harm, since it affords people an outlet for their sadism which they believe to be legitimate, and even noble. Take, for example, the question of the prevention of syphilis. It is known that, by precautions taken in advance, the danger of contracting this disease can be made negligible. Christians, however, object to the dissemination of knowledge of this fact, since they hold it good that sinners should be punished. They hold this so good that they are even willing that punishment should extend to the wives and children of sinners. There are in the world at the present moment many thousands of children suffering from congenital syphilis who would never have been born but for the desire of Christians to see sinners punished. I cannot understand how doctrines leading us to this fiendish cruelty can be considered to have any good effects upon morals.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is not only in regard to sexual behaviour but also in regard to knowledge on sex subjects that the attitude of Christians is dangerous to human welfare. Every person who has taken the trouble to study the question in an unbiased spirit knows that the artificial ignorance on sex subjects which orthodox Christians attempt to enforce upon the young is extremely dangerous to mental and physical health, and causes in those who pick up their knowledge by the way of "improper" talk, as most children do, an attitude that sex is in itself indecent and ridiculous. I do not think there can be any defense for the view that knowledge is ever undesirable. I should not put barriers in the way of the acquisition of knowledge by anybody at any age. But in the particular case of sex knowledge there are much weightier arguments in its favor than in the case of most other knowledge. A person is much less likely to act wisely when he is ignorant than when he is instructed, and it is ridiculous to give young people a sense of sin because they have a natural curiosity about an important matter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Every boy is interested in trains. Suppose we told him that an interest in trains is wicked; suppose we kept his eyes bandaged whenever he was in a train or on a railway station; suppose we never allowed the word "train" to be mentioned in his presence and preserved an impenetrable mystery as to the means by which he is transported from one place to another. The result would not be that he would cease to be interested in trains; on the contrary, he would become more interested than ever but would have a morbid sense of sin, because this interest had been represented to him as improper. Every boy of active intelligence could by this means be rendered in a greater or less degree neurasthenic. This is precisely what is done in the matter of sex; but, as sex is more interesting than trains, the results are worse. Almost every adult in a Christian community is more or less diseased nervously as a result of the taboo on sex knowledge when he or she was young. And the sense of sin which is thus artificially implanted is one of the causes of cruelty, timidity, and stupidity in later life. There is no rational ground of any sort or kind in keeping a child ignorant of anything that he may wish to know, whether on sex or on any other matter. And we shall never get a sane population until this fact is recognized in early education, which is impossible so long as the churches are able to control educational politics.&lt;br /&gt;Leaving these comparatively detailed objections on one side, it is clear that the fundamental doctrines of Christianity demand a great deal of ethical perversion before they can be accepted. The world, we are told, was created by a God who is both good and omnipotent. Before He created the world He foresaw all the pain and misery that it would contain; He is therefore responsible for all of it. It is useless to argue that the pain in the world is due to sin. In the first place, this is not true; it is not sin that causes rivers to overflow their banks or volcanoes to erupt. But even if it were true, it would make no difference. If I were going to beget a child knowing that the child was going to be a homicidal maniac, I should be responsible for his crimes. If God knew in advance the sins of which man would be guilty, He was clearly responsible for all the consequences of those sins when He decided to create man. The usual Christian argument is that the suffering in the world is a purification for sin and is therefore a good thing. This argument is, of course, only a rationalization of sadism; but in any case it is a very poor argument. I would invite any Christian to accompany me to the children's ward of a hospital, to watch the suffering that is there being endured, and then to persist in the assertion that those children are so morally abandoned as to deserve what they are suffering. In order to bring himself to say this, a man must destroy in himself all feelings of mercy and compassion. He must, in short, make himself as cruel as the God in whom he believes. No man who believes that all is for the best in this suffering world can keep his ethical values unimpaired, since he is always having to find excuses for pain and misery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;To this day conventional Christians think an adulterer more wicked than a politician who takes bribes, although the latter probably does a thousand times as much harm. The medieval conception of virtue, as one sees in their pictures, was of something wishy-washy, feeble, and sentimental. The most virtuous man was the man who retired from the world; the only men of action who were regarded as saints were those who wasted the lives and substance of their subjects in fighting the Turks, like St. Louis. The church would never regard a man as a saint because he reformed the finances, or the criminal law, or the judiciary. Such mere contributions to human welfare would be regarded as of no importance. I do not believe there is a single saint in the whole calendar whose saintship is due to work of public utility.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sources of Intolerance&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;The intolerance that spread over the world with the advent of Christianity is one of the most curious features, due, I think, to the Jewish belief in righteousness and in the exclusive reality of the Jewish God. Why the Jews should have had these peculiarities I do not know. They seem to have developed during the captivity as a reaction against the attempt to absorb the Jews into alien populations. However that may be, the Jews, and more especially the prophets, invented emphasis upon personal righteousness and the idea that it is wicked to tolerate any religion except one. These two ideas have had an extraordinarily disastrous effect upon Occidental history. The church made much of the persecution of Christians by the Roman State before the time of Constantine. This persecution, however, was slight and intermittent and wholly political. At all times, from the age of Constantine to the end of the seventeenth century, Christians were far more fiercely persecuted by other Christians than they ever were by the Roman emperors. Before the rise of Christianity this persecuting attitude was unknown to the ancient world except among the Jews. If you read, for example, Herodotus, you find a bland and tolerant account of the habits of the foreign nations he visited. Sometimes, it is true, a peculiarly barbarous custom may shock him, but in general he is hospitable to foreign gods and foreign customs. He is not anxious to prove that people who call Zeus by some other name will suffer eternal punishment and ought to be put to death in order that their punishment may begin as soon as possible. This attitude has been reserved for Christians. It is true that the modern Christian is less robust, but that is not thanks to Christianity; it is thanks to the generations of freethinkers, who from the Renaissance to the present day, have made Christians ashamed of many of their traditional beliefs. It is amusing to hear the modern Christian telling you how mild and rationalistic Christianity really is and ignoring the fact that all its mildness and rationalism is due to the teaching of men who in their own day were persecuted by all orthodox Christians. Nobody nowadays believes that the world was created in 4004 BC; but not so very long ago skepticism on this point was thought an abominable crime. My great-great-grandfather, after observing the depth of the lava on the slopes of Etna, came to the conclusion that the world must be older than the orthodox supposed and published this opinion in a book. For this offense he was cut by the county and ostracized from society. Had he been a man in humbler circumstances, his punishment would doubtless have been more severe. It is no credit to the orthodox that they do not now believe all the absurdities that were believed 150 years ago. The gradual emasculation of the Christian doctrine has been effected in spite of the most vigorous resistance, and solely as the result of the onslaughts of freethinkers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;The church's conception of righteousness is socially undesirable in various ways -- first and foremost in its depriciation of intelligence and science. This defect is inherited from the Gospels. Christ tells us to become as little children, but little children cannot understand the differential calculus, or the principles of currency, or the modern methods of combating disease. To acquire such knowledge is no part of our duty, according to the church. The church no longer contends that knowledge is in itself sinful, though it did so in its palmy days; but the acquisition of knowledge, even though not sinful, is dangerous, since it may lead to a pride of intellect, and hence to a questioning of the Christian dogma. Take, for example, two men, one of whom has stamped out yellow fever throughout some large region in the tropics but has in the course of his labors had occasional relations with women to whom he was not married; while the other has been lazy and shiftless, begetting a child a year until his wife died of exhaustion and taking so little care of his children that half of them died from preventable causes, but never indulging in illicit sexual intercourse. Every good Christian must maintain that the second of these men is more virtuous than the first. Such an attitude is, of course, superstitious and totally contrary to reason. Yet something of this absurdity is inevitable so long as avoidance of sin is thought more important than positive merit, and so long as the importance of knowledge as a help to a useful life is not recognized.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Religion prevents our children from having a rational education; religion prevents us from removing the fundamental causes of war; religion prevents us from teaching the ethic of scientific co-operation in place of the old fierce doctrines of sin and punishment. It is possible that mankind is on the threshold of a golden age; but, if so, it will be necessary first to slay the dragon that guards the door, and this dragon is religion."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto completo está &lt;a href="http://www.pedro-fonseca.com/sources/BetrandRussell_HasReligionMadeUsefulContributionstoCivilization.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3065542379314750676?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3065542379314750676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3065542379314750676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3065542379314750676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3065542379314750676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/um-outro-olhar-sobre-religio-por.html' title='Um outro olhar sobre a religião, por Bertrand Russell'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1578240240586872743</id><published>2008-06-02T12:55:00.005+01:00</published><updated>2008-06-06T05:33:05.315+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência como prenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Os três passos da religião e o quarto passo da prenda</title><content type='html'>As religiões ajudam o homem a encontrar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentido&lt;/span&gt; do mundo. Não o quê mas o porquê, não o facto mas o valor, a importância, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;significado&lt;/span&gt;. Tudo isto é invisível e o caminho para lá chegar divide-se em três partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Ouvir - quando se está perdido procura-se um guia, um farol, daí o ênfase na obediência, na sensibilidade passiva;&lt;br /&gt;2) Amar - quando se ouve, se está atento, a ordem/sugestão é: Ama;&lt;br /&gt;3) Dissolver no êxtase - quando se ama encontra-se a Beleza do mundo, do outro, que está também em nós, perdem-se as fronteiras, e somos todos irmãos, com os homens, as pedras, os astros, os pinguins e ratazanas e gotas de água e grãos de areia. Tudo o que amarmos se vai revelar como belo e divino e parte do todo de que também somos parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Que eu saiba não existe quatro. Daí que, quando atingimos este estado, estamos livres para nos dedicar ao "exterior" ao "visível". Ou seja, à arte, à ciência, à técnica, à filosofia, ao convívio com tudo, à comunicação, a tudo o que acharmos que vale a dedicação da nossa atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último passo da religião conduz à integridade, o último passo da ciência conduz à verdade. A religião, ao conduzir à integridade, tira-nos as dúvidas sobre o nosso valor, completude, transcendência, incorruptibilidade; a ciência, ao conduzir a verdade, vai construindo peça a peça o puzzle que nos conduz à mais bela prenda do Além... a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;visão&lt;/span&gt; de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que a religião fica no mundo do invisível, a ciência tenta passar para o visível a beleza eterna. É difícil ser-se bom cientista sem se ser profundamente religioso (isto não implica ser faccioso ou seja, aderir a uma forma específica de ver Deus).