quarta-feira, 12 de março de 2008
não amamos senão o amor
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o ódio é o amor do amor que não foi,
a vingança é o amor da justiça do amor,
o ódio mata quem não vê o amor que é,
a vingança assassina o amor que é,
só a destreza de ver o amor que não se sente
mas pressente,
pode salvar o amor
de ficar perdido entre as lágrimas
da ilusão de quem o não vê...
Coragem é procurar o amor na face,
destreza de quem não desiste do que Ama...
ódio, vingança, ciúme, são tudo aspectos do Amor,
um Amor gigante, maior que o mundo,
mais vasto que a Pessoa,
que a Alimenta e lhe dá Rumo
e as faz pintar a sua face e a dos outros
de cores Alegres...
Amor, amor, amor,
tu és a Viagem e o Caminho
a Procura e o Encontro
és a Senda e o Mar da Despedida,
o Abraço Fogueira dos Amantes,
A descida aos Infernos, a
Subida aos Céus,
tu és, Caminho e Destino,
Amor, só a ti Amamos,
por ti suspiramos,
e nos damos ao trabalho
de encher a cara de
romances e dramas...
Amor, só tu és, para mim
o Fim da Viagem...
que de paixão em paixão,
encontrando no Fugaz
o teu Pujante Sabor,
vai vogando para a Plenitude,
Onde só tu és, o trás, a frente e a essência Livre
de cada Face...
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Coração (poema sem interesse a não ser quando lido por quem esteja, eventualmente, a morrer)
Coração, órgão mole, frágil ritmando, bombeando, ai, a vontade de viver...
transportas a vida a todo o meu corpo:
cantas, com ritmo próprio, quase independente, um Hino constante à Vida e ao Desejo de a Viver...
cada tua pulsação é um Beijo de Amor,
um Apelo à Vida, e à sua continuação.
no teu peito engancham-se emoções e ideias, transformadas em projectos, onde tentações e objectos disputam cada uma das tuas preciosas batidas.
Ligação ao Mundo!
Não desistas de mim ó coração...
Pujante, implodes por mim o sangue
que me alimenta...
És o ser mais íntimo que penetra
cada pedaço do corpo e o invade de vida...
Sentimento meu...
o Apego que dá à vida a vida para continuar...
Não desistas de mim ó coração...
que este corpo é o Trânsito
de tudo o que sou
para tudo o que conheço
e quero conhecer
Nesta vida...
Não desistas de mim ó coração...
que Amigos, Família, Computadores,
Frases e Ideias,
tão conhecidas, quase íntimas,
Toda uma forma de beijar a vida,
e de me encantar,
só por ti, lhe tenho acesso,
e tudo perco, em simultâneo e num repente!, se te vais...
Imprimi em ti,
Ó Coração,
os meus medos, desejos,
ansiedades, até Amigos e Amores...
e por isso bates, impulsionas em mim,
o sangue da Vida,
Transportando o Venoso ao Arterial
de novo em novo, procurando a transformação...
Quando terás fim Coração?!
Quando, satisfeito, pararás, em êxtase ou aflição, na partida para um novo(?) Mundo?
Não me abandones ó coração,
Quando voar noutros espaços
serás sempre meu
Como um desconhecido distante
Como um amigo sempre presente
Como uma memória imprimida
na Consciência lúcida
não abandonado
mas resolvido...
Ó Coração
não te abandono
mesmo depois
de Parado
/
Harmonizado
Continuarás a ser para mim
Íntimo...
e Agradeço-te Tudo!
(agora em vida, que depois, não sei se terei oportunidade ^_^)