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1578240240586872743?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1578240240586872743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1578240240586872743' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1578240240586872743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1578240240586872743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/06/os-trs-passos-da-religio-e-o-quarto.html' title='Os três passos da religião e o quarto passo da prenda'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5496998889012210481</id><published>2008-05-06T23:20:00.005+01:00</published><updated>2008-05-07T00:44:03.356+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jardim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='persona'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jardineiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gratidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O Jardim Interior</title><content type='html'>A nossa vida é uma constante comunicação, estamos sempre a receber coisas, muitas vêm do "interior" (pensamentos, emoções, dores físicas, etc), outras vêm do exterior (conversas, acontecimentos físicos e sociais, etc). Enquanto há vida há algo que se recebe, nem que seja a sensação subtil da passagem do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma destas coisas é como uma semente que embate em nós como num solo. Há sementes difíceis de brotar, que exigem um solo cuidadosamente preparado, como a imagem de uma equação complexa, uma passagem de Dostoievski, ou uma música de Hindemith. Há outras que se espalham como ervas daninhas, como uma discussão acesa, um insulto, ou até um elogio bem dado que nos faz corar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer dos casos nós temos um duplo papel: somos simultaneamente o solo e o jardineiro. O solo é o resultado do nosso passado, é a constituição que dele herdámos. A nossa psicologia, personalidade, atributos físicos e intelectuais, tudo isso é uma construção lenta de um número praticamente infinito de actos, dos quais só uma ínfima parte é da nossa responsabilidade (por exemplo, não escolhemos nascer homens ou mulheres ou nesta época - e isto condiciona imenso o nosso "solo", a nossa receptividade). Por outro lado, temos uma responsabilidade total enquanto "jardineiros", enquanto agentes que lidam com o que recebem desta ou daquela maneira. O jardineiro existe apenas no presente, o agente livre existe apenas no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, suponhamos que sou insultado. O meu terreno, o meu solo, pode ser mais ou menos atreito a que essa "erva daninha" se espalhe incontrolavelmente. Em alguns casos o insulto pode estar tão em sintonia com a personalidade que lhe provoca convulsões incontornáveis, e só mais tarde e a muito custo pode o jardineiro intervir. Este tipo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reacções&lt;/span&gt; intempestivas são do tipo que não se consegue evitar, há até na linguagem jurídica uma providência para estas situações: «loucura temporária» ou algo equivalente. Estamos no mundo da desresponsabilização, em que o sujeito não está lá ou não se conseguiu exprimir ou fazer sentir naquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso inverso é o do jardineiro que procura aquelas flores raras que dificilmente crescem à primeira tentativa, mas que são para ele tão valiosas que despende grande tempo e energia a preparar o solo (a preparar&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-se&lt;/span&gt;, a sua constituição) para as receber e fazer florescer. Isto aplica-se aos músicos, aos cientistas, aos amantes, e a todos aqueles que estão dispostos a metamorfosear-se interiormente na busca do que amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o oposto do louco, porque está ciente do mistério, mas também do que quer e do que faz para o alcançar. O jardineiro conquistou neste caso o terreno, conhece-lhe as forças e as fraquezas, prepara-se longamente contra as ervas daninhas e prepara-o continuamente para a chegada das flores que tanto ama. Isto, em grande parte, é a consciência. Um movimento em direcção a um mistério (porque a Beleza é sempre um Mistério, tal como a razão de ser de um grande Amor), mas onde tudo o resto faz sentido tendo em vista esse Mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cultivar o seu terreno o Jardineiro tem alguns instrumentos à sua disposição: o mais fundamental é a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atenção&lt;/span&gt;. Na nossa analogia a "atenção" é a ligação da semente à terra. A atenção é absolutamente essencial em relação a coisas que o corpo não recebe de forma automática, neste caso, se não houver atenção simplesmente passa despercebido, não afecta, como se não existisse (ao contrário do que acontece com um medicamento ou algo habitual ou que possa ser recebido por estruturas já existentes, há muitas "plantas" que actuam mesmo sem a intervenção do "jardineiro"). Por exemplo uma música pode "entrar" bem intuitivamente, sobretudo se já estamos habituados àquele tipo de música, mas se for algo com o que não estejamos familiarizados, algo "novo", então exigirá atenção para se tornar significativa. A atenção é o esforço de relacionar muito do que já sabemos, as nossas estruturas cognitivas, os nossos conhecimentos, o nosso passado, sonhos, desejos, ao novo, ao desconhecido. Nesse esforço de integração o novo/desconhecido, passa a ganhar um papel, passa a estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;integrado,&lt;/span&gt; ou seja, relacionado com tudo o resto que sabemos. Só assim saberemos se nos convém ou não, se é importante ou irrelevante e como havemos de lidar com ele. Muitas vezes as estruturas existentes não nos permitem lidar com algo novo. Há por vezes uma enorme distância entre o que sabemos e o que esse novo nos propõe e então surgem muitas tentativas de criar pontes entre aquilo que já conhecemos e o que tentamos conhecer. Pode ser uma pessoa muito diferente do que estamos habituados, pode ser uma teoria científica, pode ser uma técnica de Kung fu ou de btt, uma emoção transmitida pela música, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jardineiro pode ainda desprezar, procurar / amar, ou estar grato. A atenção e o desprezo não são incompatíveis pois para desprezar algo temos de lhe dar atenção. O desprezo, neste contexto, é o acto de tentar negar o acesso de uma planta ao nosso solo. Pode ser tentar negar uma ideia, uma pessoa, um sentimento, etc. O desprezo, a repressão, etc, não são neste caso simplesmente a falta de atenção, ou o desinteresse, são uma forma de o jardineiro tentar controlar o seu jardim. São uma forma activa de construir o Jardim Interior à nossa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procura / amor é o acto inverso do desprezo, mas há que salientar que quem procura é porque ainda não encontrou, e quem ama, ama algo muito para lá da sua compreensão. Ou seja, quem procura algo - o amado, uma ideia, uma forma de vida, etc -, procura algo que ainda não encontrou ou percebeu, e isto é ainda mais evidente nos casos em que há obsessão. A obsessão é um caso extremo de uma procura mal encaminhada. Na obsessão o jardineiro procura ardentemente que uma planta se dê bem no seu solo sem procurar conhecer as condições para o seu crescimento; vai tentando plantar as plantas à bruta mas não há meio de elas crescerem o que leva ainda a mais frustração e, por vezes, a mais obsessão. Na maior parte dos casos não adianta muito estar sempre a insistir no erro. A obsessão é em geral um sinal de que o jardineiro tenta a todo o custo que uma planta cresça sem se preocupar em analisar ou contemplar as causas do seu insucesso. A obsessão pode crescer continuamente sem nunca dar lugar ao seu objectivo que é a gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gratidão é o movimento pelo qual o jardineiro permite que mais plantas de um certo tipo invadam o seu quintal. Por exemplo, alguém sugeriu uma ideia ao nosso jardineiro, que teve atenção a ela, integrou-a no seu jardim, ela cresceu, tornou-se apelativa, ele deu-lhe ainda mais atenção, desejou-a, etc. Se a planta dá bons frutos, ele pode ficar Grato, essa gratidão é como que o abrir as portas do Jardim a outras plantas do mesmo tipo. É uma espécie de sintonia com todas as plantas parecidas e um chamamento: venham...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gratidão permite um crescimento enorme do jardim, embora, por vezes, deixe entrar plantas que se podem revelar muito imprevisíveis ou até, em certos casos, indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Amor", ou seja, "ver ou pressentir o Divino em...", é o que faz mover o Jardineiro nos momentos em que está livre do medo. Mas são estas quatro ferramentas (atenção, desprezo, procura e gratidão) que utiliza para ir moldando, em pequenos passos, o seu Jardim - a sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;persona, &lt;/span&gt;o seu coração e mente - como se fosse um barco à vela que lhe permitisse ir de encontro ao seu grande Amor desconhecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5496998889012210481?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5496998889012210481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5496998889012210481' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5496998889012210481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5496998889012210481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/05/o-jardim-interior.html' title='O Jardim Interior'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2054549581385503667</id><published>2008-04-24T10:12:00.003+01:00</published><updated>2008-04-24T10:26:07.671+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='união'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='unidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impossível'/><title type='text'>Ser Um com Tudo</title><content type='html'>Em certas noites transparentes, quando olhamos para as estrelas, parece ouvir-se uma Sinfonia Cósmica que fala de infinitos mundos de infinita diversidade, mas de trama comum. Um Universo que é uma escola do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah como eu gostava de ser uno com os peixes do mar e as aves do céu, de beijar os caracóis nos cornichos, de almoçar com sanguessugas, de me agarrar contra ventos e marés com as carraças, de saltar alto e ágil com as pulgas, de ser espião infilitrado com os vírus, de brincar e fazer amor o dia todo sem pressas como os golfinhos, de brincar com os leões bebés e de descansar com as preguiças, de ser, estático, a beleza, com as estrelas do mar, de ser onda explodindo ao sol no Oceano, de ser Nuvem, de ser Estrela, Horizonte e buraco negro ou galáxia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os pássaros cagam-me na cabeça, os caracóis encolhem-se quando lhes toco e a generalidade dos bichos fogem ao ver a minha carantonha medonha. É uma tristeza. Quando olho para uma árvore compreendo as limitaçõs do meu cérebro, pois nada da sua complexa estrutura me é evidente... Nem os líquidos que a percorrem, nem o súbtil método através do qual transforma a luz do sol em crescimento, nem o que anima as suas folhas, ou faz das suas raízes algo tão vital. Tudo me escapa, até as nuvens nos seus hipercomplexos processos que a turbulência cria e que nem o mais avançado computador poderia recriar com a precisão infinita que, de facto, as anima. Tudo me escapa, sou um mero macaco sem pelos, um boi a olhar para um palácio, estou afastado de tudo, perdido de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressinto mas não sou... a minha mão, o meu gesto, o meu pensamento, são meras fronteiras. Só o coração e o que está para lá dele é capaz de se pressentir Uno com o Cosmos. E de desejar o Impossível...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2054549581385503667?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2054549581385503667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2054549581385503667' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2054549581385503667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2054549581385503667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/ser-um-com-tudo.html' title='Ser Um com Tudo'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5435399469785976927</id><published>2008-04-21T20:02:00.013+01:00</published><updated>2008-04-22T00:04:40.963+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preparação para a morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>A morte do meu pai</title><content type='html'>O meu pai faleceu a 14 de Abril, às três da madrugada. Foi o fim do martírio que o atingiu de surpresa dia 26 de Agosto de 2007. Muitos meses de dor e muito carinho e proximidade com os filhos e a muito amada esposa. Meses de despedida, meses de celebração da sua companhia, de saborear cada momento, cada gesto, cada parte do seu corpo que se despedia também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/pedro.totoro/R4amY4zfY9I/AAAAAAAAENI/kpAHj3rj8MY/CIMG6047.JPG?imgmax=912"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://lh5.ggpht.com/pedro.totoro/R4amY4zfY9I/AAAAAAAAENI/kpAHj3rj8MY/CIMG6047.JPG?imgmax=912" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o meu pai e irmã dia 17 de Out de 2007)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na missa do velório disse mais ou menos isto:&lt;br /&gt;"Foram-me concedidas muitas bênçãos na minha vida, mas sempre disse e senti que a maior de todas foi sem dúvida a minha família, e sobretudo a minha mãe e o meu pai, que Acreditaram em mim e, dando-me tudo o que tinham, me permitiram ser o que sou.&lt;br /&gt;De todas as pessoas que conheci e de que ouvi falar, mesmo em livros, o meu pai foi a mais Apaixonada, pela mulher, pelos filhos. Deu tudo o que tinha em nosso favor, em nome do Amor, em nome do Seu Amor, em nome do nosso Amor.&lt;br /&gt;O meu pai foi para mim sempre um grande exemplo de abnegação, de despojamento, mas, nestes últimos meses conseguiu surpreender-me ainda mais, pela sua coragem, pois, mesmo vendo-se a morrer lentamente, com as suas capacidades físicas e mentais a desvanecerem-se, ainda assim pensava sobretudo em nós, e pôs a nossa vida à frente da sua.&lt;br /&gt;Sinto-me muito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grato&lt;/span&gt;, com muita sorte, por ter tido como pai alguém que me deu um tão elevado exemplo, por ter podido privar com ele em tantos anos e, tão intensamente, nos últimos meses. Espero conseguir um dia ter a sua capacidade de abnegação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que não disse no velório é que não senti qualquer perda. O meu pai voa algures nos mares ou céus do Mundo e eu voo com ele, as nossas asas batendo a ritmos diferentes, mas lado a lado, no mesmo céu. Não nos vemos com os olhos do cérebro, mas sim com os olhos da alma, que o coração pressente e de que os subtis eflúvios da emoção dão o sinal aparente e interiormente visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, não preciso de te dizer que estás presente e que para mim não morreste. A nossa relação continua, mesmo que em outras esferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência do funeral, ao contrário da da morte, foi enormemente pesada. Aí se encontraram pessoas, todas a dizer não, em coro. Não ao facto porque cada vez que nos agarramos ao que possuímos negamos a inevitabilidade omnipresente da morte; não à presença, que isto dos fantasmas e espíritos desencarnados assusta muita gente. É que os fantasmas vêem até ao íntimo, não é possível mentir-lhes, fazer-lhes face: eles olham directamente o coração e vêem mesmo aquilo que não quereríamos mostrar nem a nós próprios. Quem tem algo a esconder é bom que não acredite em fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o funeral é a procissão daqueles que, indo também eles morrer, um dia, negam essa morte e maldizem-na. Tentam fugir dela como "o diabo da cruz". E dizem "foi um grande mal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que grande drama é um funeral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Pai, sei que também tu anseias pela experiência física que tiveste, e respeito os teus apegos, mas espero que agora, estando morto, desenvolvas ainda mais a tua visão, de modo a estares cada vez mais presente e perto daquilo que amas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há longe nem distância..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-------&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;"Não há longe nem distância"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;--------------&lt;/span&gt;"Não há longe nem distância"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que deixamos viver no nosso coração vive connosco, abramos portanto o nosso coração: a Separação é ilusória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado a experiência do funeral foi uma experiência lindíssima de pessoas que se tentavam confortar e apoiar mutuamente numa altura de sentida tempestade. Aos familiares e amigos que vieram ou telefonaram e se fizeram sentir por outros meios, o meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obrigado&lt;/span&gt; em meu nome e em nome da minha mãe e irmãs, pois sei bem o quanto significou para nós a vossa Presença, o vosso Amor, a vossa Força, o vosso Abraço como que dizendo: não vos deixais superar pela crise, estamos convosco e juntos permaneceremos, pois é esta junção, este dar os braços, esta Amizade, que nos permite superar tudo e suportar as dores mais fortes da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que os amantes apaixonados querem estar sós e na dor precisamos do Abraço... a Dor quase infinita da Morte aproxima-nos do véu da loucura, do qual a companhia dos braços solidários nos vêm salvar, mantendo-nos seguros, a são e salvo, perante o Abismo, a Enormidade, da Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do funeral veio a cremação. Senti o meu pai voar nessa altura, se já antes se sentiam as suas asas alegres ecoando nos espaços da Eternidade, agora era o riso também que se desprendia de um corpo que se esvaziava em cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do magnífico apoio deste dia de amigos e familiares veio o vazio da solidão. Bom também para poder contemplar e integrar tudo o que passou. Nos dias que se seguiram fomos à funerária e entrámos em contacto com a comédia que rodeia a morte. São as contas bancárias bloqueadas, é o imposto que a minha mãe terá de pagar por uma casa que é dela, são as infindáveis quantidades de papéis que é preciso apresentar (incluindo uma planta aérea da casa a pedir na Câmara Municipal), etc. Ou seja, é a burocracia a salvar-nos do peso de termos de pensar e encarar o inevitável. E depois há outros pormenores, "a urna é biodegradável" e não convém deitar o pedacinho de metal fora pois "pode dar à costa". Enfim, morre uma pessoa para isto, burocracias, urnas biodegradáveis e preocupações materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é importante, eu sei, mas sei sobretudo o que Amavas meu Pai, porque viveste: em nome de nós, a tua mulher e filhos, em nome do Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disseram-me que aquilo que disse no velório reflectia uma experiência comum, que retractava tantos (talvez todos os) outros pais do mundo, "o meu pai também era assim - isso que disseste foi também o que senti". Que surpresa! Ainda bem! Fico muito contente por isso!! Mas eu só te conheço a ti meu pai. Dos outros terão de falar quem os conhece intimamente, o meu coração está contigo!!! Vivemos tanto tempo juntos e sei que me agradeces também o pouco que te soube dar. Espero que me perdoes não te ter dado mais. Não ter estado mais tempo contigo, não ter sabido olhar-te sempre de maneira a ver o teu amor e o que te animava intimamente. Pois... também houve aqueles dias em que não nos entendemos assim tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabes, guardei a tua máquina de barbear, usei-a e senti o teu cheiro na minha pele, parecia que estávamos juntos, mais uma vez. Aqueles passeios em Sintra, pelo campo, aqueles dias em que me dizias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"daqui a oito dias voltamos"&lt;/span&gt; (só hoje percebo que eras sincero!) e que eu não queria que acabassem nunca. Lembras-te, eu lembro-me, daquelas viagens em que atravessávamos o Tejo, em busca dos pasteis de bacalhau de Cacilhas? Queríamos na verdade era estar juntos a contemplar o Mar e a Maravilha da Existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maravilhosos Abraços demos, com que maravilhosos beijinhos nos cumprimentávamos na face... Com que olhar cheio de Espanto contemplava e me lembro do teu Maravilhoso Olhar... por vezes tão sorridente, parecendo querer acreditar num mundo cheio de Paz e Companhia... Trouxeste essa Luz ao nosso mundo muitas vezes, sei que estás Grato também por tudo o que viveste, por tudo o que aprendeste. Disseste há pouco tempo que tiveste muita sorte porque, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nunca tendo tido muito de cabeça &lt;/span&gt;(nunca pudeste estudar), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tive mesmo muita muita sorte com a minha mulher"&lt;/span&gt;. Todos nós vimos como tu a amavas, e se estivesses cá hoje, sei bem que dirias que foi o teu maior amor, e por ela darias a vida e tudo, e a ela te consagraste inteiramente (nem sempre da melhor maneira, mas da maneira que sabias) e não estás nada arrependido pois não? Pois claro que não. Sabes que tiveste tanta sorte por a teres nos teus braços... quanto mais dores viverias, quanto mais martírios sofrerias para a veres mais uma vez? Para sentires a sua mão na tua mão mais uma vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darias muito, sofrerias muito, para nos veres mais uma vez. Estás Grato por nos teres conhecido daquela maneira, naquele mundo, naquele bocadinho de espaço-tempo que foram as nossas vidas em conjunto. Sei que nos amas, que nos admiras, que sentes por nós o fascínio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"uns filhos que não há palavras para os descrever de tão bons que são", "um filho que merece tudo", "uma mulher maravilhosa"&lt;/span&gt;... Gostaria que tivesses a tua voz, sou um péssimo tradutor de quem partiu, sei que quererias dizer mil coisas, de falar de tudo o que te agradou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dos passarinhos que voam e poisam belos nas árvores apreciando o Sol. Dos dias em que ele se esconde atrás das árvores e nós passeamos no calor dos dias amenos passados na descoberta de pequenas coisas, do grilo, da semente e do pássaro que canta para encantar, de como amas este mundo cheio de coisas simples mas cheias de maravilha e de como gostarias que todos vivêssemos em Paz. Sei ainda como o teu maior desejo é que sejamos Felizes, que olhemos a tua morte não como um Adeus mas um "Até Já", e como queres que fruamos ao máximo do que nos resta das nossas vidas. Sei que a melhor maneira de respeitar o teu último desejo seria o "carpe diem" - aproveita o dia, o tempo, o melhor possível, Sê, Desfruta, faz florir esse Amor que está guardado em todos à espera de renascer em cada momento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Dizes-me: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Traz dos Mares, da sua Enorme Beleza, Esperança que Acompanhe os Homens, são todos Guardiões do Ser e de Mistérios e de pequenas coisas, e tudo isso é apenas Amor e nós viajantes nele. &lt;/span&gt;Dirias ainda: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vai meu filho, Busca o que vieste Buscar, não desistas não desperdices o que te foi dado... Eu parti, mas tu continuas, e deves continuar... é o teu dever. Deves cumprir esse Amor que te alimenta... São as coisas Belas da Vida que nos alimentam... Procura-as... Aproveita a Vida, aproveita, tudo de bom que tem para te dar, aproveita meu filho, aproveita... e dá tudo o que encontrares a quem precisar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito mais dirias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia voltaremos ao teu encontro, até lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-------&lt;/span&gt;não te digo Adeus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-------&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-------&lt;/span&gt;tens o meu Coração Aberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;--------------&lt;/span&gt;sempre que quiseres &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vo&lt;/span&gt;lt&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ar&lt;/span&gt;!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;--------------&lt;/span&gt;e pelos meus olhos podes ver mais um pouco deste Mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;------&lt;/span&gt;Um Abraço E&lt;span style="font-style: italic;"&gt;terno&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5435399469785976927?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5435399469785976927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5435399469785976927' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5435399469785976927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5435399469785976927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/morte-do-meu-pai.html' title='A morte do meu pai'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/pedro.totoro/R4amY4zfY9I/AAAAAAAAENI/kpAHj3rj8MY/s72-c/CIMG6047.JPG?imgmax=912' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5850264375811420976</id><published>2008-04-21T09:55:00.011+01:00</published><updated>2008-04-21T12:13:39.980+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudek'/><title type='text'>Jan Saudek</title><content type='html'>O fotógrafo do desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1971-1975&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=101"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/75-12.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;This Star is Mine, Jan Saudek, 1975&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1966-1970&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=31"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/68-04.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1971-1975&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=52"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/71-01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1966-1970&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=49"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/70-05.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1956-1960&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=5"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/59-02.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1981-1985&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=185"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/84-03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.saudek.com/en/jan/fotografie.html?r=1971-1975&amp;amp;typ=f&amp;amp;l=0&amp;amp;f=73"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.saudek.com/photos/74-05.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.saudek.com/"&gt;http://www.saudek.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5850264375811420976?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5850264375811420976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5850264375811420976' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5850264375811420976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5850264375811420976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/jan-saudek.html' title='Jan Saudek'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-105649716501485218</id><published>2008-04-20T00:28:00.005+01:00</published><updated>2008-04-20T13:46:26.326+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='despojamento'/><title type='text'>O despojamento</title><content type='html'>Quem se despoja não despoja os outros das suas posses: riquezas, segredos, cruzes, amores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, respeita-os, celebra-os:&lt;br /&gt;Nada tendo de seu, abre um vazio, onde tudo flui:&lt;br /&gt;os anseios de todo o mundo dançam dentro de si,&lt;br /&gt;incluindo os do seu próprio veículo, caminho, viajante...&lt;br /&gt;Fragmentos, facetas visíveis do invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem posses terá como identidade o indefinível olhar,&lt;br /&gt;talvez a ponta do icebergue de outra coisa qualquer,&lt;br /&gt;e tudo o resto será emprestado - viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-105649716501485218?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/105649716501485218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=105649716501485218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/105649716501485218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/105649716501485218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/o-despojamento.html' title='O despojamento'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6794855718466153280</id><published>2008-04-06T01:12:00.001+01:00</published><updated>2008-04-21T12:16:11.318+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>Paixão e apego aos resultados</title><content type='html'>Querer que as coisas sejam de determinada maneira é uma receita certa para ficar "contra-corrente". O mundo vai numa direcção e nós noutra. Quem ganhará no fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar preparado para tudo, compreender que nada há a ganhar, nada se pode perder, que tudo é transição e mudança, que o essêncial é eterno e sempre presente, é uma receita para a felicidade, para o Eterno Paraíso que tudo é e desde sempre foi e que negamos impondo a nossa pobre voz à Sinfonia do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta aceitação radical tem de ser compatível com a paixão, com a integridade e autenticidade do ser que leva a que certas coisas e não outras sejam intensamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desejáveis.&lt;/span&gt; Essa paixão surge da própria aceitação. Pois aceitar não é apenas aceitar algumas coisas, o que vem do exterior ou o que vem do interior. É aceitar a raiva, a injustiça, o justiceiro, o passivo, o sado-masoquista, quer venha de dentro ou esteja ao nosso lado. Isso permite-nos expressar a nossa natureza o melhor possível, em comunicação o mais total possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão sem apego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6794855718466153280?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6794855718466153280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6794855718466153280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6794855718466153280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6794855718466153280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/paix.html' title='Paixão e apego aos resultados'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1432400705469655076</id><published>2008-04-02T11:20:00.000+01:00</published><updated>2008-04-21T22:52:53.404+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existência do mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Pergunta indescreta</title><content type='html'>Oh Sra Catequista, será que o Menino Jesus, quando mamava o seio de Maria, lhe faria doer o mamilo, ou, sendo o Senhor, arranjaria maneira de só lhe dar prazer? Ou, sendo ela tão pura, nem sentiria dor nem prazer? Como mamaria o Senhor, sendo certo que mamava de forma perfeita? E como daria o seio Maria, sendo certo que o daria de forma perfeita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i6.photobucket.com/albums/y250/PhotozOnline/VirginMaryWithBabyJesusSonofGod.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px;" src="http://i6.photobucket.com/albums/y250/PhotozOnline/VirginMaryWithBabyJesusSonofGod.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1432400705469655076?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1432400705469655076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1432400705469655076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1432400705469655076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1432400705469655076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/04/pergunta-indescreta.html' title='Pergunta indescreta'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-351352671361986105</id><published>2008-03-12T21:51:00.006Z</published><updated>2008-03-14T15:33:06.286Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>não amamos senão o amor</title><content type='html'>Nós amamos o amor e isso é a única coisa que amamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;--&lt;/span&gt;-- : --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ódio é o amor do amor que não foi,&lt;br /&gt;a vingança é o amor da justiça do amor,&lt;br /&gt;o ódio mata quem não vê o amor que é,&lt;br /&gt;a vingança assassina o amor que é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só a destreza de ver o amor que não se sente&lt;br /&gt;mas pressente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode salvar o amor&lt;br /&gt;de ficar perdido entre as lágrimas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da ilusão de quem o não vê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem é procurar o amor na face,&lt;br /&gt;destreza de quem não desiste do que Ama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ódio, vingança, ciúme, são tudo aspectos do Amor,&lt;br /&gt;um Amor gigante, maior que o mundo,&lt;br /&gt;mais vasto que a Pessoa,&lt;br /&gt;que a Alimenta e lhe dá Rumo&lt;br /&gt;e as faz pintar a sua face e a dos outros&lt;br /&gt;de cores Alegres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, amor, amor,&lt;br /&gt;tu és a Viagem e o Caminho&lt;br /&gt;a Procura e o Encontro&lt;br /&gt;és a Senda e o Mar da Despedida,&lt;br /&gt;o Abraço Fogueira dos Amantes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descida aos Infernos, a&lt;br /&gt;Subida aos Céus,&lt;br /&gt;tu és, Caminho e Destino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, só a ti Amamos,&lt;br /&gt;por ti suspiramos,&lt;br /&gt;e nos damos ao trabalho&lt;br /&gt;de encher a cara de&lt;br /&gt;romances e dramas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, só tu és, para mim&lt;br /&gt;o Fim da Viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que de paixão em paixão,&lt;br /&gt;encontrando no Fugaz&lt;br /&gt;o teu Pujante Sabor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai vogando para a Plenitude,&lt;br /&gt;Onde só tu és, o trás, a frente e a essência Livre&lt;br /&gt;de cada Face...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-351352671361986105?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/351352671361986105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=351352671361986105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/351352671361986105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/351352671361986105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/o-fim-do-cora_12.html' title='não amamos senão o amor'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8526167495052255661</id><published>2008-03-12T21:51:00.000Z</published><updated>2008-03-12T21:52:15.489Z</updated><title type='text'>o fim do coraç</title><content type='html'>Nós amamos o amor e isso é a única coisa que amamos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-8526167495052255661?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/8526167495052255661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=8526167495052255661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8526167495052255661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/8526167495052255661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/o-fim-do-cora.html' title='o fim do coraç'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6723170427891949293</id><published>2008-03-08T15:22:00.001Z</published><updated>2008-03-08T15:25:05.016Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido da vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salvação'/><title type='text'>O Paraíso é algo a ser re-criado Aqui</title><content type='html'>esse é o objectivo do Mundo: dar-nos a oportunidade de o re-criar... com o que temos, que é muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6723170427891949293?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6723170427891949293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6723170427891949293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6723170427891949293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6723170427891949293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/o-paraso-algo-ser-re-criado-aqui.html' title='O Paraíso é algo a ser re-criado Aqui'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-5853767518414191109</id><published>2008-03-05T15:37:00.003Z</published><updated>2008-11-13T19:15:11.260Z</updated><title type='text'>Transbordar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;o Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R86-zE5qheI/AAAAAAAAFJk/jmpg3eFLlVw/s1600-h/GravitationalLens.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R86-zE5qheI/AAAAAAAAFJk/jmpg3eFLlVw/s320/GravitationalLens.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174282806593488354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-5853767518414191109?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/5853767518414191109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=5853767518414191109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5853767518414191109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/5853767518414191109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/transbordar.html' title='Transbordar'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R86-zE5qheI/AAAAAAAAFJk/jmpg3eFLlVw/s72-c/GravitationalLens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-4993149736291409129</id><published>2008-03-04T12:29:00.009Z</published><updated>2008-03-05T16:05:42.559Z</updated><title type='text'>No meu mundo ideal</title><content type='html'>Ninguém trabalhava!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivemos num mundo esplendoroso e infinito, que mais queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitá-lo melhor, ora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos articulados de biliões de células cozinhado lentamente por milhares de milhões de anos, neste planeta e antes dele, no vasto caldeirão estelar onde cada célula do meu corpo surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planeta rodopiante, viajando no espaço estelar infinito, deste-nos com jeitinho à luz, às trevas, ao mar, à terra... mas, como animais que somos, mesmo racionais, vivemos alienados de ti e de tudo o que nos deu origem e da semente que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu mundo ideal ninguém teria de trabalhar, pois só assim pode o homem despertar para as estrelas, sua origem, destino e único caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se de favelas, fala-se de pobreza, de violência conjugal, ainda há fome nos nossos abastados países, ainda há guerra no mundo, ainda há falta de cereais nos países pobres, mesmo quando nascidos em continentes da abundância, desgastados por tantos ódios e ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas preocupações são como a jaula do pássaro, só vemos a alpista, o ninho, a água, o parceiro. A nossa vida resume-se à nossa preocupação. A violência atira as estações pela janela, a luta sindical não deixa ver os lírios e os campos em flor... Tudo é preciso, tudo é necessário, para sermos lúcidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem quis ser racional, mas falta-lhe ser desperto. De que serve a racionalidade de uma máquina de calcular, de um tanque de guerra, de uma sala de tribunal, de uma mente a pedinchar.... de que serve se para tudo estamos adormecidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no meu mundo ideal, ninguém teria de trabalhar, nem de se preocupar. Os nossos sanatórios seriam as flores, os psiquiatras as árvores, não haveria guerras nem violência conjugal porque o nosso olhar estaria espantado com o espaço entre as estrelas e todos faríamos cantigas e poemas para que escorresse delas o encanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então e as doenças e a comida e os esgotos e os transportes públicos e os médicos e os varredores do lixo e os mecânicos e os farmacêuticos e os comerciantes e os talhantes e os turistas e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaríamos na selva à espera que anonas caíssem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Vejamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia apenas 1 por cento da população precisa de trabalhar na agricultura para que todos sobrevivam. As máquinas são construídas com a ajuda de máquinas. A grande produção que ocorre nos nossos dias é para fazer o supérfluo. São carros novos todos os anos, são mais e mais telemóveis e televisores e máquinas de lavar e aparelhagens e computadores. Lixo e mais lixo... Andamos escravizados 30 e tal horas por semana para produzir lixo e o conseguir vender! É por isso que os nossos filhos crescem sem a presença dos pais e que todos vivem na solidão de olhar para a televisão. Para produzir quantidades tremendas de lixo e o tornar apetecível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para produzir apenas o que realmente precisamos bastaria produzir talvez um terço do que agora produzimos (talvez nem tanto!). Por outro lado, a maior parte das pessoas trabalha em empregos que resultam da tentativa de vender o supérfluo a quem não precisa. São os consultores de marketing, os publicitários, os gerentes, os administrativos, os administrativos dos administrativos e por aí fora. Um banco ou uma empresa de telecomunicações alberga milhares ou mesmo centenas de milhar de trabalhadores, quando na verdade umas poucas centenas bastariam (sem publicidade claro está, porque um bom serviço fala por si mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se eliminarmos a produção excessiva eliminamos a publicidade, a necessidade de marketing, muitos gestores e administrativos. O que faremos com tanto desemprego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta certa, para a maioria das profissões que todos podemos fazer (canalizador, varredor de ruas, condutor de transportes públicos, etc) é a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rotatividade&lt;/span&gt;. Neste capítulo podemos trabalhar todos talvez uns meses por ano, e já chega. Deve ser giro conduzir um autocarro durante quinze dias por ano, depois um barco, depois um combóio! Deve se giro operar as alfaias agrículas por uns dias, ou quem sabe, ser piloto de aviões (isto só para quem quer, porque a preparação exigiria meses)... Noutros dias limpar as ruas, noutros trabalhar numa fábrica de produtos alimentares. Num único ano cada pessoa teria mais de 10 ou 15 trabalhos diferentes, todos diversificados, correspondendo ao seu perfil. Nesses meses em que trabalhasse cada pessoa daria a sua contribuição pública, no resto do tempo estaria simplesmente feliz a usufruir do Tempo!! Como quisesse (talvez apenas contemplando o sol, escrevendo textos, dançando, compondo música, divertindo-se com amigos, no desporto, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo assim haveria menos necessidade de médicos e hospitais e medicamentos. Não haveria stress, a felicidade seria a nota mais comum, contemplação e criatividade, e os miúdos fariam desportos diversos em vez de se organizarem em claques. Deixaria de haver tanta necessidade de juízes e tribunais e polícias e hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda menos necessidade de produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o meu mundo ideal é aquele onde se trabalha o mínimo para ser feliz, onde as pessoas não estão para se chatear com o supérfluo, mas se concentram no essêncial. O resto do tempo, guardam-no para ser Feliz, para partilharem com os amigos as alegrias de ser, a cada momento, uma parte da poeira cósmica, tão deslumbrante, que nos envolve e nos anima a todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se isso não acontece nem vai acontecer (por isso é meramente ideal) é porque vivemos - os Europeus - muito tempo embrulhados na nossa máscara de seres superiores, explorámos África, a Ásia, e olhamos com medo e desprezo para os nossos irmãos muçulmanos. Hoje temos medo, que a colonização se volta contra nós, que os pequenos, que agora se tornam grandes (China e outros), apesar dos nossos esforços, nos façam o que lhes fizemos a eles. E então tentamo-nos manter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;on top of the world,&lt;/span&gt; a produção, o obsessão com a produtividade é no fundo o medo das democracias em serem engolidas vivas pelas tiranias e outras ideologias totalitárias. Mas essa ameaça bem real é o preço a pagar por séculos de desprezo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivemos no Paraíso, mas tratámo-lo e tratamo-lo como se fosse o Inferno onde os nossos medos nos encerram; vamos criar em nós a Abertura ao Paraíso, que já é desde sempre, e desde sempre nos deu origem; talvez ela se espalhe como semente e, ao longo dos éones, a nossa selva humana se abra mais ao Cosmos :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.space.com/images/blue_dot_010925_03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.space.com/images/blue_dot_010925_03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://web.archive.org/web/19970814094605/http://www.seds.org/billa/psc/pbd.html"&gt;Reflections on a mole of dust&lt;/a&gt;, by Carl Sagan&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-4993149736291409129?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/4993149736291409129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=4993149736291409129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4993149736291409129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/4993149736291409129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/no-meu-mundo-ideal.html' title='No meu mundo ideal'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1454963151215013414</id><published>2008-03-03T20:23:00.011Z</published><updated>2008-03-04T01:55:02.012Z</updated><title type='text'>Paulo Feitais</title><content type='html'>Bolas! Este Paulo Feitais...!! É a lembrança suprema de que o Sol Existe!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Se és tu próprio&lt;br /&gt;Não és ninguém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és ninguém,&lt;br /&gt;És a semente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és a semente,&lt;br /&gt;Serás a consumação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fores a consumação&lt;br /&gt;Serás tu próprio.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contosemconta.blogspot.com/"&gt;http://contosemconta.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda um &lt;a href="http://serpenteemplumada.blogspot.com/2008/03/de-ps-nus.html"&gt;outro&lt;/a&gt;, lindíssimo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bonito!!! Parece que estamos a Olhar o Mundo quando o lemos: é Fonte de Todos e Ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/04729704799898976372"&gt;blogues&lt;/a&gt; do Paulo Feitais e uma &lt;a href="http://olhares.aeiou.pt/galeriasprivadas/browse.php?id=0&amp;amp;user_id=4882&amp;amp;order=datacriacao"&gt;galeria de fotos&lt;/a&gt;, note-se bem a verdade simples do texto de  Mitsuo Aidade &lt;a href="http://olhares.aeiou.pt/primavera/foto991616.html"&gt;aqui citado&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"As flores apenas florescem,&lt;br /&gt;e fazem isso da melhor maneira que podem.&lt;br /&gt;O lírio branco no vale, ninguém o vê,&lt;br /&gt;não precisa de se explicar a ninguém;&lt;br /&gt;vive apenas para a beleza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E ainda mais um sobre a &lt;a href="http://olhares.aeiou.pt/iluminacao/foto1416856.html"&gt;iluminação&lt;/a&gt;!!! Ai, que Belo, que Belo!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1454963151215013414?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1454963151215013414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1454963151215013414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1454963151215013414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1454963151215013414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/03/paulo-feitais.html' title='Paulo Feitais'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3011227760324057098</id><published>2008-02-27T22:42:00.005Z</published><updated>2008-02-28T00:04:24.718Z</updated><title type='text'>O Oceano vestindo Flores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 200%;font-size:10;" &gt;Between My Country - and the Others -&lt;br /&gt;There is a Sea -&lt;br /&gt;But Flowers - negotiate between us -&lt;br /&gt;As Ministry. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 200%;font-size:10;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Emily Dickinson&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 200%;font-size:11;" lang="EN-GB" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(in, &lt;a href="http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=0&amp;amp;catalog=livros&amp;amp;categoryN=Livros&amp;amp;category=poesia&amp;amp;product=9789895522057"&gt;Tratado de Botânica&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://tratadodebotanica.blogspot.com/"&gt;Joana Serrado)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num Oceano, um Oceano de Energia/Matéria, sabe-se lá... mas ao nível fundamental é tudo o mesmo, as mesmas ondas/partículas, cada parte de mim é feito da mesma coisa que cada parte de ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a parte o mesmo Oceano, contando a mais Bela história do Mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto isso que está por toda a parte, em cima, em baixo, dos lados, não só não pode ser visto pelos olhos ou por qualquer outro sentido (a escala é outra), também não pode ser dito. Não é por acaso, é que este cérebro não foi feito para detectar quarks mas patos, nem para compreender equações diferenciais mas sorrisos e pauladas. Nós somos macacos que tentam ser Deuses, mas aquilo que os nossos sentidos e mente nos mostram é incomparavelmente diferente do que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos para uma mesa e não vemos campos electromagnéticos, olhamos para uma pessoa, não vemos o seu passado, as suas angústias, o seu sistema imunitário, a história da sua criação na barriga da sua mãe. Vemos uma fatia, finíssima, da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa construção enquanto seres vivos, o programa que nos permite pensar, ver, falar, sentir, dar as mãos, sorrir, tudo isso acontece a uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escala&lt;/span&gt; em que o Oceano é invisível - a Realidade em si mesma, passa-nos ao lado. Só com um grande esforço, de transcender as nossas limitações de animal terráqueo, podemos compreender o que temos em comum com as estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comunicamos com outros pode ser extraordinariamente difícil passar essa mensagem de que estamos num mundo muito para além do Paraíso (well beyond Paradise). Zangas, máscaras, simplificações, uma vontade de se agarrar a um modelo de vida onde nós (o eu) tem lugar, querer que as coisas sejam de determinada maneira, tudo o que a sociedade transmite de pais para filhos sobre valores, ambições, medos, pactos e alianças, vergonha e medo, tudo isso é como areia lançada sobre o mais belo quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto falar do oceano é como andar nu na rua. Toda a gente anda nua debaixo das roupagens, mas é como se esse corpo nu não existisse. Como se as vestes não simplesmente o tapassem mas obliterassem, como se fosse uma mentira, uma ilusão. Se, em vez de irmos no conto do vigário dissermos às pessoas: "mas eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tenho&lt;/span&gt; uma pilinha, queres ver, está aqui, está até em bom estado de conservação" não adianta. Ninguém vai perceber, vão achar obsceno, sujo e triste. E isso não é verdade. Porque as próprias roupas surgiram para salientar, administrar e preparar para a Beleza do encontro dos corpos. A pila é bela, tal como todos os seus pintelhos, cuidadosamente dispostos como que a deixar o foco para o lugar central. Mas ninguém o compreenderá, pelo menos não da maneira real e simples da nudez das flores ou do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma se dissermos às pessoas que a vida é uma coisa sem importância nenhuma, que podemos morrer ou viver, que há biliões de outros planetas e aventuras a decorrer, que a minha vida podia acabar já aqui, etc, não vai parecer belo. O carácter alucinado de mostrar o pénis em praça pública é o mesmo carácter alucinado de falar sobre a leveza da sobrevivência. Toda a gente sabe, mas esconde-se, porque não há estruturas mentais, sociais, cognitivas, que permitam integrá-la no seio saudável deste homem-macaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que este poema da Emily faz todo o sentido, porque somos como nações, cada um de nós, com a nossa história, ideais, linguagem própria, e quando nos dirigimos a outro não é possível irmos de imediato nus. Porque isso seria mentir. Se mostrarmos o pénis será como um acto de agressão ou de disponibilidade, não como um menino que simplesmente não vê porque se esconder (esconder o quê de quê?). Se falarmos sobre a irrelevância da vida será visto como uma depressão ou excentricidade, quando na verdade é apenas a integração de tudo o que somos em algo mais vasto e que também somos (mas de outra maneira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é bela, e sempre que dissermos coisas feias podemos saber, só por aí, que estaremos a mentir. Daí que as flores sirvam de nossos embaixadoras. Elas também não dizem toda a verdade (o que parece impossível sequer de imaginar a este homo sapiens), não dizem todo o mar, não falam assim tanto do Oceano que todos somos, mas também não se afastam tanto do que é mais essêncial, que é a sua Beleza. O que seria do Oceano se não fosse Belo? É impossível de imaginar. As flores permitem-nos duas coisas: em primeiro lugar manter a integridade, pois as flores não atacam, mostram sem forçar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;permitem&lt;/span&gt; e só por aí se vê como são parecidas com o Oceano. Em segundo a sua beleza é uma guia da verdade, pois se nem tudo o que é atraente é verdadeiro, tudo o que é verdadeiro é Belo. Em suma, podemos ser o infinito, mas já que temos de escolher máscaras que nos representem, que sejam o mais verdadeiras possíveis, que sejam flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amante, esse Infinito vestindo Flores...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3011227760324057098?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3011227760324057098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3011227760324057098' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3011227760324057098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3011227760324057098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/o-oceano-vestindo-flores.html' title='O Oceano vestindo Flores'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-9196057391771640135</id><published>2008-02-26T11:51:00.002Z</published><updated>2008-02-26T11:56:14.697Z</updated><title type='text'>a cada gota de água, a cada grão de areia</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.dailymotion.com/country:us/video/x4flpd_jacques-brel-ne-me-quitte-pas_music"&gt;Ne me quitte pas, ne me quitte pas, ne me quitte pas...&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-9196057391771640135?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/9196057391771640135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=9196057391771640135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/9196057391771640135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/9196057391771640135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/cada-gota-de-gua-cada-gro-de-areia.html' title='a cada gota de água, a cada grão de areia'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-299232000209897889</id><published>2008-02-26T10:39:00.003Z</published><updated>2008-02-26T10:56:09.905Z</updated><title type='text'>Vou para casa... e tu?</title><content type='html'>Dois amigos, de amizade tão longa que já esquecida, encontram-se. Diz um para o outro, «para onde vais?» «Vou para casa, e tu?», «também...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Então vem daí que eu dou-te boleia!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que gesto tão simpático, e generoso; e lá vão os dois amigos, caminhando juntos, cantarolando cada um a sua melodia, até que repara um: «mas este não é o caminho de casa!» «Claro que é!» responde o outro.  «A minha casa fica em altas montanhas, onde o sol não chega sequer a alumiar, de tão altas que são», «pois a minha fica no mar mais profundo,  alimentando os seres mais exóticos, na diversidade de tudo». Ahhhh!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal não te posso dar boleia, meu Amigo, autêntico Irmão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então deixa-me voltar à estrada, encontrar-nos-emos um dia, e senão, estarás sempre no meu peito, como chama acesa e viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto param e à beira da estrada, está um vagabundo... «Olha lá, perguntam, vais para casa?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ele responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não tenho casa, vivo em todo o lado, aberto a todas as casas mas não pertencendo a nenhuma, aceito todas as boleias mas em nenhum sítio permanecerei..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos deixaram o vagabundo à beira da estrada, pois o caminho de cada um era difícil e perigoso e exigia de cada um toda a força, coragem e lucidez de que fossem capazes. Not for the faint hearted...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;He remained, as if fainted... as if nothing but a faint hearted man...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cts.edu/ImageLibrary/Images/Famous/milangelus.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.cts.edu/ImageLibrary/Images/Famous/milangelus.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-299232000209897889?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/299232000209897889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=299232000209897889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/299232000209897889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/299232000209897889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/vou-para-casa-e-tu.html' title='Vou para casa... e tu?'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7009762053606613852</id><published>2008-02-07T20:53:00.002Z</published><updated>2008-11-13T19:15:11.475Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vontade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infinito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porta aberta'/><title type='text'>O Mundo...</title><content type='html'>porta aberta para o Infinito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6twKhyZzeI/AAAAAAAAE-U/JAV9D5VWna0/s1600-h/GravitationalLens.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6twKhyZzeI/AAAAAAAAE-U/JAV9D5VWna0/s320/GravitationalLens.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164344723881184738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(infinite Worlds)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/8/8b/Buddhabrot-deep.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/8/8b/Buddhabrot-deep.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(infinite Complexity)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;- Mas dizes que está sempre aberta?&lt;br /&gt;- Sempre, sempre!&lt;br /&gt;- Mas às vezes há obstáculos?&lt;br /&gt;- Só a nossa vontade.&lt;br /&gt;-Tás a gozar, um miúdo em África a morrer à fome, e tu dizes: «ah! pois, mas ele tem a porta aberta para a eternidade» ou infinito ou o que quer que seja! É ridículo, mais, é quase um assassínio, pois toda essa filosofia do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nascemos no melhor dos mundos possíveis,&lt;/span&gt; só leva a uma desresponsabilização grosseira que, numa perspectiva de mínimo bom senso, só poderá ser entendida como o cúmulo do mais abjecto egoísmo.&lt;br /&gt;- Depreendo portanto que não gostas?&lt;br /&gt;- Tás a gozar, tu és um assassino, e em massa!&lt;br /&gt;- Sou um assassino de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spaghetti &lt;/span&gt;sem dúvida, mas, em termos práticos, que ajuda é que já deste que eu não tenha dado?&lt;br /&gt;- Ah! Mas não é bem isso que está em causa, eu ao menos sinto-me culpado por não ajudar mais, e dou donativos e ajudo os pobrezinhos e o caraças. E custa-me, muito, podia estar no quentinho de casa! Enquanto tu, ..., pfff, vá-se lá saber o que fazes nos tempos livres com essa filosofia maluca!&lt;br /&gt;- Eu escrevo, acerca do Infinito...&lt;br /&gt;- Pfff, bem sabia, só inutilidades... e os tipos em África a morrer!&lt;br /&gt;- Mas se te sentes mal porque não vais lá ajudar?&lt;br /&gt;- O problema não sou eu, és tu! Não fujas com o rabo à seringa.&lt;br /&gt;- Ok, então vejamos, és Livre ou não?&lt;br /&gt;- Se tiver meios para fazer o que quero, se ninguém me impedir, sim!&lt;br /&gt;- Então uma pessoa viciada que sinta necessidade de cocaína, se tiver meios de a tomar, se ninguém a impedir, é Livre sempre que a toma!&lt;br /&gt;- Bem, mas nesse caso pode ser um viciado, não consegue evitar desejar a droga. Por isso não é livre, o vício impede-o de ter a opção de não desejar aquilo que o vicia.&lt;br /&gt;- Então, o facto de termos todas as condições materiais de concretizar o nosso desejo e ninguém nos impedir, não significa só por si que sejamos Livres. Pois teríamos de saber se esse desejo foi escolhido livremente, ou não é assim?&lt;br /&gt;- Acho que sim, mas não estou a ver onde queres chegar...&lt;br /&gt;- É que me parece que quase tudo o que desejamos... fomos ensinados a desejá-lo.&lt;br /&gt;- Hummm... o gosto da cerveja ainda vou lá, aprendi-o; o Benfica, talvez, ensinaram-me; agora a minha miúda, ou a cor azul, isso foram coisas minhas...&lt;br /&gt;- Foste tu que decidiste desejá-las?&lt;br /&gt;- Quer dizer, o desejo acontece, ninguém decide desejar, ou se decide, até pode nem dar certo. Tantas vezes que a gente quer desejar trabalhar, quando na verdade queríamos era ir à praia.&lt;br /&gt;- Exactamente, os desejos acontecem, surgem vindos da vida, propostos pelas iguarias que o nosso corpo observa, ou de que nos falam, ou de actividades que nos habituamos a fazer: telemóveis e computadores, viagens e pessoas, conquistas, fama, poder, família, reconhecimento, desportos, etc... Tudo isto são coisas que vão despertando o desejo em nós e nós corremos atrás delas, por vezes como loucos, mas isso não quer dizer que sejamos livres só por as conquistarmos...&lt;br /&gt;- Ok, isso é um bocado estranho, mas mesmo que fosse assim, o que é que tem a ver com o que estávamos a falar?&lt;br /&gt;- É que, se pudesses escolher o teu desejo, o que quererias desejar?&lt;br /&gt;- O quê? Sei lá! Mas onde é que queres chegar?&lt;br /&gt;- Eu comecei por dizer que a única coisa que nos impede de atravessar a porta sempre aberta para o infinito que o Mundo é (e nada mais é do que isso), é a própria vontade. tu começaste a falar de comida, de saúde, de bens materiais, mas nada disso é o infinito. O facto de eu neste momento não poder encher o meu carro de gasolina não significa que me seja impossível viajar até ao infinito. Como disse, viajar até ao infinito só depende de uma coisa, só tem um combustível, e esse combustível é querer ir até lá. Mas normalmente nós queremos muita coisa, sexo, companhia, aceitação, fortuna, aventuras, deixar a nossa marca no mundo, queremos tanta coisa que esse desejo de infinito vai ficando lá atrás, um pouco perdido na multidão de outros desejos que também temos.&lt;br /&gt;- humm... (faz um olhar inteligente e pensativo enquanto pensa: este gajo é maluco!)&lt;br /&gt;- É que há uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;condição&lt;/span&gt; para passar a porta, ou melhor a quantidade infinita de portas, que nos separam do infinito. Essa condição é que temos de ir inteiros. Não pode ficar nenhum bocadinho a desejar o sorriso da cara sardenta, a conversa ao luar, sob as estrelas, a felicidade da família. Todas essas coisas são desejos autênticos e legítimos, que nos ensinaram a ter, que aprendemos a ter ou que descobrimos que temos. Mas, se tivéssemos podido escolher o nosso verdadeiro desejo, se tivéssemos podido escolher &lt;span style="font-style: italic;"&gt;livremente, livremente, livremente!, &lt;/span&gt;o nosso desejo, certamente que escolheríamos desejar algo inominável, a própria raiz da Felicidade e da Vida, pois aí está, concentrado, tudo o que procuramos noutros sítios dissolvido. E nenhuma fome, dor, ignorância, etc, nos poderia afastar dessa raiz se a desejássemos inteiros. A porta está &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sempre&lt;/span&gt; aberta, e tudo o resto tem apenas a importância que lhe quisermos dar.&lt;br /&gt;- Olha (entretanto tinha perdido o fio da conversa), deixa lá isso, tu não és nada mau rapaz, até és porreiro, às vezes, és só um bocado confuso, mas vem daí que eu pago-te uma bejeca!&lt;br /&gt;- Não costumo beber alcool, fico tonto.&lt;br /&gt;- É pá (ainda por cima é esquisito), tá bem, um sumo de laranja! Pode ser?&lt;br /&gt;- Fixe, ainda bem que ofereces, ando um bocado teso! Obrigado!&lt;br /&gt;- De nada pá, de nada (és um bocado maluco, lá isso és!). Vem lá daí que isto das filosofias faz-me doer a cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7009762053606613852?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7009762053606613852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7009762053606613852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7009762053606613852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7009762053606613852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/o-mundo.html' title='O Mundo...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6twKhyZzeI/AAAAAAAAE-U/JAV9D5VWna0/s72-c/GravitationalLens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-7779850015302496227</id><published>2008-02-06T08:13:00.000Z</published><updated>2008-11-13T19:15:11.610Z</updated><title type='text'>Nietzsche e o Super-Homem da bicharada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://watchingamerica.com/images/superman_pic.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://watchingamerica.com/images/superman_pic.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não gosto do logro de Nietzsche, esse tipo mimado pela mamã e pela irmã, acalentado como um génio pelos colegas da faculdade, perdido primeiro pelas vénias e depois pelo desprezo, e que, em nome de um ideal de super-homem fantástico, largou tudo para viver num quarto exíguo, longe de todas as mulheres, de todos os prazeres, de todas as viagens, de toda a Vida... para escrever nos seus pequenos escritos as grandes virtudes desse super-homem da sua imaginação fértil que, entre outras coisas, seria capaz de ter sexo que não fosse pago... &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dialbforblog.com/archives/305/ubermensch.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.dialbforblog.com/archives/305/ubermensch.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma espécie de alter-ego ficcionado para sustentar o escritor, que tinha de ser carregado (emocionalmente e também literalmente, no final da vida), pela irmã e pela mãe...É como se alguém que não sabe nada de Kung Fu se pusesse a falar sobre como seria ser um&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.freewebs.com/wordcitizen22/PartyTime/Nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.freewebs.com/wordcitizen22/PartyTime/Nietzsche.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; grande mestre e então inventa grandes passos de mágica, vôos, força incomensurável, um super-homem ao estilo da disney. E pronto, ficamos todos com a ideia do que é um super-homem: algo inderrotável, mas inventado, impossível, que até podemos tentar pôr em prática (há quem fale dos nazis, ou dos putos que andam vestidos com capas!), ou comentar apaixonadamente, que sim, que até tem coisas boas (alguns cristãos), mas esquecemo-nos do mais importante: é de papel!! Aquilo na realidade não existe nem podia existir!! Existem de facto artes marciais, mas não têm grandes vôos, nem força incomensurável: alimentam-se de pequenas coisas, de subtilezas e um combate de alto nível raramente é espectacular, a não ser para o olho bem treinado aos mais ínfimos pormenores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6rgkxyZzdI/AAAAAAAAE-M/1OutIy3DU3c/s1600-h/Mosaic+2+cropped.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6rgkxyZzdI/AAAAAAAAE-M/1OutIy3DU3c/s200/Mosaic+2+cropped.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164186845178351058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim também é, digo eu, com esse "super-homem" pelo qual Nietzsche tanto ansiava, sobretudo na sua pessoa. O super-homem é como aquele tipo alto, bem formado, que impõe o respeito e ao qual ninguém é capaz de se opor, na sua hereditariedade tem todo o mundo como o pai, que esperam por ele como o filho principal, ao qual todos os outros se devem dobrar, e devido ao qual todos os outros fazem sentido, como se fossem rascunhos de uma obra maior! Sim, esses super-homens que todos os homens pequenos e medrosos se gostam de imaginar a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta estupidez cantante é o que passa por super-homem, quando, no fundo, se trata apenas dos medos de um escritor angustiado consubstanciados na imagem de um herói que o viesse salvar da triste vida em que se encontrava. Senão vejamos, se existisse de facto um homem superior, ele veria certamente o valor de toda a vida, amaria a vida e seria essa paixão e deslumbramento por tudo que o guiaria. Mas isso não o levaria a desprezar ninguém, muito pelo contrário; nem o levaria a ter menos compaixão, a ser menos subserviente, ou a largar a sua própria vida em nome da de outros. Pois a verdadeira grandeza não é a daquela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoa&lt;/span&gt;, da máscara (essas têm todas o mesmo valor, quer seja a do presidente ou a do vagabundo - aos olhos do mundo) mas a do que a guia e rege, do que a faz nascer todos os dias e brindar o momento com toda a sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ença.&lt;/span&gt; E esse "princípios" (à falta de uma palavra melhor), ou essa Vida que o anima, existe em tudo e todos. A grandeza faz parte da montanha, da criança que chora ou ri, da mulher rica ou pobre, do peixe pescado mas ainda vivo, a apresentar na feira mais tarde, como cadáver, e em tudo nos podemos deslumbrar, tudo podemos amar, em tudo nos podemos perder de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Friedrich tivesse realmente sido um homem minimamente autêntico, teria compreendido que a escrita não era tão importante como cada momento. Que não era preciso deixar grandes legados e trazer às pessoas esse dionisíaco ancestral que ele só terá experimentado (ao que os seus escritos deixam antever) como transcendente alienação (comunhão com tudo, mas desgarrado da realidade concreta!!). Que o mais importante seria sorver essa força de loucura genial, em cada momento, e, cada vez com maior travo e em golos maiores, lentamente, a pouco e pouco, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;step-by-step&lt;/span&gt;. Essa pujança da vida, essa Liberdade em ser como se é, em se mostrar tudo o que é possível mostrar sem prejudicar ninguém, esse à vontade que é ver toda a vida como uma brincadeira de passagem, o ajudar a flor, a criança, a formiga, a digestão, a (des)composição dos talheres, a composição da face... pequenas coisas, muito pequenas, onde de facto se revela a transcendência, que é ver a vida a partir do cimo, a partir do todo: que nada importa mas onde tudo é sagrado e ocasião de culto, pois o momento é único sítio onde podemos ser e sentir a presença de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não deverá o super-homem procurar a verdade? Será porque não se quer vergar? Mas o verdadeiro homem transcendente sabe que é impossível alguém vergar-se. Tudo o que se verga é a mente, são as aspirações, é a visão. Mas dentro do homem, a sua Vida não pode ser vergada, nunca foi vergada, é como a chama que, no máximo, pode extinguir-se. Se sou eu que me vicio em jogos de computador, como posso dizer que me verguei a eles? Pelo contrário, sou eu que me agarro ao vício como um cavaleiro em cavalo sem sela, galopando por montes e vales. Da mesma forma o cigarro, a religião, as honrarias... todas essas aparentes bengalas são agarradas ferozmente: não é por ser religioso que alguém se vergou ou está preso. Estará certamente numa prisão com pouca vista para o Sol, mas é porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quer&lt;/span&gt; lá estar. A porta da prisão sempre esteve aberta, mas as suas mão crivam-se nas grades, agarra-se com garras e dentes, apaixonadamente, à sua protecção, onde pode experimentar com segurança, os mundos interiores e exteriores que vai explorando e lhe abrem os olhos a infinitas belezas com que antes nunca tinha sonhado. Quando deixar de ser assim, cansa-se, parte para outra, que lhe dê o que desta só consegue antecipar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o super homem, o homem transcendente, o verdadeiro übermensch, compreenderia que ninguém o é, ou então todos o são. A sua superioridade não se baseia em ser mais importante (líder), mais forte, mais valioso, nem sequer mais temperado, corajoso, inteligente, sábio, humilde ou qualquer outra coisa. A sua superioridade baseia-se apenas nisto: quando tem a possibilidade de olhar para alguém ou alguma coisa que, nem os sentidos, nem a razão, nem a emoção distorçam ou limitem a visão (há poucas coisas assim, por exemplo, uma árvore não encaixa nesta categoria uma vez que os nossos olhos só nos dão a visão de uma infinitesimal parcela da sua casca - a visão da casca de uma árvore, em todos os seus pormenores, pareceria maior do que nos parece a nossa galáxia), saboreia, interiormente, a paixão íntima dessa pessoa, objecto ou situação, como se o conhecesse há muitos anos, como se fizesse parte de si. Pode não o conseguir demonstrar, mas existe, mais que uma Irmandade, uma Unidade entre ele e todos os seres, o que lhe dá um à vontade e, sobretudo, este único saber: o de que não há nada a perder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro Übermensch não se sente nem inferior, nem superior, nem igual: sendo Livre sente-se Uno com aquilo que vê.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.freewebs.com/wordcitizen22/PartyTime/sydbarrett.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.freewebs.com/wordcitizen22/PartyTime/sydbarrett.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(foto de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Syd Barrett&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;membro fundador dos Pink Floyd)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-7779850015302496227?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/7779850015302496227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=7779850015302496227' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7779850015302496227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/7779850015302496227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/nietzsche-e-o-super-homem-da-bicharada.html' title='Nietzsche e o Super-Homem da bicharada'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6rgkxyZzdI/AAAAAAAAE-M/1OutIy3DU3c/s72-c/Mosaic+2+cropped.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-3975653659375555992</id><published>2008-02-05T02:41:00.000Z</published><updated>2008-11-13T19:15:11.892Z</updated><title type='text'>Ursula Martinez - o dom de fazer o impossível parecer possível</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6fa0lWMjPI/AAAAAAAAE-E/MXt5yPhH8w0/s1600-h/Ursula_Martinez-Show_off.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6fa0lWMjPI/AAAAAAAAE-E/MXt5yPhH8w0/s320/Ursula_Martinez-Show_off.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163336094716824818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://users.skynet.be/pdauwe/ursula_martinez.wmv"&gt;Este vídeo mostra uma coisa fantástica&lt;/a&gt;! Pelo menos para mim!&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Quantas vezes já me senti inibido na presença de estranhos, ou até de conhecidos. Mas esta miúda apresenta-se, sempre com presença substancial, nua, em frente de uma audiência que nem sequer estava à espera de a ver-se despir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;O choque da audiência, a naturalidade com que ela consegue permanecer em palco, por um lado pedindo a colaboração / entusiasmo, por cada peça de roupa que tira (sem se impôr forçosamente), mas por outro lado mantendo-se completamente no controlo da situação (a cena das mãos nas orelhas com o ímpeto das ancas, e o pormenor do círculo com o braço no final, como quem diz: tenho-vos na mão). Tudo isto sem grandes vestígios de vergonha ou auto-censura em frente a centenas de pessoas vestidas (literal e figurativamente).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;É espectacular. Parece mesmo alguém que se libertou ou se tenta libertar de todos os conceitos vergonhosos (que nos reprimem) desta aparentemente tão aberta sociedade, mas onde nem nos sentimos livres para dizer abertamente o que pensamos. Isto sim é o melhor de Nietzsche: o fim da vergonha, o homem capaz de se mostrar, de se afirmar sem medo, seguro apenas em si, no seu sonho, mesmo perante uma sociedade repressiva, trazendo o mistério (simbolizado no lencinho) a esta realidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Muito giro mesmo e meticulosamente preparado. Notem-se os muitos detalhes: a roupa é claramente masculina, assim como a pose em palco, dominadora. Isto leva a uma confusão mental que nos impede de censurar inconsciente e automaticamente (como de costume) o que estamos a ver. De facto nem parece uma "puta" - longe disso - nem um exibicionista. a atenção é retirada ao público desde o primeiro momento com os movimentos extravagantes dos olhos, e a posição convencida e auto-confiante, que, em conjunto com o fato quase à homem, nos levam para uma paisagem algo surreal e burlesca, e depois a atenção volta a ser arrastada pelo lenço e seu mistério.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Enquanto a mente está assim entretida a tentar captar o mistério do lenço e a encaixar a estranha atitude da miúda na música, no fato, na dança (tudo um pouco bizarro), eis que ela se começa a despir. E aqui o facto fundamental é estarmos perdidos, sem referências. Se ela mostrasse vergonha castigávamos com "indecência!", se a música fosse sensual seria "erotismo", se a roupa fosse feminina seria um "truque barato". Mas a confusão dos papéis é tanta que a Ursula tem a capacidade de nos guiar, o olhar, a atenção, para a postura, para o lenço, para o controle que parece ter sobre nós, para a dança, para o passe de magia. E enquanto isso despe-se, deixando-nos atónitos nas nossas cadeiras. Afinal estamos a ver um passe de mágica trivial enquanto a ilusionista rompe com todas as barreiras de pudor que regem a nossa vida à séculos, dentro e fora de casa, como se fosse a coisa mais natural do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Outra estratégia é o modo de olhar, como se "nós" é que estivéssemos em cheque. Não só olha claramente e de frente para a plateia, como dirige olhares, como se, a qualquer momento cada um de nós pudesse ser posto num tête à tête virtual com a menina. É como se o espectador também estivesse no palco, tais são os olhares de cumplicidade e os pedidos (quando ainda se podem pedir) de entusiasmo do publico. Finalmente à sempre uma boa razão para tirar a próxima peça de roupa: o lenço parece vir de lá. Até parece um espectáculo de magia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Temos de dizer que é um bom estratagema para se conseguir despir em público, quebrando as nossas fronteiras da vergonha, do ridículo e do bom gosto. Agora já sabemos, quando quisermos quebrar normas: manter o controlo, confundir o público alvo, desaparecer de cena rapidamente (enquanto a confusão está no ar). Contas feitas, poderemos ter chocado imenso e ofendido nada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;Ursula Martinez: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ursula_Martinez"&gt;wikipédia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ursulamartinez.com/"&gt;página pessoal&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"In the striptease I take all my clothes off but its powerful, not vulnerable at all because you almost build a protective wall with your own sexuality."&lt;/span&gt; &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/1492345.stm"&gt;bbc&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-3975653659375555992?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/3975653659375555992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=3975653659375555992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3975653659375555992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/3975653659375555992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/ursula-martinez-o-dom-de-fazer-o.html' title='Ursula Martinez - o dom de fazer o impossível parecer possível'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6fa0lWMjPI/AAAAAAAAE-E/MXt5yPhH8w0/s72-c/Ursula_Martinez-Show_off.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2441625251489725962</id><published>2008-02-03T02:43:00.000Z</published><updated>2008-11-13T19:15:12.057Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ópio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='salvação'/><title type='text'>A religião é o ópio...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A religião é o ópio daqueles drogados que além de não verem o Paraíso ainda procuram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;no Inferno &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;as suas chaves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Uw0lWMjCI/AAAAAAAAE8E/EqKX_t7XzRE/s1600-h/keysinhell.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Uw0lWMjCI/AAAAAAAAE8E/EqKX_t7XzRE/s320/keysinhell.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162586227786681378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2441625251489725962?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2441625251489725962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2441625251489725962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2441625251489725962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2441625251489725962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/religio-o-pio-daqueles-drogados-que-alm.html' title='A religião é o ópio...'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Uw0lWMjCI/AAAAAAAAE8E/EqKX_t7XzRE/s72-c/keysinhell.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-6382668586644246719</id><published>2008-02-02T08:22:00.000Z</published><updated>2008-02-02T08:23:47.358Z</updated><title type='text'>Tears made of Heaven</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Sr64NI33qUo&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Sr64NI33qUo&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Visto em: &lt;a href="http://cagalhoum.blogspot.com/"&gt;ministério da soltura&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-6382668586644246719?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/6382668586644246719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=6382668586644246719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6382668586644246719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/6382668586644246719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/tears-made-of-heaven.html' title='Tears made of Heaven'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-2840639928063026658</id><published>2008-02-02T06:35:00.000Z</published><updated>2008-11-13T19:15:12.813Z</updated><title type='text'>Heaven and Hell</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QVj1WMi-I/AAAAAAAAE7c/rNzTSzGz8IM/s1600-h/Blessing.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QVj1WMi-I/AAAAAAAAE7c/rNzTSzGz8IM/s320/Blessing.1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162274778233211874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Heaven and Hell é, entre muitas outras coisas, o título de um álbum fabuloso do Vangelis (que parece descrever a história deste nosso planeta - e portanto também de nós próprios - desde as origens mais remotas, no espaço interstelar), mas descreve também dois tipos de experiência que têm em comum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a abertura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso a abertura é fruto do maior desejo interior, unido a tudo o que somos. Ou seja, além de voluntária, é desejada por cada parte do nosso ser. E quem o faz é porque encontra naquilo para o qual se abre a mais deslumbrante e transcendente Beleza. Era de supor que todos os casamentos fossem desse tipo ^_^ mas há quem tenha dúvidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso a abertura faz-se pela força, pela dor, e em relação a algo que o sujeito aberto acha desprezível e que lhe traz a desfiguração e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de num dos casos atingirmos um deslumbrante prazer e um crescimento ou complemento, e de no segundo caso sermos forçados à mais terrível dor, desmembramento e desfiguração, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ambos&lt;/span&gt; os casos se trata de uma dissolução. A diferença fundamental é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a dissolução no Paraíso&lt;/span&gt; complementa, completa, torna Uno e total, ou seja, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nada destrói a não ser as fronteiras&lt;/span&gt;, os limites, reconduzindo tudo o que já existia em nós a outros pontos, onde se interligam com muitos outros aspectos da realidade. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fomos transfigura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dos, mas não desfigurados,&lt;/span&gt; perdemos as fronteiras, mas não o valor. Nada do que aprendemos se perdeu, nada do que somos, nem uma gota, nem a mais pequena parte, deixou de existir: apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contextualizámos&lt;/span&gt; o que éramos e continuamos ainda a ser, num horizonte muitíssimo maior, mais vasto, onde tudo o que éramos ganha ainda mais (não menos) sentido. Trata-se pois de uma dissolução onde nada se perde, tudo se transmuta em algo maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Inferno, também existe a mesma dissolução, mas aí, pelo contrário, há desfiguração. Ao Obrigar à abertura, ao forçar a abertura, estamos efectivamente a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;destruir&lt;/span&gt; algo que existe. O que isto significa é que, em vez de o antigo ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ntegrado&lt;/span&gt; no novo (como no Paraíso), é esmigalhado por ele, ou seja, substituído, sem que haja um enriquecimento mútuo. Enquanto que, por exemplo, uma imagem do Paraíso seria: dois amantes que se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comem&lt;/span&gt; sem nada retirarem um ao outro, ou seja, o seu comer é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ir lá, atravessar, encontrar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt; num processo de duplo crescimento (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;win-win&lt;/span&gt;), o Inferno acontece para um animal que é comido vivo: a sua dissolução é pura perda, a desfiguração não lhe traz maior integridade, pelo contrário, retira-lhe a sua essência, a sua fonte de vida; aquilo que ele era desaparece para sempre, primeiro é desfigurado, depois aniquilado, até ao nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QZYFWMjAI/AAAAAAAAE7s/HfJqclenwHs/s1600-h/Hell.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QZYFWMjAI/AAAAAAAAE7s/HfJqclenwHs/s320/Hell.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162278974416260098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas aberturas, duas dissoluções, dois desaparecimentos, mas numa cresce-se, transcende-se, face ao Divino Integrador, na outra, diminui-se, desfigura-se, morre-se, face ao Diabo Sedento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QVslWMi_I/AAAAAAAAE7k/MiiH3WHOvv8/s1600-h/Blessing.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QVslWMi_I/AAAAAAAAE7k/MiiH3WHOvv8/s320/Blessing.2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162274928557067250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre é claro qual é qual, por exemplo no casamento, às vezes pensamos que estamos a entrar numa, e é a outra. Ou na morte, quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-2840639928063026658?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/2840639928063026658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=2840639928063026658' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2840639928063026658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/2840639928063026658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/heaven-and-hell.html' title='Heaven and Hell'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6QVj1WMi-I/AAAAAAAAE7c/rNzTSzGz8IM/s72-c/Blessing.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1180169731550086117</id><published>2008-02-01T18:48:00.001Z</published><updated>2008-11-13T19:15:13.059Z</updated><title type='text'>Agir por Beleza</title><content type='html'>Agimos porque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode ser para nos defender, temos medo ou sentimos dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode ser para alcançar, temos fome, de saber de comida de sexo de amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode ser por Beleza, porque, olhamos para lá e para cá do horizonte e tudo o que vemos nele nos encanta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nesse caso a nossa acção é a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;transbordância &lt;/span&gt;do Mundo que existe, Mundo de Luz, para lá de Nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz, Luz, Luz, por toda a parte Luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e como Eternos Amantes, de desavenças perdidas, mergulhamos no Mundo, no Todo e em cada Parte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Nq8lWMi7I/AAAAAAAAE7A/12oadad9wlc/s1600-h/Sol_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Nq8lWMi7I/AAAAAAAAE7A/12oadad9wlc/s320/Sol_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162087186946624434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1180169731550086117?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1180169731550086117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1180169731550086117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1180169731550086117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1180169731550086117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/agir-por-beleza.html' title='Agir por Beleza'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6Nq8lWMi7I/AAAAAAAAE7A/12oadad9wlc/s72-c/Sol_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-1673974449211604586</id><published>2008-02-01T18:36:00.000Z</published><updated>2008-11-13T19:15:13.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autenticidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máscara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O Amante nu elogiando a máscara</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6U57VWMjEI/AAAAAAAAE8U/rVK5907pOEQ/s1600-h/ATT00205.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6U57VWMjEI/AAAAAAAAE8U/rVK5907pOEQ/s320/ATT00205.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162596239355448386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando amamos o amor em alguém, para lá de todas as ilusões, podemos ter a tendência de lhe retirar a máscara para lhe dizermos melhor como e o quanto amamos. Afinal, se os amantes se despem para mostrar o seu amor, não será porque o amor é cego e, se for atirado à máscara, não consegue chegar do coração ao coração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por isso os amantes brincam tanto, jocosamente desaparecem as faces do chefe, do forte, da senhora cheia de certezas, e o medo amedrontado da menina tímida dá lugar à aceitação, ao abraço. Pelo riso se vão despindo as máscaras, até ficares só tu e eu, nus, nada entre nós senão o olhar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E então é a vez do Riso puro encher os espaços e darmos lugar ao desejo louco, ao beijo que se abre num sorriso, à boca que se abre num olhar. Corpos entrelaçados, palpitando numa mesma vontade, sem separações, só o abraço, um único corpo que se beija, um único entrelaçado, dois olhares fundidos num carinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas nem sempre podemos tirar as máscaras... por vezes aquele a quem quereríamos agraciar, revelando-lhe a nudez da nossa presença, agarra-se à máscara como se fosse a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Nesse caso, para que sinta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; o amor que somos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;temos de elogiar-lhe a máscara... embora, por vezes, a expressão desse amor seja separá-la um pouco mais da pele...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5081954783155314064-1673974449211604586?l=semcausanemporacaso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/feeds/1673974449211604586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5081954783155314064&amp;postID=1673974449211604586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1673974449211604586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5081954783155314064/posts/default/1673974449211604586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semcausanemporacaso.blogspot.com/2008/02/o-amante-nu-elogiando-mscara.html' title='O Amante nu elogiando a máscara'/><author><name>Luar Azul</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10939190788002012575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_PpN7zICLSb8/R6VFBlWMjFI/AAAAAAAAE8c/d2FmKb210MQ/S220/1780_10241.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6U57VWMjEI/AAAAAAAAE8U/rVK5907pOEQ/s72-c/ATT00205.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5081954783155314064.post-8047808352261245239</id><published>2008-02-01T09:09:00.001Z</published><updated>2008-11-13T19:15:13.394Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='misticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imortalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dissolução'/><title type='text'>Dissolução e imortalidade, ou, o b+á=bá da imortalidade da alma</title><content type='html'>Bem! Tenho andado a escrever para um blogue chamado &lt;a href="http://serpenteemplumada.blogspot.com/"&gt;Serpente Emplumada&lt;/a&gt;, nome explicitamente inspirado pelo seguinte texto de Pessoa: "&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;[passando] &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;para além de Deus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;". Como se vê facilmente é um projecto que alguns considerariam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ambicioso.&lt;/span&gt; Neste caso o que se passa é que ao publicar uma das minhas mensagens, sobre a não acção, e que consistia na mera afirmação do óbvio, isto é: "&lt;a href="http://serpenteemplumada.blogspot.com/2008/01/se-baixares-os-braos.html"&gt;Se baixares os braços... os elementos não te dissolvem porque nunca exististe...&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora parece que não só esta mensagem não foi compreendida por alguns comentadores como nem sequer o mais básico dos básicos que também a sustenta, isto é: «o que é existir e em que sentido podemos dizer que a alma é imortal?» Se uma pessoa não sabe isto, como pode querer viajar nos interstícios da Serpente, para lá de Deus??!? É como se estivéssemos num blogue de matemática avançada e alguém tivesse posto como gracejo este sistema a duas equações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6MQn1WMi6I/AAAAAAAAE6w/yM5b422UnbE/s1600-h/infinito.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PpN7zICLSb8/R6MQn1WMi6I/AAAAAAAAE6w/yM5b422UnbE/s400/infinito.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161987874417839010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E viessem pessoas perguntar: «mas como se resolve isto?» Ora isto é o óbvio do óbvio!! Não cabe responder a este tipo de dúvidas num âmbito de um blogue de matemática tão avançada! Daí que, uma vez que essa explicação me parece tão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;básica&lt;/span&gt;, mas mesmo tão básica, resolvi colocar aqui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o b+á bá da imortalidade da alma&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista meramente físico compreende-se muito bem o que significa ser a matéria imortal, um princípio amplamente reconhecido ao ponto de hoje já passar despercebido (como tudo o que perdeu a polémica) e resumido na célebre frase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nada se perde, tudo se transforma".&lt;/span&gt; Ora, detalhando mais um pouco, o comentário que ainda assim escrevi como resposta (e pelo qual peço já desculpa dado o seu carácter elementar) foi o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"Vamos lá então: um quilo de feijões, uma multidão, um corpo físico, todas estas coisas são &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;agregados&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;. É evidente que existem, mas em que é que consiste a sua existência? Fundamentalmente na exist
